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ALERTA GERAL

Baixa cobertura vacinal pode facilitar nova onda de Covid-19 em Mato Grosso

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De acordo com Boletim Inforgripe, da Fundação Osvaldo Cruz divulgado nesta quinta-feira (8), as Síndromes Respiratórias Aguda Graves (SRAG) apresenta tendência de crescimento em Mato Grosso. O Brasil ocupa a segunda colocação entre os países com o maior número de óbitos nas últimas 24 horas em decorrência da Covid-19 e o quinto lugar em número de casos. Novas ondas de Covid-19 são motivadas por causas multifatoriais, incluindo características da circulação do vírus e do comportamento populacional.

Entre os casos virais dessas hospitalizações três em quatro estão associados à Covid-19. O boletim com dados referentes a semana de 27 de novembro a 3 de dezembro aponta que o crescimento da SRAG, se destaca na população adulta principalmente, entre os maiores de 60 anos.

O crescimento em Mato Grosso é ao longo prazo com alta nas internações. A tendência de alta, já chama a atenção para as medidas de prevenção, especialmente porque o período de festas de fim de ano aumenta a exposição ao Coronavírus. Além da vacinação em dia, é importante que a população use máscara de proteção em ambientes de maior exposição.

Aumento de casos

Nos últimos 15 dias Mato Grosso registrou 4.456 novos casos de Covid-19 e dez mortes causados pela doença. No mesmo período do ano passado foram confirmados 567 novos casos.

Entre os dias 20 e 23 de novembro de 2022 foram notificados 44.943 novos casos de Covid-19 no país. Destes, 235 pessoas morreram por complicações da doença.

Baixa cobertura vacinal

A baixa procura pela quarta dose da vacina contra a Covid-19, preocupa especialistas e pode facilitar o aumento de novos casos da doença. A baixa procura pela vacina em todo Mato Grosso pode ser uma das causas do aumento do número de casos, assim como o surgimento de uma nova variante do Coronavírus.

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Por isso, é tão importante que as pessoas procurem as unidades de saúde para atualizar o esquema vacinal. Todas as pessoas acima de 18 anos devem tomar a terceira e quarta dose.

Cuidados

Além da vacinação, há vários cuidados que as pessoas podem tomar para diminuir os riscos de contaminação. Embora não seja obrigatório, é recomendado que as pessoas voltem a usar as máscaras no transporte público, aumentem o distanciamento físico e higienizem as mãos com água e sabão ou álcool gel 70 com mais frequência.

Outra importante ação de prevenção é justamente por aquelas pessoas que estejam com algum sintoma gripal: usem máscara neste período, evitem contatos físicos e aumentem a frequência de higienização das mãos.

Secretaria Estadual de Saúde

A Secretaria Estadual de Saúde notificou 124 municípios de Mato Grosso sobre a situação de risco relacionada à Covid-19. A SES considerou a incidência pelo Coronavírus nos últimos 15 dias para notificar os municípios que registraram níveis de alerta.

O documento reforça também que a baixa cobertura vacinal influência no índice de agravamento da doença, fazendo com que mais cidadãos necessitem de internação em leito de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), podendo haver consequentes evoluções para óbito.

O Estado cumpre com a responsabilidade de distribuir vacinas para os 141 municípios de Mato Grosso. E, considerando que o Sistema Único de saúde é tripartite, precisamos do máximo empenho dos municípios para que estas doses cheguem aos braços dos cidadãos“, pontuou a secretaria de Saúde do Estado, Kelluby Oliveira.

Olhando para frente

A Secretaria de Fazenda do Município de Cuiabá, tem 14 servidores públicos que foram afastados do cargo, após terem contatos com Covid-19.

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O Prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), anunciou durante a transmissão da sua live semanal que está monitorando a nova onda da Covid-19, mas por enquanto não tomará nenhuma medida para conter o avanço.

Cuidados na Casa de Leis

A Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT) já anunciou medidas para conter o avanço (o Legislativo tem 45 funcionários afetados com o Coronavírus). O presidente da Casa de Leis, José Eduardo Botelho (UB), determinou que os servidores só deverão ir ao parlamento em casos específicos, e que os trabalhos deverão ser realizados de forma remota. A medida visa diminuir propagação do vírus, dias antes do recesso de fim do ano.

A quantidade de pessoas circulando na Casa é grande. Temos 45 funcionários com Covid-19. Então, vamos fazer isso para diminuir contágio aqui dentro, principalmente agora no fim de ano, perto do Natal“, disse o presidente da Casa de Leis, José Eduardo Botelho.

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Destaques

Consolidação econômica e trajetória política reafirmam a influência de Blairo Maggi no Agronegócio Nacional

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O empresário e ex-governador do Estado de Mato Grosso, Blairo Borges Maggi, alcançou a sexta posição no ranking dos maiores magnatas do Agronegócio brasileiro em 2026. A revelação foi feita após o mapeamento do setor produtivo demonstrar a força expressiva dos grandes players nacionais no cenário econômico global.

A divulgação oficial dos dados ocorreu na última sexta-feira (28), por meio de levantamento anual realizado pela revista Forbes Brasil. A publicação, reconhecida internacionalmente por mapear as maiores fortunas do planeta, apresentou o balanço atualizado dos patrimônios corporativos do país.

O patrimônio líquido do acionista da Amaggi está avaliado em R$ 7,2 bilhões no período atual. O resultado financeiro reflete a performance operacional e a valorização global das commodities agrícolas negociadas por sua holding nos últimos trimestres.

A consolidação patrimonial coloca o empresário no 50º lugar do levantamento geral dos super-ricos brasileiros. Tal posição reflete a alta relevância do Agronegócio na formação das maiores fortunas do país, figurando ao lado de setores como o financeiro e o industrial.

A ascensão ao topo da lista decorre da sólida estrutura da Amaggi, uma das maiores companhias tradings de grãos e fibras do planeta. A corporação, fundada originalmente por seus pais, André e Lucia Maggi, expandiu exponencialmente suas operações comerciais e logísticas ao longo das últimas décadas.

Além do desempenho estritamente empresarial, a expressiva capilaridade pública acumulada pelo executivo fortaleceu sua representatividade setorial. Ele esteve à frente do Poder Executivo do Estado de Mato Grosso por dois mandatos consecutivos, no período compreendido entre os anos de 2003 e 2010.

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A atuação institucional prosseguiu no Congresso Nacional, onde exerceu mandato no Senado Federal entre 2011 e 2019. Posteriormente, assumiu o comando do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) durante a gestão presidencial de Michel Temer, liderando missões comerciais no exterior.

A presença de Maggi e de seus sócios no topo do ranking evidencia a centralidade do Estado de Mato Grosso na produção e exportação global de grãos. O estado se firma como o principal polo gerador de divisas e fortunas ligadas ao cultivo de soja e milho na América Latina.

A estrutura societária da Amaggi demonstra força coletiva no levantamento da Forbes, figurando também entre as dez maiores fortunas do setor os acionistas Hugo de Carvalho Ribeiro e família, com R$ 7,2 bilhões, e Itamar Locks, detentor de patrimônio avaliado em R$ 6,7 bilhões.

Atualmente, o empresário encontra-se totalmente desvinculado de cargos partidários ou funções públicas, dedicando-se exclusivamente aos conselhos estratégicos do setor privado.

A lista dos dez maiores bilionários do Agronegócio é liderada por Ricardo Castellar de Faria, da Granja Faria, com R$ 35,1 bilhões, seguido pelos irmãos Joesley e Wesley Batista, da JBS, com R$ 21,9 bilhões cada, Alceu Elias Feldmann (Fertipar) com R$ 19,2 bilhões, Liu Ming Chung (Nine Dragons Paper) R$ 7,9 bilhões, Blairo Borges Maggi (Amaggi) R$ 7,2 bilhões, Hugo de Carvalho Ribeiro e família (Amaggi), R$ 7,2 bilhões, Itamar Locks (Amaggi), R$ 6,7 bilhões, Rubens Ometto Silveira Mello (Cosan/Raízen/Rumo) R$ 6,3 bilhões, Marcos Molina dos Santos (BRF/Marfrig) com R$ 6,1 bilhões.
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