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Assembleia abre ciclo de debates para atualização de divisas intermunicipais
Os membros da Comissão de Revisão Territorial dos Municípios e das Cidades se reuniram para debater a 2ª Oficina de Atualização das Divisas Intermunicipais de Mato Grosso. Ao todo, serão cinco dias de trabalho.
Na cerimônia de abertura do evento, realizado no auditório Licínio Monteiro, na Assembleia Legislativa, foram relacionados os municípios que ultimamente vêm sofrendo impasses com limites territoriais. A proposta é que a equipe técnica da Secretaria Estadual de Planejamento (Seplan) realize visitas in loco nos locais apontados e, posteriormente, a Assembleia Legislativa elabore projetos de lei, que serão apresentados ao governo do estado, com o intuito de corrigir possíveis erros.
O projeto de atualização das divisas intermunicipais de Mato Grosso faz parte de um ciclo de discussões que está sendo intermediado pelo presidente da comissão, deputado Ondanir Bortolini, Nininho (PR) e tem por objetivo tratar das divisas intermunicipais e, se necessário, elaborar proposta de atualização.
Conforme a programação, a oficina de trabalho foi dividida em 11 grupos municipais, sendo o de número 1 composto por Chapada dos Guimarães, Rosário Oeste e Nova Brasilândia; no grupo 2 estão Campo Verde e Chapada dos Guimarães; no grupo 3 ficaram Chapada dos Guimarães e Nova Brasilândia; no grupo 4 estão Rosário Oeste e Nobres; o grupo 5 é composto por Alto Paraguai, Nobres e Diamantino; o grupo 6 inclui Rosário Oeste e Nova Brasilândia; o grupo 7 contém Diamantino e Nobres; o grupo 8 abrange Rosário Oeste e Santa Rita do Trivelato; o grupo 9 apresenta Nova Mutum e Nobres; o grupo 10 traz Planalto da Serra e Nova Brasilândia; e o grupo 11 ficou com Poconé e Cáceres.
“Essa é uma oportunidade para todos os prefeitos debaterem a revisão territorial, respaldados com equipe técnica do governo e da Assembleia”, revelou Nininho.
O objetivo dos participantes dessa segunda oficina de trabalho será elaborar propostas de atualização das divisas intermunicipais, com vista à resolução de inconsistências territoriais existentes no segundo bloco de municípios, por meio de processo participativo.
Para o segundo bloco de trabalho, ficaram definidas as participações dos municípios de Poconé, Rosário Oeste, Chapada dos Guimarães, Nobres, Nova Brasilândia e Planalto da Serra. Também foram definidos os municípios limítrofes ao segundo bloco: Diamantino, Cáceres, Barra do Bugres, Alto Paraguai, Paranatinga, Primavera do Leste, Campo Verde, Nova Mutum, Porto Estrela e Santa Rita do Trivelato.
“Queremos trabalhar numa cartografia única, pois, atualmente, o IBGE, Governo, Assembleia e os municípios possuem um mapa cartográfico cada um, tornando-se difícil uma discussão mais ampla”, adiantou o vice-presidente da comissão, deputado Dilmar Dal Bosco (DEM).
Na abertura do evento, foram discutidas as diretrizes do Plano de Ação, seguida da metodologia dos trabalhos do segundo bloco. Depois, a coordenadora cartógrafa Ligia Camargo fez uma explanação dos métodos de trabalho que serão realizados pela equipe técnica da Seplan.
“Dentro deste contexto, temos dois tipos de problemas, o primeiro deles são as áreas isoladas que não são citadas em memoriais, e o segundo impasse são os administrativos sem cartografias. Entendo que esse ciclo vai proporcionar uma solução significativa para esses municípios”, aposta Lígia.
Um dos pontos da oficina de trabalho, que promete um bom debate, vai acontecer com o Grupo 5, que será discutido na quarta-feira (30), envolvendo três municípios: Alto Paraguai, Nobres e Diamantino.
Consta na inconsistência territorial desses três municípios que nas áreas situadas no extremo sudoeste de Nobres e sudeste de Diamantino, o município de Alto Paraguai alega exercer ações administrativas em função de estas áreas estarem próximas de seu núcleo urbano e limitadas por uma serra que dificulta ações administrativas de seus vizinhos.
“A AMM (Associação Mato-grossense dos Municípios) tem um compromisso firmado com a comissão para discutir com os prefeitos desses municípios soluções para essas áreas de conflitos. Cada uma dessas partes interessadas precisa ceder nesse problema, facilitando as distâncias”, revelou o presidente da AMM, Neurilan Fraga.
A 2ª oficina de trabalho prossegue nesta terça-feira (29), quando, das 14 às 17h30, serão realizados trabalhos em grupo entre os representantes dos municípios de Chapada dos Guimarães, Rosário Oeste e Nova Brasilândia.
Segundo o cronograma de discussão, os técnicos vão debater a área sem jurisdição municipal ou isolada, ou seja, área que não consta nos memoriais descritivos das leis dos três municípios.
Destaques
Polícia Militar define finalistas para o topo da carreira institucional
A disputa por uma vaga de coronel é o ponto culminante da carreira dos oficiais militares e das forças de segurança públicas (como a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros). O posto de coronel representa o último degrau e o topo da hierarquia dessas instituições, o que torna essa concorrência extremamente acirrada e de importância estratégica.
O coronel deixa as funções operacionais de campo para assumir o planejamento estratégico, comandando batalhões inteiros, diretorias ou grandes comandos regionais. Os coronéis interagem diretamente com o alto escalão do governo estadual ou federal (como Secretários de Segurança e Governadores), participando da formulação de políticas públicas de segurança. É desse grupo restrito que sai o Comandante-Geral da instituição, o cargo máximo de liderança.
Diferente das promoções iniciais, que consideram bastante o tempo de serviço (antiguidade), a vaga para coronel costuma basear-se fortemente no critério de merecimento. Isso envolve avaliações de desempenho rigorosas, histórico limpo e cursos de aperfeiçoamento. O número de vagas para coronel é altamente limitado por Lei. Conforme a pirâmide militar se estreita, centenas de tenentes-coronéis competem por pouquíssimas cadeiras vazias.
Cinco vagas para o posto de coronel
A Comissão de Promoção de Oficiais (CPO) da Polícia Militar do Estado de Mato Grosso (PMMT) definiu, no cenário institucional do estado, a lista dos quinze tenentes-coronéis que disputam as cinco vagas para o posto de coronel.
O ato administrativo ocorreu no âmbito das avaliações internas da corporação e busca preencher as vagas do posto mais elevado da hierarquia policial militar mato-grossense.

A deliberação oficial abrange todo o Estado de Mato Grosso, reunindo oficiais com atuação estratégica tanto na capital, Cuiabá, quanto em importantes municípios do interior.
As promoções respondem à necessidade contínua de renovação do alto comando militar, garantindo a continuidade do planejamento e da execução das diretrizes de segurança pública.
O processo seletivo foi conduzido de forma criteriosa pela própria comissão especializada da corporação, mediante a análise minuciosa de méritos, histórico funcional e pontuações acumuladas.
A relação reúne oficiais que atuam em unidades da Capital e do interior do Estado. As notas atribuídas pela comissão variam de 5,34 a 4,87.
A maior nota da lista é do tenente-coronel Adão César Rodrigues Silva, comandante regional de Cáceres, com 5,34. Na sequência aparecem, tenente-coronel Paulo Jailson Secchi de Ávila, que atua em Nova Mutum aparece com nota 5,337; Murilo Franco de Miranda, de Tangará da Serra, com 5,327; Fábio Alves Ribeiro, comandante da Rotam, com 5,32; e Oswaldo Marins Rabelo, de Alta Floresta, com 5,29.
Completam a relação Cleiton de Moura Viana, Breno Chaves Nogueira, Nagila de Moura Brandão, Fábio Mota de Souza, Victor Lúcio do Prado, Adonival Coelho de Souza Junior, Bruno Marcel Souza Tocantins, Gyancarlos Paglyneari Cabelho, Jussara Cristina Novacki e Marcelo Moraes de Souza.
Entre os quinze selecionados, destacam-se duas oficiais mulheres: as tenentes-coronéis Nagila de Moura Brandão, do 9º Batalhão, e Jussara Cristina Novacki, integrante da Diretoria de Defesa da Mulher.
O governador Otaviano Pivetta confirmou expressamente que, entre as cinco vagas disponíveis para a promoção, ao menos uma será destinada ao preenchimento por uma mulher.
A decisão final caberá ao chefe do Executivo Estadual, que receberá uma lista tríplice indicativa para cada vaga e anunciará os novos coronéis no prazo estimado de cinco dias.
Após a oficialização do ato administrativo, os cinco oficiais escolhidos tomarão posse na mais alta patente, assumindo responsabilidades estratégicas na condução da segurança do Estado de Mato Grosso.
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