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ANVISA x SPUTNIK

Aprovação da Sputnik V será decisão técnica

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Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), afirmou nesta sexta-feira (4) que a aprovação da vacina russa Sputnik V será uma decisão técnica do grupo de especialistas que a analisa e que não pode prever quando será adotada.

É um grupo que trabalha de forma independente e que apresentará suas conclusões assim que seu trabalho for concluído“, disse Tedros por videoconferência durante o Fórum Econômico Internacional de São Petersburgo, ao responder a uma pergunta sobre se a aprovação da vacina russa pela OMS é uma questão de “semanas ou meses”.

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS) ressaltou que o surgimento das vacinas contra a Covid-19 “mostrou a luz no fim do túnel”, mas destacou a necessidade de chegarem a todos os países do mundo, e acrescentou que a OMS estabeleceu como meta que 10% da população de cada país seja vacinada até o próximo mês de setembro e 30% até o final do ano.

Ninguém está seguro até que estejamos todos seguros“, enfatizou Tedros, insistindo na necessidade de esforços conjuntos para combater a Pandemia.

Durante sua participação, o ministro da Saúde da Rússia, Mikhail Murashko, indicou que vacinar de 30% a 40% da população não proporciona imunidade coletiva, e acrescentou que alguns especialistas consideram que esta imunidade só pode ser alcançada com a vacinação de 80% a 90% da população, embora tenha especificado que esta não é a posição oficial da pasta de Saúde russa.

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O presidente russo, Vladimir Putin, no final de março declarou que 70% dos russos poderiam ser vacinados até setembro deste ano. No entanto, a campanha de vacinação na Rússia avança lentamente devido à relutância de seus habitantes.

De acordo com o ministro da Saúde da Rússia, Mikhail Murashko, até o momento, quase 15 milhões de russos foram vacinados com as duas doses da vacina, pouco mais de 10% da população.

Em outro painel do Fórum Econômico Internacional dedicado à Pandemia, o diretor do Programa de Emergências da OMS, Michael Ryan, alertou que, apesar da diminuição de casos de Covid-19,a situação continua complexa e os riscos, muito altos.

A pandemia continua sendo uma catástrofe grave. Todos os países precisam tomar medidas importantes. Ninguém pode relaxar e devemos estar preparados para uma futura pandemia. Se não nos prepararmos, teremos que pagar um preço alto, advertiu.

Ryan também destacou os riscos da distribuição desigual de vacinas entre os países, bem como a desigualdade social na prestação de serviços de saúde dentro de um mesmo país, o que, em sua opinião, pode ser decorrente de uma gestão inadequada.

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Avanço silencioso e letal da “Meningite” em Mato Grosso

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O avanço expressivo dos diagnósticos de meningite em Mato Grosso acendeu um alerta epidemiológico e mobilizou as autoridades de Saúde Pública nas últimas semanas. O crescimento das notificações da enfermidade gerou uma forte onda de preocupação coletiva entre médicos, educadores e, sobretudo, pais e responsáveis. O temor justifica-se pelo caráter fulminante da patologia, cuja evolução rápida exige vigilância constante da sociedade civil para evitar o colapso no atendimento e a proliferação descontrolada de novos vetores infecciosos em ambiente escolar e comunitário.

A Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso (SES-MT) identificou formalmente a crise por meio de análises laboratoriais e monitoramento de rede assistencial. O órgão governamental constatou que o território mato-grossense enfrenta uma expansão geométrica no contágio da doença se comparado aos índices históricos do estado. A identificação desse cenário epidemiológico adverso permitiu a compilação de dados centralizados, os quais servem de embasamento técnico para que os gestores públicos estruturem campanhas de conscientização e distribuam insumos hospitalares de maneira estratégica.

Os municípios mato-grossenses concentram a totalidade das notificações registradas, evidenciando que o perigo epidemiológico ultrapassou os limites geográficos das grandes metrópoles. Cuiabá lidera o balanço estatístico estadual com 13 ocorrências consolidadas, seguida de perto por Rondonópolis e Várzea Grande, que somam 5 registros cada uma.

O mapeamento da interiorização da doença inclui ainda cidades de relevância econômica como Cáceres e Sorriso, com 4 casos computados em cada território, além do município de Sinop, que contabiliza 3 positivações.

O mais recente boletim oficial detalhado sobre a evolução da patologia foi publicado pelos canais de comunicação do Governo do Estado nesta última quinta-feira (29). A divulgação sistemática desses relatórios técnicos cumpre um papel fundamental na transparência da gestão pública e no direcionamento de ações profiláticas imediatas. A escolha dessa data específica para a atualização dos índices reflete o fechamento do ciclo epidemiológico semanal analisado pelas equipes de Vigilância Sanitária.

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A etiologia da Meningite baseia-se em uma severa inflamação das meninges, que constituem as membranas protetoras responsáveis pelo revestimento do cérebro e da medula espinhal do indivíduo. Esse processo inflamatório agudo destrói tecidos essenciais e bloqueia a circulação do líquido cefalorraquidiano, sendo desencadeado pela invasão de agentes patogênicos diversos, tais como bactérias, vírus ou fungos.

A gravidade da infecção reside justamente na agressividade desses microrganismos, que atacam o sistema nervoso central de forma devastadora.

O contágio ocorre principalmente por meio de vias respiratórias, através de gotículas de saliva expelidas por indivíduos infectados, ou pela exposição prolongada a ambientes fechados e sem a devida ventilação. Fatores sazonais e a aglomeração urbana potencializam a transmissibilidade do agente infeccioso entre a população de risco. Uma vez instalado o microrganismo no hospedeiro, o período de incubação biológica transcorre em um intervalo que varia de três a cinco dias até a manifestação inequívoca dos sinais clínicos.

O balanço estatístico atualizado aponta a ocorrência de 53 casos confirmados da doença e um total de oito mortes computadas em todo o território de Mato Grosso. Os novos exames laboratoriais processados revelaram um acréscimo de sete contaminações adicionais em relação ao monitoramento governamental imediatamente anterior, o qual estipulava 46 positivações.

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Embora o volume de infecções tenha apresentado essa oscilação ascendente e preocupante, o quantitativo absoluto de óbitos permaneceu estabilizado na marca de oito perdas humanas.

O principal fator de letalidade decorre da similaridade perigosa entre os sintomas iniciais da Meningite, caracterizados por vômitos, dores cefálicas e febre alta, e os indícios de uma intoxicação alimentar comum. Essa analogia clínica superficial induz familiares e profissionais de medicina a equívocos diagnósticos fatais, retardando a internação adequada.

Como a janela temporal entre a vida e a morte restringe-se a apenas uma hora após o início das crises graves, a ausência de antibioticoterapia imediata sela o prognóstico trágico dos pacientes.

As faixas etárias mais vulneráveis compreendem extremos geracionais distintos, concentrando-se em idosos situados entre 50 e 64 anos, grupo que lidera com dez casos confirmados. A fragilidade imunológica também atinge a infância, registrando nove casos em crianças de 5 a 9 anos e oito ocorrências em bebês com idade inferior a um ano.

O dado mais alarmante recai sobre o segmento infantil de 5 a 9 anos, que concentra três dos oito óbitos totais, demonstrando a agressividade da doença no organismo infantil.

A contenção definitiva do surto exige que a população procure assistência médica hospitalar imediata diante do surgimento de rigidez na nuca, sonolência excessiva ou manchas purpúreas cutâneas. Os profissionais da vigilância epidemiológica reforçam a necessidade de ampliação da cobertura vacinal e do isolamento preventivo de pacientes suspeitos nas unidades de pronto atendimento.

O combate eficaz à propagação da Meningite depende diretamente da rapidez na busca por socorro especializado e da correta higienização diária das mãos.

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