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VLT x BRT x PLEBISCITO

A dúvida sobre retomar ou abandonar a obra do VLT

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Muitas dúvidas ainda vão incomodar as autoridades e a população de Mato Grosso e da capital Cuiabá. Depois do imbróglio em que se tornou a retomada do VLT de Cuiabá, o Governo do Estado de Mato Grosso decidiu transferir a decisão sobre o que fazer com o modal para os cidadãos, e para isso já estuda a realização de uma consulta popular.

A dúvida sobre retomar ou abandonar a obra vem alimentando as polêmicas sobre um sistema de transporte que já nasceu fruto da discórdia. Previsto para a Copa de 2014, o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) segue inacabado desde então, e com gastos que, para alguns, justificariam o término da obra. Para outros, é preciso estancar a sangria de recursos públicos.

Esta a pergunta que tira sono dos governantes: deve-se continuar uma obra que já sugou R$ 1,066 bilhão, ou é melhor abandonar o projeto, colocando em seu lugar um sistema de ônibus BRT?

A opção por convocar uma consulta popular é sinal de que se esgotaram todas as possibilidades de contornar os seguidos problemas que sucessivamente têm surgido nos caminhos do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT).

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Emanuel Pinheiro (MDB), voltou a defender a autonomia da população, usuária do transporte coletivo, para que possa ter o direito de escolher qual o melhor modal, o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) ou o Ônibus de Trânsito Rápido (BRT).

Segundo o chefe do executivo municipal, a preferência do gestor pode não definir o que é melhor para a população e, daí a importância de realizar um plebiscito para a consulta.

A proposta de convocar a população às urnas para decidir sobre o melhor modal de transporte para a capital e a cidade vizinha Várzea Grande, foi apresentada pelo deputado federal Emanuel Pinheiro Neto (Emanuelzinho) (PTB), em audiência pública em fevereiro, na Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT).

No último dia 18, o Tribunal Regional Eleitoral do Estado de Mato Grosso (TRE/MT) instaurou um processo para analisar o pedido de plebiscito sobre a escolha entre o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) e o Ônibus de Trânsito Rápido (BRT).

Em 25 de maio, a Câmara Municipal de Cuiabá aprovou a realização com 17 votos favoráveis e 3 contrários.

Desde quando era deputado, eu defendi o VLT por considerar mais moderno. Mas agora, como gestor de Cuiabá, eu avalio como primordial ouvir a opinião da população. Se após, a realização do plebiscito ficar definido a preferência pelo BRT, então eu ficarei satisfeito também, ressaltou Pinheiro.

O prefeito também elogiou a postura do presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), desembargador Carlos Alberto Alves da Rocha, em assinalar positivamente para a consulta pública.

O presidente do TRE é um democrata por natureza, o homem da lei. Com isso, quem ganha é o povo de Cuiabá, frisou Pinheiro.

O prazo para a realização do plebiscito é de 90 dias, a partir da aprovação da Câmara de Vereadores e realização da comunicação ao TRE. Ainda não há uma data prevista para quando o Legislativo Municipal vai colocar o tema em pauta.

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Destaques

Polícia Militar define finalistas para o topo da carreira institucional

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A disputa por uma vaga de coronel é o ponto culminante da carreira dos oficiais militares e das forças de segurança públicas (como a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros). O posto de coronel representa o último degrau e o topo da hierarquia dessas instituições, o que torna essa concorrência extremamente acirrada e de importância estratégica.

O coronel deixa as funções operacionais de campo para assumir o planejamento estratégico, comandando batalhões inteiros, diretorias ou grandes comandos regionais. Os coronéis interagem diretamente com o alto escalão do governo estadual ou federal (como Secretários de Segurança e Governadores), participando da formulação de políticas públicas de segurança. É desse grupo restrito que sai o Comandante-Geral da instituição, o cargo máximo de liderança.

Diferente das promoções iniciais, que consideram bastante o tempo de serviço (antiguidade), a vaga para coronel costuma basear-se fortemente no critério de merecimento. Isso envolve avaliações de desempenho rigorosas, histórico limpo e cursos de aperfeiçoamento. O número de vagas para coronel é altamente limitado por Lei. Conforme a pirâmide militar se estreita, centenas de tenentes-coronéis competem por pouquíssimas cadeiras vazias.

Cinco vagas para o posto de coronel

A Comissão de Promoção de Oficiais (CPO) da Polícia Militar do Estado de Mato Grosso (PMMT) definiu, no cenário institucional do estado, a lista dos quinze tenentes-coronéis que disputam as cinco vagas para o posto de coronel.

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O ato administrativo ocorreu no âmbito das avaliações internas da corporação e busca preencher as vagas do posto mais elevado da hierarquia policial militar mato-grossense.

A deliberação oficial abrange todo o Estado de Mato Grosso, reunindo oficiais com atuação estratégica tanto na capital, Cuiabá, quanto em importantes municípios do interior.

As promoções respondem à necessidade contínua de renovação do alto comando militar, garantindo a continuidade do planejamento e da execução das diretrizes de segurança pública.

O processo seletivo foi conduzido de forma criteriosa pela própria comissão especializada da corporação, mediante a análise minuciosa de méritos, histórico funcional e pontuações acumuladas.

A relação reúne oficiais que atuam em unidades da Capital e do interior do Estado. As notas atribuídas pela comissão variam de 5,34 a 4,87.

A maior nota da lista é do tenente-coronel Adão César Rodrigues Silva, comandante regional de Cáceres, com 5,34. Na sequência aparecem, tenente-coronel Paulo Jailson Secchi de Ávila, que atua em Nova Mutum aparece com nota 5,337; Murilo Franco de Miranda, de Tangará da Serra, com 5,327; Fábio Alves Ribeiro, comandante da Rotam, com 5,32; e Oswaldo Marins Rabelo, de Alta Floresta, com 5,29.

Completam a relação Cleiton de Moura Viana, Breno Chaves Nogueira, Nagila de Moura Brandão, Fábio Mota de Souza, Victor Lúcio do Prado, Adonival Coelho de Souza Junior, Bruno Marcel Souza Tocantins, Gyancarlos Paglyneari Cabelho, Jussara Cristina Novacki e Marcelo Moraes de Souza.

Entre os quinze selecionados, destacam-se duas oficiais mulheres: as tenentes-coronéis Nagila de Moura Brandão, do 9º Batalhão, e Jussara Cristina Novacki, integrante da Diretoria de Defesa da Mulher.

O governador Otaviano Pivetta confirmou expressamente que, entre as cinco vagas disponíveis para a promoção, ao menos uma será destinada ao preenchimento por uma mulher.

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A decisão final caberá ao chefe do Executivo Estadual, que receberá uma lista tríplice indicativa para cada vaga e anunciará os novos coronéis no prazo estimado de cinco dias.

Após a oficialização do ato administrativo, os cinco oficiais escolhidos tomarão posse na mais alta patente, assumindo responsabilidades estratégicas na condução da segurança do Estado de Mato Grosso.

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