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Wellington Fagundes : Reflexões sobre o futuro

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                                       Reflexões sobre o futuro

Por Wellington Fagundes 

Em meio aos debates políticos e a busca para encontrar caminhos que possam atenuar, e depois, superar a dura crise econômica, o Senado Federal abriu em uma segunda-feira recente debate intenso, de quase três horas, sobre um tema dos mais atuais e relevantes, não apenas para o Brasil, mas para o mundo. Trata-se do "Futuro das Cidades e Cidades Sustentáveis". Atual, relevante e muito necessário, acrescente-se. 

 welington fagundes artigoSe olharmos em volta e fizermos uma análise minuciosa do espaço que ocupamos, seja em que cidade estiver, com raras exceções, raríssimas, é possível notar que o ambiente é quase hostil.  São muitos os desafios que enfrentamos atualmente. 

A vida do ser humano tem mudado muito nos últimos 300 anos, desde que foi deflagrada a Revolução Industrial.  Se puxarmos pela história vivíamos predominantemente no meio rural; as cidades eram poucas e sua importância restrita. Aqui no Brasil, em algumas regiões, num passado não muito distante, ainda podia se viver os ecos dessa realidade. 

Hoje, entretanto, o estilo de vida é fundamentalmente urbano; as cidades geram impacto no meio ambiente e dependem totalmente do campo para sobreviver, o que representa uma condição de grande vulnerabilidade. 

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Constatação: o modo como nossas cidades se organizam atualmente não é sustentável.  A violência urbana, a carência de infraestrutura e o trânsito caótico são alguns exemplos de problemas que tornam a vida nas grandes cidades insustentável em longo prazo. 

Além disso, existem as questões ambientais, como o manejo de resíduos sólidos e as emissões de gases de efeito estufa que nos levam a pensar em alternativas para tornar a vida nas cidades mais sustentável; alternativas que contemplem soluções de curto, médio e longo prazos. 

Nesse debate ocorrido dentro do ambiente da Comissão Senado do Futuro, afirmei que a nós, políticos, cabe a tarefa de ouvir a sociedade, ouvir os especialistas no assunto, e, a partir daí, discutir essas alternativas e propor mudanças legislativas que facilitem e estimulem soluções que respondam aos anseios da sociedade brasileira.

A rigor, é preciso dizer que não existe uma "receita de bolo" pronta. Trata-se de um problema mundial, que está sendo debatido em vários países, em vários fóruns diferentes, buscando encontrar soluções que sejam adaptadas à realidade de cada cidade.  O que precisamos é criar, de início, a transição para um desenvolvimento sustentável, que integre as dimensões social, ambiental e ética, baseado em uma economia que seja includente, verde e responsável. 

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Finda a sessão em que posições foram bem estabelecidas saí convicto de que é possível – a partir das experiências existentes, mesmo que fragmentadas – construir um futuro mais adequado a médio e longo prazo. É claro que esse é um processo contínuo, dinâmico, que não se esgota em uma ou duas audiências. Pensar o futuro é pensar estrategicamente, não apenas nas cidades que queremos, mas em como os diversos problemas urbanos se relacionam entre si.

Evidente, nessa ‘máquina de triturar vidas’ em que se transformaram os dias atuais, onde a competitividade tornou-se a marca principal das interpelações humanas, esse debate parece ser menos importante. O Brasil tem, seguramente, coisas mais urgentes para resolver. Contudo, é preciso que essas medidas ditas ‘urgentes e necessárias’ tenham como orientação fundamental a responsabilidade com a construção do amanhã. Sob pena de deixarmos aos que virão um legado ainda mais pesado e oneroso

WELLINGTON FAGUNDES – é senador da República pelo PR de Mato Grosso
 

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Menos fumaça, mais água: a natureza agradece

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Autora: Cilene Queiroz*

O planeta Terra enfrenta desafios ambientais sem precedentes. Antes de falarmos sobre desmatamento, queimada e escassez de água, devemos cuidar da natureza e ajudar as crianças a se apaixonarem por ela. A empatia vem da convivência! Devemos mostrar às crianças o poder de fazer a diferença.

A derrubada da vegetação nativa, frequentemente seguida de queimadas para abertura de pastagem ou plantio direto, pode destruir todo um ecossistema. As queimadas liberam grandes quantidades de gás carbônico na atmosfera, acelerando o aquecimento global.

Sem as árvores, a umidade diminui, alterando o regime de chuvas e reduzindo a recarga dos lençóis freáticos. Com a redução das chuvas e o esgotamento das fontes de água doce, a seca se intensifica, levando à escassez de água potável tanto para o consumo humano quanto para a agricultura.

A fumaça das queimadas contém partículas finas que penetram profundamente nos pulmões das crianças, cujo sistema respiratório ainda está em desenvolvimento. Isso pode causar um aumento drástico de casos de asma, bronquite e infecções respiratórias.

Com a seca intensa, famílias mais carentes frequentemente recorrem a fontes de água não tratada ou contaminada, resultando em surtos de diarreia, cólera e parasitoses, que são causas significativas de mortalidade infantil.

Precisamos preservar o meio ambiente! Devemos mostrar às crianças o poder de fazer a diferença. As pequenas atitudes dão a sensação de pertencimento e responsabilidade.

*Cilene QueirozFormada em Biologia e mestre em Agronomia, também é autora de “A Águia Solidária e o Planeta Azul”, um livro infantil que promove a consciência ambiental e maior contato com a natureza.

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