Artigo
Santo Ivo e a Advocacia Pro Bono: Responsabilidade Social em Ação
Autor: Ussiel Tavares* –
No dia 19 de maio, comemoramos o Dia de Santo Ivo, padroeiro dos advogados e símbolo da advocacia pro bono. Santo Ivo é lembrado por sua dedicação incansável em ajudar os pobres e desamparados, oferecendo seus serviços jurídicos gratuitamente. Este legado de compaixão e justiça social permanece extremamente relevante nos dias de hoje, especialmente em tempos de crise.
Recentemente, o Rio Grande do Sul enfrenta severas enchentes, causando destruição e deixando muitas famílias desabrigadas. Em momentos como este, a responsabilidade social torna-se ainda mais urgente. Advogados pro bono têm um papel vital em ajudar as vítimas dessas tragédias, oferecendo orientação jurídica para questões como seguros, habitação e benefícios sociais.
Um exemplo inspirador de responsabilidade social e solidariedade é a iniciativa conjunta de advogados de todo o país que atuam na área de recuperação judicial e uniram esforços na arrecadação de recursos para a compra de 240 colchões, que já estão a caminho do Rio Grande do Sul e foram enviados na última sexta-feira, 17 de maio. A campanha teve início em 03 de maio e teve a parceria do Instituto Mario Cardi Filho para a arrecadação e da Fiemt para a entrega das doações.
A campanha começou com a sensibilização da classe jurídica diante da tragédia. Os advogados arrecadaram fundos que foram destinados à compra dos colchões, vendidos a preço de custo. Essa ação demonstra não apenas a solidariedade dos advogados, mas também sua capacidade de mobilizar recursos e agir rapidamente em prol das comunidades em momentos de necessidade.
Neste Dia de Santo Ivo, é importante refletir sobre o papel da advocacia pro bono e a responsabilidade social dos advogados. Em tempos de necessidade, como durante as enchentes no Rio Grande do Sul, a solidariedade e o compromisso com a justiça social tornam-se mais evidentes e necessários. O legado de Santo Ivo nos lembra que, ao oferecer nossos serviços para aqueles que mais precisam, estamos não apenas cumprindo nosso dever profissional, mas também contribuindo para um mundo mais justo e compassivo.
*Ussiel Tavares é advogado, presidente da Comissão Especial da Advocacia Pro Bono da OAB Nacional, presidente do Instituto Mário Cardi Filho e defensor da Advocacia Pro Bono.
Artigos
Valores de casa: o verdadeiro endereço da vida
Autora: Soraya Medeiros* –
Há um endereço que permanece em nós muito depois da partida. Não é o CEP registrado em documentos, nem o bairro onde crescemos. É um endereço invisível — formado pelos valores que recebemos no lar. Quando sólidos, eles nos acompanham por toda a vida, orientando escolhas, moldando atitudes e sustentando quem nos tornamos.
Em tempos marcados pela pressa e pela busca de resultados imediatos, essa verdade parece esquecida: o verdadeiro endereço do ser humano não é geográfico, é ético. Mudamos de cidade, de país, de profissão e de relações. Vivemos o reconhecimento e também a rejeição. Ainda assim, nas diferentes fases da vida — nas conquistas ou nas dificuldades — são os valores aprendidos em casa que nos orientam. Honestidade, respeito, trabalho e empatia deixam de ser apenas palavras e se tornam referências internas.
Como destaca o psicólogo e educador Rossandro Klinjey, os valores não se herdam, mas se constroem pelo exemplo e pela convivência. O lar, portanto, é mais do que um espaço físico: é a primeira escola da alma. É ali que se formam as bases que, mais tarde, sustentarão decisões, relações e caminhos inteiros.
Por isso, os conselhos daqueles que vieram antes merecem atenção. Pais, avós, tios e mestres carregam experiências que ainda nem sabemos nomear. Suas trajetórias são tecidas de erros, acertos, quedas e recomeços. E, muitas vezes, na simplicidade de suas palavras, está a profundidade de quem já enfrentou a vida em sua forma mais real.
Ainda assim, vivemos uma época em que o conselho é frequentemente ignorado. O excesso de informações faz com que muitos confundam opinião com sabedoria. A pressa leva outros a tratar a experiência como algo ultrapassado. Esquecemos que a maturidade não surge por acaso — ela é construída ao longo do tempo, também por meio das dificuldades. Por isso, é essencial saber ouvir: não apenas quem nos agrada, mas principalmente quem nos orienta com verdade. É no silêncio dessa escuta que a nossa consistência se consolida.
E é nesse ponto que surge uma reflexão sobre a felicidade. Não a felicidade passageira das conquistas materiais ou do reconhecimento público, mas aquela que resiste ao tempo. A felicidade de quem, ao final do dia, consegue olhar para si e reconhecer alguém que permaneceu fiel aos próprios princípios.
Porque, no fim, o sucesso é instável. O fracasso é passageiro. Mas os valores que criam raízes na alma permanecem. São eles o único endereço que nunca deixamos.
*Soraya Medeiros é jornalista.
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