Search
Close this search box.

artigo

O resultado estético do explante pode decepcionar

Publicados

em

 

Autor: Benedito Figueiredo Junior –

Apesar de muitas famosas estarem realizando a cirurgia de retirada da prótese de silicone, o chamado – explante, seja por modismo ou por aceitação do corpo após alcançarem a maturidade, o resultado pode decepcionar.

Acontece que com a retirada da prótese de silicone o volume do colo desaparece automaticamente e a mama pode perder o formato arredondado e alto com o qual a paciente estava acostumada. Em alguns casos conforme a idade, pode ficar ‘flácido’ ou ‘caído’. E o que era para ser uma opção pelo natural, acaba não tendo o resultado satisfatório.

Por isso é importante antes de tomar uma decisão pensar bem para não se submeter a uma cirurgia pela qual possa se arrepender e consultar um médico e perguntar tudo sobre o procedimento e como será o resultado, para saber o que esperar.

Uma pesquisa realizada pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) aponta que entre setembro e outubro de 2020, cerca de 25% dos médicos tiveram pacientes que solicitaram o reimplante nas mamas após o explante por não ficarem satisfeitas com o resultado.

Veja bem, não estou dizendo que não é possível conviver sem a prótese de silicone, apenas que antes de tomar uma decisão por modismo ou por possíveis reações ocorridas no corpo associadas às próteses, você deve parar analisar, consultar um médico cirurgião plástico para não se submeter a uma cirurgia desnecessária.

  • Benedito Figueiredo Junior é cirurgião plástico na Angiodermoplastic. CRM 4385 e RQE 1266.
  • Email: [email protected]
COMENTE ABAIXO:
Leia Também:  FESTA DE SANT'ANA: 111 ANOS DE MUITA DEVOÇÃO, FÉ E RELIGIOSIDADE
Propaganda

Artigos

Na era da IA, o diferencial será humano

Publicados

em

Autora: Silmara Casadei*

Transformações tecnológicas sempre alteraram a forma como trabalhamos. A diferença é que, desta vez, estamos diante de sistemas capazes de produzir textos, imagens, análises e respostas em poucos segundos. Isso provoca uma sensação inédita de concorrência com algo que se aproxima de processos antes considerados exclusivamente humanos.

A discussão sobre inteligência artificial costuma girar em torno das profissões que desaparecerão e das novas exigências do mercado de trabalho. Embora esse debate seja importante, ele deixa em segundo plano quais capacidades humanas precisarão ser fortalecidas desde a infância para que as próximas gerações possam viver de forma autônoma em um mundo cada vez mais mediado por sistemas inteligentes.

Curiosamente, à medida que as máquinas se tornam mais eficientes, características antes consideradas subjetivas passam a ganhar valor estratégico. Pensamento crítico, criatividade, flexibilidade cognitiva, capacidade de colaboração e inteligência socioemocional deixaram de ser apenas habilidades desejáveis e tornaram-se competências essenciais.

Isso ajuda a explicar um dado interessante: embora sejam os principais usuários dessas ferramentas, 66% dos jovens afirmam não confiar totalmente nas respostas geradas pela inteligência artificial (Ipsos, 2026). Mesmo entre aqueles que cresceram cercados pela tecnologia, permanece a percepção de que informação não é sinônimo de discernimento.

Discernimento não nasce do acúmulo de respostas prontas, porque ele se desenvolve por meio da experiência, da reflexão, do contato com diferentes perspectivas e da capacidade de duvidar antes de chegar a conclusões. Trata-se de um processo que envolve maturação intelectual e emocional, algo que não pode ser terceirizado a uma ferramenta.

Por essa razão, preparar crianças para o futuro não significa expô-las cada vez mais cedo às telas ou treiná-las para competir com algoritmos. Significa ajudá-las a desenvolver aquilo que os algoritmos não conseguem reproduzir. A criatividade, por exemplo, não surge apenas da produção de ideias. Ela depende de repertório, imaginação, experimentação e contato com situações reais.

Sob a perspectiva do desenvolvimento emocional, existe ainda outro desafio. Crianças que crescem recebendo respostas instantâneas podem ter menos oportunidades de exercitar a espera e a elaboração do pensamento. A educação do futuro tem menos relação com o domínio das tecnologias e mais com a preservação de experiências humanas que favorecem a autonomia. Quanto mais avançados forem esses sistemas, mais necessário será formar pessoas capazes de construir critérios próprios diante de respostas vazias tão acessíveis.

Nenhuma sociedade se sustenta apenas por velocidade ou acesso à informação. Ela depende também da responsabilidade em projetar futuros possíveis. São essas dimensões que conferem sentido ao conhecimento e que tornam a educação ainda mais decisiva em tempos de transformação tecnológica

*Silmara Casadei é doutora em Educação, psicanalista e autora de O Pequeno Mundo Criativo.

COMENTE ABAIXO:
Leia Também:  O cooperativismo como ponte para a realização de sonhos
Continue lendo

MAIS LIDAS DA SEMANA