Artigo
O que pode levar a ocorrência da Depressão
Autor: Nailton Reis* –
Os transtornos depressivos e ansiosos aumentam sua ocorrência ano a ano e como a melhor forma de proteção ainda é a prevenção e boa informação sobre o tema, é importante saber identificar alguns sinais desses transtornos, para assim, buscar ajuda profissional o mais breve possível. Quando o tratamento começa logo no início do surgimento dos sintomas as chances de cura ou não estabelecimento do transtorno aumentam muito, por isso vale a pena ter um psicoterapeuta que acompanhe nossa saúde psíquica para nesta situações termos uma boa base de apoio psicológico, aos que desejam manter vínculo psicoterápico comigo é só acessar minha rede social.
Há diversos fatores que podem influenciar no estabelecimento de transtorno depressivo e com esse artigo não quero de forma alguma reduzir a complexidade desses fatores as que citarei, com tudo a ciência buscando explicação para a ocorrência da depressão percebeu que fatores: Fatores genéticos, fatores traumáticos, atividades e substâncias tóxicas e fatores neurológicos influenciam diretamente na ocorrência do transtorno depressivo e ansiosos aumentando a possibilidade da ocorrência, vamos conhecê-los?
FATORES GENÉTICOS
Se os pais ou familiares já tiveram algum tipo de transtorno isso aumentará a possibilidade da ocorrência de transtornos em seus descendentes.
EVENTOS TRAUMÁTICOS
Eventos traumáticos infantis são as causas, mas comum de posterior ocorrência do transtorno depressivo. Abusos físicos, sexuais, psíquicos, assim como, abandono e maus tratos infantis são relatados na clínica psicológica com muita frequência deixando o sujeito vulnerável a ocorrência dos transtornos depressivos. Outros fatores bastante relatados são o cotidiano das grandes cidades como rotina de trabalho abusiva, trânsito, excesso de estresse e problemas nas relações sociais e relacionamentos afetivos.
ATIVIDADES E SUBSTÂNCIAS TÓXICAS
Sedentarismo, alimentação pobre em nutrientes essenciais, excesso de medicamentos ou uso contínuo de determinados medicamentos, abuso e dependência de substâncias psicoativas como álcool e outras drogas ou medicamentos psiquiátricos sem supervisão médica, baixo nível de determinados hormônios podem abrir a porta para o transtorno depressivo.
FATORES NEUROLÓGICOS
A má produção de alguns neurotransmissores dentre eles:
Neurotransmissor Serotonina é responsável por responder a perigos, basicamente o sujeito fica vulnerável a ataques externos, ou seja, o sujeito não consegue dar conta de responder a ataques, a sensação de perigos ficando muito sensível a críticas, frustrações, a ameaças do mundo.
Neurotransmissor Noradrenalina: Responsável pelo nível de energia, motivação e sensibilidade à dor física ficando sensível a todas essas questões.
Neurotransmissor Dopamina: Responsável pela sensação de prazer, com a sua diminuição causará a desmotivação, desconcentração, falta de agilidade mental e sensação de prazer diminuído.
Há sim outros fatores que podem influenciar a ocorrência do transtorno depressivo e apesar desses fatores aqui apresentados serem de grande relevância não há como determinar se esse ou aquele fator é mais importante que o outro, demonstrando assim a importância da avaliação psicológica e acompanhamento com um profissional para assim entendermos o quadro e montar as estratégias necessárias para o enfrentamento do transtorno.
*Nailton Reis é Psicólogo e atua na área de Neuropsicologia, Avaliação psicológica e Psicologia Clínica.
Artigos
Como evitar que os fracassos definam nossa identidade?
Autor: Luis Carlos Marques Fonseca* –
A pressão para sermos bem-sucedidos social e economicamente transformou erros e perdas em uma crise de identidade coletiva. Ao observarmos a sociedade atual, percebemos que a angústia de “não atingirmos determinados resultados que desejamos” nasce, em grande parte, da incapacidade de separar nossos resultados de quem essencialmente somos. Por que permitimos que um tropeço se transforme em uma sentença? A resposta, embora complexa, reside na forma como construímos nossa identidade, pois a chave para a liberdade não é a ausência de tropeços, mas a prática consciente da não identificação com as nossas conquistas e fracassos.
A sociedade contemporânea nos empurra para uma fusão perigosa entre o “fazer ou ter” e o “ser”. Se um projeto colapsa, a pessoa se sente inferior; se um papel social se desfaz, ela sente que perdeu a “razão de viver”. No entanto, precisamos resgatar a perspectiva do ator e do personagem. O seu “Eu Real” é o ator; as circunstâncias da vida — o emprego, os sucessos, as posses, as relações sociais, as crises — são apenas papéis no palco. O ator se entrega ao papel com intensidade e responsabilidade, mas ele nunca esquece que, ao fechar das cortinas, sua essência permanece intacta, independentemente de o personagem ter triunfado, fracassado ou perecido.
Para evitar que uma fissura se torne um trauma limitante, é preciso aprender a extrair a essência da experiência, e tornar-se mais consciente de si mesmo. Quando erramos, temos dois caminhos: carregar a dor do “erro” como um trauma que limitará futuras ações ou aprender com ele, tornando-se mais aptos a integrar conscientemente novas situações mais complexas de vida. O fracasso só define a identidade daquele que não é capaz de aprender com os próprios deslizes. Quando assumimos a responsabilidade pelos nossos erros, temos a possibilidade de correção, paramos de culpar a nós mesmo, aos demais ou ao destino e retomamos as rédeas do nosso caminho, de sermos cada vez mais conscientes.
Viver sem apego excessivo aos resultados não significa agir com indiferença, mas sim aproveitar com plenitude cada momento presente. O “Eu Artificial” adora habitar o passado, remoendo mágoas e falhas antigas para justificar o medo do futuro e a responsabilidade de ser o dono do próprio destino. Estar inteiro no agora, fazendo uso de toda experiência acumulada, é a única forma de impedir que a memória negativa e o apego às nossas conquistas e fracassos passados ditem nossos próximos passos.
As conquistas e fracassos, portanto, devem ser vistos como oportunidades de aprendizado. São experiências necessárias para o despertar das virtudes próprias de nossa verdadeira identidade: a Vontade, a Intuição e a Inteligência. Quando deixamos de rejeitar a queda e passamos a observar o que ela nos ensina, a identidade deixa de ser um castelo de cartas vulnerável ao vento das circunstâncias e se torna uma estrutura sólida, forjada na experiência e na sabedoria de quem se identifica com algo em si mesmo que está além de qualquer resultado passageiro.
Não somos o que nos acontece; somos seres conscientes que decidem o que fazer com aquilo que acontece. O palco pode mudar, mas o ator, se estiver consciente de si, jamais se perde na cena.
*Luis Carlos Marques Fonseca é diretor-presidente da Nova Acrópole Brasil Norte e autor do livro Filosofia: O caminho da liberdade (Hanoi Editora).
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