Search
Close this search box.

Artigos

Elvis Klauk Jr.: – É hora de mudar a cultura do litígio

Publicados

em

                      É hora de mudar a cultura do litígio 

Por: Elvis Klauk Jr. – 

A onda de judicialização é cultural em nosso país. Os estudantes de direito já entram na faculdade para aprender a buscar ‘o direito’ de seus futuros clientes na justiça. Essa cultura precisa ser mudada já que o poder judiciário não comporta mais tantas demandas, segundo o próprio CNJ (Conselho Nacional de Justiça). Nosso país já ultrapassa a marca dos 100 milhões de processos à espera de julgamento: praticamente um processo para cada dois brasileiros; muita coisa. 

Não podemos esperar eficiência diante deste quadro. A sociedade, de modo geral, precisa atentar para as soluções alternativas, ou como alguns gostam de dizer, soluções adequadas para resolução dos conflitos. Não precisamos mais litigar para ver nossos interesses atendidos. 

A mediação, a conciliação, a negociação e a arbitragem são meios alternativos para a solução de conflitos e está assegurada pela Lei 13.140/2015 (Lei da Mediação). São métodos mais rápidos aplicados por profissionais capacitados que evitam a demora na prestação jurisdicional e o custo de anos e anos de um processo à espera de julgamento.

Leia Também:  Wilson Pires: HÁ 74 ANOS INAUGURAVA PRIMEIRA PONTE LIGANDO CUIABÁ A VÁRZEA GRANDE.

NEGOCIAR é a palavra chave na busca de uma sociedade mais justa e de um poder judiciário rápido e eficiente. Com este passo de vanguarda, todos saem ganhando: clientes com a celeridade na resolução dos conflitos e advogados com a satisfação de seus contratantes e a preservação de seus honorários.

*Elvis Klauk Jr. é advogado e presidente da Câmara Setorial Temática de Mediação em Conflitos Agrários e Fundiários da ALMT.

Propaganda
Clique para comentar

Você precisa estar logado para postar um comentário Login

Deixe uma resposta

Artigos

Como evitar que os fracassos definam nossa identidade?

Publicados

em

Autor: Luis Carlos Marques Fonseca*

A pressão para sermos bem-sucedidos social e economicamente transformou erros e perdas em uma crise de identidade coletiva. Ao observarmos a sociedade atual, percebemos que a angústia de “não atingirmos determinados resultados que desejamos” nasce, em grande parte, da incapacidade de separar nossos resultados de quem essencialmente somos. Por que permitimos que um tropeço se transforme em uma sentença? A resposta, embora complexa, reside na forma como construímos nossa identidade, pois a chave para a liberdade não é a ausência de tropeços, mas a prática consciente da não identificação com as nossas conquistas e fracassos.

A sociedade contemporânea nos empurra para uma fusão perigosa entre o “fazer ou ter” e o “ser”. Se um projeto colapsa, a pessoa se sente inferior; se um papel social se desfaz, ela sente que perdeu a “razão de viver”. No entanto, precisamos resgatar a perspectiva do ator e do personagem. O seu “Eu Real” é o ator; as circunstâncias da vida — o emprego, os sucessos, as posses, as relações sociais, as crises — são apenas papéis no palco. O ator se entrega ao papel com intensidade e responsabilidade, mas ele nunca esquece que, ao fechar das cortinas, sua essência permanece intacta, independentemente de o personagem ter triunfado, fracassado ou perecido.

Para evitar que uma fissura se torne um trauma limitante, é preciso aprender a extrair a essência da experiência, e tornar-se mais consciente de si mesmo. Quando erramos, temos dois caminhos: carregar a dor do “erro” como um trauma que limitará futuras ações ou aprender com ele, tornando-se mais aptos a integrar conscientemente novas situações mais complexas de vida. O fracasso só define a identidade daquele que não é capaz de aprender com os próprios deslizes. Quando assumimos a responsabilidade pelos nossos erros, temos a possibilidade de correção, paramos de culpar a nós mesmo, aos demais ou ao destino e retomamos as rédeas do nosso caminho, de sermos cada vez mais conscientes.

Viver sem apego excessivo aos resultados não significa agir com indiferença, mas sim aproveitar com plenitude cada momento presente. O “Eu Artificial” adora habitar o passado, remoendo mágoas e falhas antigas para justificar o medo do futuro e a responsabilidade de ser o dono do próprio destino. Estar inteiro no agora, fazendo uso de toda experiência acumulada, é a única forma de impedir que a memória negativa e o apego às nossas conquistas e fracassos passados ditem nossos próximos passos.

As conquistas e fracassos, portanto, devem ser vistos como oportunidades de aprendizado. São experiências necessárias para o despertar das virtudes próprias de nossa verdadeira identidade: a Vontade, a Intuição e a Inteligência. Quando deixamos de rejeitar a queda e passamos a observar o que ela nos ensina, a identidade deixa de ser um castelo de cartas vulnerável ao vento das circunstâncias e se torna uma estrutura sólida, forjada na experiência e na sabedoria de quem se identifica com algo em si mesmo que está além de qualquer resultado passageiro.

Não somos o que nos acontece; somos seres conscientes que decidem o que fazer com aquilo que acontece. O palco pode mudar, mas o ator, se estiver consciente de si, jamais se perde na cena.

*Luis Carlos Marques Fonseca é diretor-presidente da Nova Acrópole Brasil Norte e autor do livro Filosofia: O caminho da liberdade (Hanoi Editora).

Leia Também:  MULHERES AINDA INVISÍVEIS
Continue lendo

MAIS LIDAS DA SEMANA