Artigo
A arte de transformar resultados em prêmios
Autora: Carla de Castro* –
Em um mundo empresarial em constante evolução, transformar conquistas corporativas em narrativas inspiradoras gera um grande impacto na cultura organizacional de uma empresa. Na Petronect, o Portal de Compras da Petrobras, estamos contando histórias vitoriosas que impactam toda a nossa operação. Por trás de cada case de sucesso da Petronect, busco levar a essência do que fazemos aqui, o que já nos levou a conquista de onze prêmios em três anos.
“Uma boa história é fácil de ser contada“. Procuro fazer desse dizer uma estratégia poderosa. Conectando pontos de variadas temáticas, como cultura organizacional baseada em Customer Centric, responsabilidade socioambiental, DEI (diversidade, inclusão e equidade), gestão de riscos, ESG (Ambiental, Social e Governança) e KPIs ((Indicador-Chave de Desempenho), transformar em uma narrativa que reflete os valores, missão e propósito da Petronect, é o que diferencia os cases premiados da empresa.
A mágica do storytelling corporativo, ao contrário do que se imaginam, vai muito além da mera exposição de fatos. Como explorado por Paul J. Zak fundador do Centro de Estudos Neuroeconômicos da Universidade de Claremont, nos Estados Unidos em artigo publicado na Harvard Business Review, histórias têm um poder natural de capturar a atenção humana, gerando empatia e confiança. Zak explica que, quando ouvimos uma história, nosso cérebro libera oxitocina, o “hormônio do amor”, aumentando a sensação de prazer, bem-estar físico e emocional, os níveis de confiança e segurança e estimulando o senso de empatia, elemento natural do cérebro humano, que é a base do nosso interesse por histórias.
Construindo pontes com palavras
Cada case de sucesso elaborado é uma narrativa que humaniza as conquistas da Petronect. Essas histórias são cuidadosamente construídas a partir de informações coletadas junto às áreas responsáveis pelas atividades premiadas. Cada detalhe é lapidado para refletir a essência da empresa.
A Petronect demonstra, a cada dia, sua vontade de aprender e inovar. Isso facilita meu trabalho. Por meio das nossas histórias, eu possibilito a documentação de nossas conquistas corporativas, criando pontes que conectam a empresa aos seus clientes e stakeholders, além de gerar empoderamento e reforçar a cultura organizacional.
O Impacto do Storytelling nas Empresas
Contar uma história é uma forma de demonstrar valores, engajar colaboradores e inspirar mudanças. Empresas que adotam o storytelling como parte de sua estratégia organizacional conseguem não apenas atrair a atenção de seus públicos, mas também fomentar um ambiente de confiança e colaboração.
O impacto das histórias bem contadas é evidente. São onze prêmios conquistados pela Petronect, sendo três Prêmios VOL, quatro Smart Customer, três Customer Summit Award e um PrêmioABT, provas do poder de uma narrativa bem construída. Cada prêmio é um reconhecimento do esforço conjunto de uma equipe comprometida e de uma contadora de histórias que sabe como transformar dados e resultados em narrativas cativantes.
Em um mercado cada vez mais competitivo, a capacidade de contar histórias genuínas tornou-se um diferencial. Muito mais que celebrar as conquistas da empresa, é importante inspirar outros a enxergarem o poder do storytelling. Através da arte de contar histórias, estamos construindo um legado premiado para a Petronect.
*Carla de Castro é Analista de Relacionamento da Petronect, responsável pela inscrição de cases de sucesso da empresa em premiações corporativas de renome. Com ela, a empresa acumulou onze prêmios desde o ano de 2022, além de outras premiações importantes que já estão em curso de classificação.
Artigos
Como evitar que os fracassos definam nossa identidade?
Autor: Luis Carlos Marques Fonseca* –
A pressão para sermos bem-sucedidos social e economicamente transformou erros e perdas em uma crise de identidade coletiva. Ao observarmos a sociedade atual, percebemos que a angústia de “não atingirmos determinados resultados que desejamos” nasce, em grande parte, da incapacidade de separar nossos resultados de quem essencialmente somos. Por que permitimos que um tropeço se transforme em uma sentença? A resposta, embora complexa, reside na forma como construímos nossa identidade, pois a chave para a liberdade não é a ausência de tropeços, mas a prática consciente da não identificação com as nossas conquistas e fracassos.
A sociedade contemporânea nos empurra para uma fusão perigosa entre o “fazer ou ter” e o “ser”. Se um projeto colapsa, a pessoa se sente inferior; se um papel social se desfaz, ela sente que perdeu a “razão de viver”. No entanto, precisamos resgatar a perspectiva do ator e do personagem. O seu “Eu Real” é o ator; as circunstâncias da vida — o emprego, os sucessos, as posses, as relações sociais, as crises — são apenas papéis no palco. O ator se entrega ao papel com intensidade e responsabilidade, mas ele nunca esquece que, ao fechar das cortinas, sua essência permanece intacta, independentemente de o personagem ter triunfado, fracassado ou perecido.
Para evitar que uma fissura se torne um trauma limitante, é preciso aprender a extrair a essência da experiência, e tornar-se mais consciente de si mesmo. Quando erramos, temos dois caminhos: carregar a dor do “erro” como um trauma que limitará futuras ações ou aprender com ele, tornando-se mais aptos a integrar conscientemente novas situações mais complexas de vida. O fracasso só define a identidade daquele que não é capaz de aprender com os próprios deslizes. Quando assumimos a responsabilidade pelos nossos erros, temos a possibilidade de correção, paramos de culpar a nós mesmo, aos demais ou ao destino e retomamos as rédeas do nosso caminho, de sermos cada vez mais conscientes.
Viver sem apego excessivo aos resultados não significa agir com indiferença, mas sim aproveitar com plenitude cada momento presente. O “Eu Artificial” adora habitar o passado, remoendo mágoas e falhas antigas para justificar o medo do futuro e a responsabilidade de ser o dono do próprio destino. Estar inteiro no agora, fazendo uso de toda experiência acumulada, é a única forma de impedir que a memória negativa e o apego às nossas conquistas e fracassos passados ditem nossos próximos passos.
As conquistas e fracassos, portanto, devem ser vistos como oportunidades de aprendizado. São experiências necessárias para o despertar das virtudes próprias de nossa verdadeira identidade: a Vontade, a Intuição e a Inteligência. Quando deixamos de rejeitar a queda e passamos a observar o que ela nos ensina, a identidade deixa de ser um castelo de cartas vulnerável ao vento das circunstâncias e se torna uma estrutura sólida, forjada na experiência e na sabedoria de quem se identifica com algo em si mesmo que está além de qualquer resultado passageiro.
Não somos o que nos acontece; somos seres conscientes que decidem o que fazer com aquilo que acontece. O palco pode mudar, mas o ator, se estiver consciente de si, jamais se perde na cena.
*Luis Carlos Marques Fonseca é diretor-presidente da Nova Acrópole Brasil Norte e autor do livro Filosofia: O caminho da liberdade (Hanoi Editora).
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