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Francisney Liberato: – Gerenciamento do tempo de Alta Performance

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     Gerenciamento do tempo de Alta Performance

Por: Francisney Liberato

A realização dos seus sonhos depende da forma como você gerencia o seu tempo.

É enorme o número de pessoas que fracassam na realização dos seus sonhos, mas por que isso acontece? Por que as pessoas não conseguem realizar os seus sonhos? Qual é o motivo para tantas frustrações? Creio que muitos indivíduos não conseguem chegar ao seu destino traçado, devido à falta ou carência no gerenciamento do tempo.

O imperador francês Napoleão Bonaparte (1769-1821), disse: “Há ladrões que não se castigam, mas que nos roubam o mais precioso: o tempo”. Quais seriam os nossos ladrões de tempo? O ladrão do tempo seria tudo aquilo que mina a sua força, rumo à concretização dos objetivos. É muito importante que você faça uma autoavaliação da sua vida e detecte todos os seus “ladrões” do tempo, tanto do passado, como do presente, com a finalidade de organizar o tempo e dar mais qualidade a ele.

Para dar uma maior ênfase nessa temática, é fundamental conhecermos alguns dos possíveis inimigos da boa gestão do tempo. Seguem alguns exemplos de atividades que se forem utilizados em excesso, no nosso cotidiano, podem adiar ou até acabar com os nossos sonhos, são eles: WhatsApp, Instagram, Facebook, e outras redes sociais, assistir séries da Netflix e novelas, gastar muito tempo em academia, conversas desnecessárias, excesso de sono, enfim. Portanto, tudo o que é feito exageradamente, e realizado sem planejamento e equilíbrio, com certeza pode afetar a sua performance do tempo.

Vou apresentar uma técnica que utilizo há muitos anos e tem me ajudado a cumprir às minhas metas. Chamo a técnica de Gerenciamento de Tempo. Você já percebeu que quando você recebe uma notícia de que amanhã você tem provas na escola ou faculdade, ou algum trabalho a realizar, o seu cérebro parece que liga um turbo e você começa a concentrar, e processa as atividades mais rapidamente? Quando o seu chefe afirma que precisa receber um relatório daqui a uma hora, os efeitos no cérebro são os mesmos, ou seja, uma alta carga de pressão, estresse, medo, motivação, etc.

Por que não utilizar essa mesma técnica constantemente na sua vida? Vou explicar: coloque na descrição da agenda do seu celular, a seguinte mensagem: “Estou conseguindo atingir a minha meta?”, e a cada trinta minutos repita o mesmo procedimento, chamo isso de um ciclo. Ative o som da agenda para tocar com a mensagem acima e desligue o som de ligações e aplicativos do celular. Resumindo: Nós teremos uma carga maior de concentração a cada trinta minutos de trabalho, estudo, ou qualquer outra atividade que desejamos realizar. Ao final do dia você perceberá que o dia foi produtivo e que conseguiu vencer os desafios.

Um detalhe relevante é colocar dentro do seu cronograma de trabalho e estudos, um momento para descanso, em outras palavras, reservar de cinco a dez minutos a cada dois ciclos, ou seja, uma hora. Isso fará com o seu cérebro descanse um pouco e logo retorne com motivação para realização das demandas.

Repita a técnica para quaisquer tarefas que deseja realizar da sua vida, aplique esse procedimento como algo prioritário, pois logo esse método estará impregnado na sua rotina. Tenho a certeza de que com essa atitude a sua procrastinação será espantada e não fará mais parte da sua vida.

Quer melhorar a sua performance no quesito tempo de produtividade? Quer ser uma pessoa mais produtiva e que gerencia com equilíbrio e racionalidade o seu tempo? Essas características são importantes no contexto pessoal e corporativo em que vivemos, onde prevalecem altos índices de desemprego e falta de oportunidades. Enfim, o meu desejo é que a partir de hoje, você seja uma pessoa mais proativa, equilibrada e feliz, e que tenha uma excelente gestão de tempo.

Francisney Liberato Batista Siqueira é Secretário de Controle Externo, Auditor Público Externo do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso, Palestrante Nacional, Professor, Coach, Mentor, Advogado e Contador.

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www.francisney.com.br

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A saúde dos iguais e a saúde dos privilegiados

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Autor: Wagner Balera*

Há números que informam. Outros constrangem.

Os dados divulgados acerca das despesas com assistência à saúde de senadores e ex-senadores pertencem, seguramente, à segunda categoria. O próprio Portal da Transparência do Senado registra que, no exercício financeiro de 2025, as despesas pagas com assistência à saúde em benefício de senadores, ex-senadores e respectivos grupos familiares alcançaram R$ 40.476.846,63.***

A questão não deve ser tratada como simples curiosidade orçamentária. Estamos diante de tema que toca diretamente alguns dos fundamentos da ordem constitucional brasileira.

A Constituição proclama, no art. 5º, que todos são iguais perante a lei. E, quando cuida especificamente da saúde, é ainda mais explícita: o art. 196 a define como direito de todos e dever do Estado, a ser assegurado mediante acesso universal e igualitário.

É evidente que o princípio da isonomia não exige que o Estado gaste exatamente a mesma quantia com cada pessoa. Necessidades diferentes justificam tratamentos diferentes. Mas toda diferenciação reclama fundamento juridicamente razoável.

Eis, então, a pergunta inevitável: qual circunstância constitucionalmente relevante justifica que o exercício, presente ou passado, de mandato parlamentar assegure proteção à saúde excepcionalmente favorecida, custeada em parcela relevante pelos mesmos cidadãos que financiam o Estado e, em grande medida, dependem dos serviços públicos de saúde?

Não encontro resposta satisfatória.

A República não admite castas.

O mandato parlamentar constitui função pública temporária. Não é título nobiliárquico nem confere ao seu titular uma cidadania de categoria superior. Muito menos parece razoável que determinadas vantagens possam projetar-se para além do próprio exercício do mandato.

O contraste com o Sistema Único de Saúde (SUS) torna a questão ainda mais perturbadora. Mas aqui é preciso rigor. Tem circulado a informação de que o SUS disporia de apenas R$ 116 mensais por brasileiro. Essa comparação não é adequada para representar o gasto público total com saúde, pois o SUS é financiado pela União, pelos Estados, pelo Distrito Federal e pelos Municípios. Não precisamos, portanto, de uma estatística discutível para reconhecer o problema.

Ele é suficientemente grave em seus próprios termos.

Em um país em que faltam médicos, medicamentos, exames e leitos em tantas localidades, qualquer regime excepcional de assistência médica financiado com recursos públicos deve submeter-se ao mais rigoroso escrutínio à luz da igualdade, da moralidade, da impessoalidade e da razoabilidade.

Não se cogita, naturalmente, de negar assistência médica aos parlamentares. A questão é outra: por que deve a sociedade financiar um padrão privilegiado de proteção justamente para aqueles que exercem o poder em seu nome?

A legalidade formal de determinado benefício não encerra essa discussão. No Estado Constitucional, também a lei e os atos internos dos Poderes submetem-se aos princípios e valores superiores da Constituição.

A desigualdade brasileira já é suficientemente grave. O que não se pode admitir é que o próprio Estado acrescente a ela desigualdades institucionais financiadas pelo contribuinte.

O problema é também simbólico. O cidadão não pode receber dos Poderes da República a mensagem de que, quando se trata de saúde, algumas vidas merecem proteção pública extraordinária simplesmente em razão da posição ocupada.

É preciso rever esse sistema.

Não como gesto de hostilidade ao Parlamento, instituição essencial à democracia, mas precisamente em defesa de sua dignidade. O Poder Legislativo será tanto mais respeitado quanto menos privilégios reservar àqueles que transitoriamente o integram.

Essa revisão não significa retirar direitos legítimos de quem exerceu uma função pública, mas submeter benefícios custeados pelo Estado ao mesmo princípio que deve reger toda a administração pública: a existência de uma justificativa objetiva, impessoal e constitucionalmente legítima para a diferença de tratamento. É justamente quando o Estado estabelece regras para si próprio que a igualdade deixa de ser apenas uma promessa constitucional e passa a ser uma exigência concreta de legitimidade.

A República não comporta cidadãos de primeira e de segunda categorias. E a saúde, porque é direito de todos, não pode converter-se em privilégio de alguns.

***Fonte dos dados sobre as despesas do Senado: Portal da Transparência do Senado Federal, relatório consolidado de despesas com assistência à saúde de senadores e ex-senadores, exercício de 2025.

*Wagner BaleraDoutor em Direito das Relações Sociais e Mestre em Direito Tributário (PUC/SP). Professor Emérito pela PUC/SP; Livre-docente em Direito Previdenciário (PUC/SP). Integrou os quadros da Advocacia Geral da União como Procurador Federal (1976 a 1997). Professor Titular de Direitos Humanos da PUC/SP e coordenador da Revista de Direitos Humanos da Editora LexMagister.

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