Artigo
FCDL – 39 anos de trabalho em prol do comércio e de MT
Autor: David Pintor*
Há 39 anos a Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de Mato Grosso (FCDL-MT) está presente em mais de 60 municípios mato-grossenses por meio das Câmaras de Dirigentes Lojistas (CDL’s), representando o segmento do comércio varejista, desde o pequeno, médio e de grande porte, junto ao Poder Público, exigindo transparência e melhorias no ambiente de negócios, tanto em nível municipal, quanto estadual.
Nossa atuação é pautada na adoção e execução de estratégias que influenciem no comércio lojista, permitindo melhores condições de crescimento empresarial.
Ainda estamos nos recuperando dos vestígios deixados pela pandemia causada pelo coronavírus, momento em que o associativismo mostrou a sua força diante da crise e mesmo diante das dificuldades, solicitamos medidas em prol da saúde da população, soluções para manter o comércio aberto, alternativas de empréstimos e isenções fiscais para a sobrevivência econômica.
Uma grande prova desse trabalho em conjunto é a recuperação da economia, em Mato Grosso, de acordo com dados divulgados pelo IBGE em agosto, houve um recuo de 4,4% no desemprego. Isso representa a garantia de que centenas de famílias estarão com emprego e renda e o comércio é responsável por cerca de 55% das carteiras assinadas, mais do que salário na conta, ter sustento – significa ter dignidade.
Importante salientar, que a diretoria da FCDL e de cada CDL é composta por empreendedores que vivem o dia a dia do comércio, desde o atendimento no balcão, gestão dos colaboradores e folha de pagamento, negociação com fornecedores, com bancos, além das estratégias de marketing e vendas. Muita coisa né?!
São essas pessoas que sentem na pele os benefícios e dificuldades, que tem a expertise para planejar as ações e escolher os serviços ofertados pelas CDLs, são esses diretores que além do seu próprio comércio, dedicam seu tempo em prol de toda uma classe, que buscam soluções para geração de renda e sustentabilidade através de desenvolvimento de produtos próprios ou parcerias.
Contudo, ao falarmos dessas quase 4 décadas de fundação, é impossível não relembrarmos das inúmeras e importantes conquistas desse período. Fatos que marcaram nossa história e mostraram a força da nossa entidade, como a aprovação da lei da Liberdade Econômica, que simplificou e desburocratizou a relação entre empresas, empreendedores e trabalhador, facilitando de forma impactante o comércio.
Outros avanços importantes foram em relação a alta carga tributária, desburocratização de sistemas, menos impostos, além do incremento do repasse dos recursos do Fundo Constitucional do Centro-Oeste (FCO), onde nós fomos umas das entidades que interviu junto ao Ministério da Integração Nacional para assegurar o repasse de 10% (dez por cento) dos recursos para os bancos cooperativos, favorecendo a efetiva aplicação dos recursos orçados anualmente, contribui desta forma para o aumento da geração de renda e consequentemente do desenvolvimento dos setores produtivos e das comunidades do Centro-Oeste do brasil. Uma conquista importante e motivo de muita comemoração para nós empresários da região.
Contudo, o grande marco da nossa Federação das CDLs de Mato Grosso durante todos esses anos, com certeza foi a expansão da entidade, se instalando nas mais diversas cidades do Estado através das CDLs e de seus núcleos, além da inauguração da sua sede própria, em 2019, graças a coragem e determinação do presidente na época, Ozair Bezerra.
Construímos e continuaremos construindo história e avançando cada vez mais. Parabéns Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de Mato Grosso (FCDL-MT), parabéns às Câmaras de Dirigentes Lojistas (CDL’s)…parabéns a todos os diretores que conduziram a entidade com muita sabedoria e perseverança nesses 39 anos.
Nossa gratidão pelo empenho e dedicação de cada um para o fortalecimento e engrandecimento da nossa federação.
*David Pintor – presidente da FCDL MT e CDL VG
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Na era da IA, o diferencial será humano
Autora: Silmara Casadei* –
Transformações tecnológicas sempre alteraram a forma como trabalhamos. A diferença é que, desta vez, estamos diante de sistemas capazes de produzir textos, imagens, análises e respostas em poucos segundos. Isso provoca uma sensação inédita de concorrência com algo que se aproxima de processos antes considerados exclusivamente humanos.
A discussão sobre inteligência artificial costuma girar em torno das profissões que desaparecerão e das novas exigências do mercado de trabalho. Embora esse debate seja importante, ele deixa em segundo plano quais capacidades humanas precisarão ser fortalecidas desde a infância para que as próximas gerações possam viver de forma autônoma em um mundo cada vez mais mediado por sistemas inteligentes.
Curiosamente, à medida que as máquinas se tornam mais eficientes, características antes consideradas subjetivas passam a ganhar valor estratégico. Pensamento crítico, criatividade, flexibilidade cognitiva, capacidade de colaboração e inteligência socioemocional deixaram de ser apenas habilidades desejáveis e tornaram-se competências essenciais.
Isso ajuda a explicar um dado interessante: embora sejam os principais usuários dessas ferramentas, 66% dos jovens afirmam não confiar totalmente nas respostas geradas pela inteligência artificial (Ipsos, 2026). Mesmo entre aqueles que cresceram cercados pela tecnologia, permanece a percepção de que informação não é sinônimo de discernimento.
Discernimento não nasce do acúmulo de respostas prontas, porque ele se desenvolve por meio da experiência, da reflexão, do contato com diferentes perspectivas e da capacidade de duvidar antes de chegar a conclusões. Trata-se de um processo que envolve maturação intelectual e emocional, algo que não pode ser terceirizado a uma ferramenta.
Por essa razão, preparar crianças para o futuro não significa expô-las cada vez mais cedo às telas ou treiná-las para competir com algoritmos. Significa ajudá-las a desenvolver aquilo que os algoritmos não conseguem reproduzir. A criatividade, por exemplo, não surge apenas da produção de ideias. Ela depende de repertório, imaginação, experimentação e contato com situações reais.
Sob a perspectiva do desenvolvimento emocional, existe ainda outro desafio. Crianças que crescem recebendo respostas instantâneas podem ter menos oportunidades de exercitar a espera e a elaboração do pensamento. A educação do futuro tem menos relação com o domínio das tecnologias e mais com a preservação de experiências humanas que favorecem a autonomia. Quanto mais avançados forem esses sistemas, mais necessário será formar pessoas capazes de construir critérios próprios diante de respostas vazias tão acessíveis.
Nenhuma sociedade se sustenta apenas por velocidade ou acesso à informação. Ela depende também da responsabilidade em projetar futuros possíveis. São essas dimensões que conferem sentido ao conhecimento e que tornam a educação ainda mais decisiva em tempos de transformação tecnológica
*Silmara Casadei é doutora em Educação, psicanalista e autora de O Pequeno Mundo Criativo.
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