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CRO-MT, no caminho certo

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Autora: Wânia Christina Figueiredo Dantas*

Comandar uma instituição como o Conselho Regional de Odontologia de Mato Grosso (CRO/MT) é uma missão que assumi e vejo que ainda há muito a se fazer; estamos sim no caminho certo com todas as ações que desenvolvemos ao longo desta gestão.

Foram eventos educativos, reuniões institucionais com órgãos fundamentais como as secretarias municipais pelo estado, vigilância sanitária, Conselho Federal de Odontologia, Ministério da Saúde e a instalação da Frente Parlamentar de Odontologia, a primeira do país.

Visitamos vários municípios do estado com o projeto ‘CRO na estrada’, levando orientação, atualização e acolhimento de profissionais que atuam no interior de Mato Grosso.

Participamos de eventos científicos, estamos na luta pela valorização dos cirurgiões-dentistas do PL 765/15 que tem como relator, por nossa solicitação, o deputado federal Emanuelzinho Pinheiro (MDB), mato-grossense.

Certa que já percorremos um longo caminho de transformação quanto às ações e ao posicionamento do Conselho, afirmo com toda a certeza que o CRO-MT está no caminho certo e ainda podemos muito mais.

*Wânia Christina Figueiredo Dantas – Presidente do Conselho Regional de Odontologia de Mato Grosso (CRO-MT)

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Como a redução da jornada e escala de trabalho pode pesar no bolso do cidadão

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Autor: Jorge Gonçalves Filho*

Enquanto os debates em torno da PEC 221/2019, que propõe a redução da jornada e escala de trabalho, concentram-se fortemente nas reações do varejo, da indústria e de suas grandes associações patronais, um impacto profundo e silencioso ameaça o cotidiano da população. Para além das grandes linhas de montagem, há uma vasta cadeia de prestação de serviços essenciais que sentirá o golpe de forma imediata, transferindo o custo diretamente para o bolso do cidadão comum.

O setor condominial é um dos termômetros mais claros desse cenário. De acordo com dados do mais recente Censo Condominial 2025/2026, o Brasil conta com cerca de 327 mil condomínios, que servem de lar para, aproximadamente, 39 milhões de moradores. Dentro dessa estrutura, a mão de obra, composta por vigilantes, porteiros, profissionais de limpeza e zeladores, representa a maior fatia das despesas ordinárias, alcançando cerca de 70% dos custos totais de manutenção.

Estudos setoriais indicam que a adaptação da escala de trabalho às novas exigências da PEC gerará um incremento de 20% a 23% no custo da mão de obra. O reflexo dessa conta é matemático e inevitável: estima-se um aumento médio de 14% na taxa de condomínio.

O impacto social da medida é que para uma parcela significativa dos 39 milhões de residentes, muitos dos quais já enfrentam o endividamento e a perda do poder de compra, esse reajuste pode ser o gatilho para a inadimplência, inviabilizando o pagamento dos boletos mensais de condomínio e desestabilizando a saúde financeira das comunidades.

O governo não poderá dizer que não haverá aumento do custo de vida, incluindo os serviços públicos, os quais, quem paga, são os contribuintes. O texto da proposta deixa explícito o seu alcance sobre os serviços públicos. Conforme estabelece o artigo 9º da PEC: nos contratos celebrados pela administração pública direta e indireta, no âmbito da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, vigentes na data de publicação desta Emenda Constitucional e cuja execução envolva emprego direto de mão de obra, as disposições relativas à redução da duração do trabalho normal serão aplicadas após aditamento contratual para manutenção do equilíbrio econômico-financeiro.

Na prática a manutenção do equilíbrio econômico-financeiro significa uma única coisa: as empresas terceirizadas que prestam serviços públicos para condomínios, hospitais, escolas, segurança e órgãos públicos repassarão o custo do aumento da mão de obra. Quem pagará a conta?

Como o Estado não gera riqueza própria, o fechamento dessa conta se dará por duas vias conhecidas: a piora na qualidade dos serviços prestados ou o aumento da carga tributária. No fim, o contribuinte é quem pagará uma conta para a qual não foi consultado, evidenciando que a reforma, se aprovada sem amortecedores econômicos, cobrará um preço alto de toda a sociedade. E o povo precisa saber disto.

*Jorge Gonçalves FilhoPresidente do IDV – Instituto para Desenvolvimento do Varejo

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