Search
Close this search box.

Artigo

Critérios, técnicas e pós da cirurgia bariátrica

Publicados

em

Autor: Marcondes Costa Marques*

A cirurgia bariátrica é um procedimento cirúrgico indicado para o tratamento da obesidade e suas comorbidades, ou seja, das doenças associadas ao excesso de peso ou agravadas por ele e pode ser aberta ou por videolaparoscopia, menos invasiva e mais confortável para o paciente.

As técnicas cirúrgicas mais utilizadas no Brasil são a gastrectomia vertical (sleeve) e a gastroplastia com derivação jejunal (bypass gástrico).

O mais importante é compreender que a cirurgia é apenas parte de um tratamento que envolve mudanças profundas no estilo de vida e por isso é fundamental que o paciente esteja preparado e assistido por uma equipe multidisciplinar especializada, experiente e disponível para dar todo o suporte necessário antes, durante e depois da cirurgia.

Para ser um candidato à cirurgia bariátrica, explica o médico, é preciso passar por uma avaliação pré-operatória que inclui diversos exames que irão determinar se você se enquadra nos critérios estabelecidos pelo Ministério da Saúde (MS) e Conselho Federal de Medicina (CFM) para que o tratamento cirúrgico seja liberado.

Os principais critérios são IMC maior ou igual a 40 (independente da presença de comorbidades) ou entre 35 e 40 (na presença de comorbidades); não há restrições quanto a idade do paciente, mas para casos abaixo dos 18 e acima dos 65 deve haver uma avaliação individual.

Casos em que o paciente tem doenças associadas à obesidade, como hipertensão arterial, diabetes tipo 2, dislipidemias (colesterol / triglicérides altas), apneia do sono, doenças ortopédicas, refluxo gastroesofágico, incontinência urinária, infertilidade, entre outras também favorecem a bariátrica além do tempo que o paciente tenta, sem sucesso, perder peso através de tratamentos convencionais.

Riscos

O tratamento cirúrgico é uma alternativa eficaz para ajudar a perder peso, contribuindo para a sua melhor qualidade de vida e redução significativa do risco de morte. Porém, de acordo com o Ministério da Saúde, é preciso estar ciente de que se trata de uma operação de grande porte e, por isso, apresenta riscos como qualquer outra cirurgia e provocará modificações no aparelho digestivo.

Ainda segundo o MS, a cirurgia bariátrica é contraindicada para pacientes que possuem quadro de transtorno psiquiátrico não controlado, incluindo uso de álcool ou drogas ilícitas; doença cardiopulmonar grave, doenças genéticas; Síndrome de Cushing decorrente de hiperplasia na suprarrenal não tratada e tumores endócrinos; ou não possuem suporte familiar adequado.

O pós-operatório

Uma vez operado, a alimentação será reintroduzida lentamente, sendo que nas três primeiras semanas só será possível ingerir líquidos. Depois desse período, é possível comer pequenas porções de alimentos bem cozidos e moles como arroz, legumes e carne macia bem moída.

Aos poucos, de acordo com o acompanhamento nutricional, o paciente pode voltar a comer outros alimentos, até estar liberado para se alimentar normalmente. Desobedecer estas orientações poderá prejudicar o resultado final da cirurgia bariátrica.

Excesso de pele

Não necessariamente é preciso passar por uma cirurgia plástica após a bariátrica, mas quando a perda de peso é muito grande, a cirurgia reparadora pode ser indicada para a retirada do excesso de pele. O ideal é que se aguarde, pelo menos, um ano depois da realização da cirurgia bariátrica para iniciar as plásticas.

A cirurgia é apenas parte de um tratamento que envolve mudanças profundas no seu estilo de vida, como reeducação alimentar, atividade física regular e acompanhamento médico multidisciplinar, especialmente de nutricionistas e psicólogos.

A chave para o sucesso do tratamento está no compromisso em seguir rigorosamente as orientações da equipe médica para toda a vida. Ou o paciente poderá voltar a ganhar peso.

*Dr. Marcondes Costa Marques médico especializado em Cirurgia do Aparelho Digestivo, Cirurgia Geral, Gastroenterologia e integra a equipe do IGPA e Clínica Vida Diagnóstico e Saúde

Leia Também:  Automedicação é um erro sério que precisa ser corrigido
Propaganda

Artigos

Mato Grosso é um país

Publicados

em

Autor: Onofre Ribeiro*

No próximo de 5 encerram-se as convenções partidárias que determinarão todos os candidatos concorrentes às eleições de 2026. Até essa data as convenções trataram somente de nomes que visam o poder. O restante das convenções não serão diferentes. Falou-se basicamente na construção do poder via eleições.

Trago o assunto porque os próximos quatro anos de mandato dos eleitos em 2026, serão absolutamente decisivos para Mato Grosso. Será um período de quatro anos em que Mato Grosso estará no coração das mudanças geopolíticas mundiais. Portanto, o discurso do poder terá que ser o discurso do futuro destes quatro anos e do futuro seguinte. Estamos a um passo de sairmos do estágio atual na produção do agronegócio e do crescimento para investimentos nacionais e internacionais de larga escala.

O futuro próximo tem três pontos fundamentais: 1- a produção de alimentos; 2-A produção de energia sustentável e; 3- a posse de recursos naturais. O Brasil e Mato Grosso preenchem largamente esses quesitos.

Gostaria de citar alguns números da produção agropecuária de 2026/2027: Foram produzidas 104 milhões de toneladas de soja, milho, algodão e carne. Em 2030, a expectativa será de 146 milhões a considerar as condições atuais do país. Esse valor é superior ao que o Brasil produziu em 2010. No cenário atual a classificação de produção mundial é: EUA, Brasil e Mato Grosso. Acrescento aqui a produção de etanol de milho e cana de 8,44 bilhões de metros cúbicos nesta safra 2026/2027.

Está em rápido andamento a reformulação da ordem mundial iniciada no fim da segunda guerra mundial. O novo mundo que se organiza prioriza alimentos, energia, recursos naturais e tecnologia. Nessa nova geopolítica marcada pelas grandes crises econômicas, industriais, sociais e política no mundo, a tendência são os capitais financeiros migrarem para a onde o mundo tiver a nova cara. O Brasil é caminho natural e Mato Grosso necessariamente.

Com tantos capitais e tecnologias migrando para locais de novas tendências, seria preciso que os novos governantes e parlamentares olhassem para o futuro com esse olhar de transformação e não somente de poder político. Vejo com grande preocupação a pobreza franciscana dos discursos políticos. Poder, apenas poder! Não ouvi nada inteligente ou fora da mesmice do discurso político mal lavado da eleição anterior.

Olho com muita preocupação para todas as instituições políticas, de Estado, mídia e as representativas do setor produtivo. Todas presas na âncora do passado. A conclusão é bem simples: se perdermos esses próximos quatro anos, perderemos mais uma vez o trem da História. E repetiremos o costumeiro voo da galinha. Bate as asas, levanta poeira e voa cinco metros.

Mato Grosso já é um país e não merece isso!

*Onofre Ribeiro é jornalista em Mato Grosso

[email protected]

Leia Também:  Automedicação é um erro sério que precisa ser corrigido
Continue lendo

MAIS LIDAS DA SEMANA