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Cristhiane Brandão: – Vida longa às empresas familiares
Vida longa às empresas familiares
Por: Cristhiane Brandão –
O que empresas como Volkswagen, Nike, Swarovski e Walmart têm em comum? Elas estão entre as maiores empresas familiares do mundo, o que desmistifica o conceito de que empresas familiares são pequenas e limitadas. Ainda nos faz pensar: as ‘gigantes‘ um dia começaram com uma ideia e cooperação familiar.
Até mesmo o Facebook tem um pezinho nessa história, pois o pai de Mark Zuckerberg recebeu UR$ 2 milhões de dólares das ações da empresa em reconhecimento pelo empréstimo de recursos nos primeiros anos do negócio.
Trazendo para a nossa realidade, a maioria das empresas familiares têm em comum as mesmas vantagens e desvantagens inerentes à natureza da sua organização, cujos pontos fortes são o comprometimento, a transmissão de conhecimento e a confiança.
Em contrapartida, existem inúmeras desvantagens que levam cerca de 90% delas a não chegarem à terceira geração. Um dos principais problemas está na complexidade das relações. Outros pontos negativos são a falta de disciplina e o excesso de informalidade em aspectos legais.
Chegar ao topo é perfeitamente possível, porém não é um mar de rosas. Exige investimento e anos de preparação para que se façam as mudanças necessárias. Assim, a empresa conquistará pouco a pouco a musculatura necessária para sobreviver de uma geração a outra.
Qual o primeiro passo a ser dado? Primeiramente, estabelecer um plano de sucessão familiar, permitindo que o pensamento da família empresária rompa as barreiras de seu núcleo e expanda em direção à longevidade de seus negócios. Parece difícil, mas com a ajuda de bons especialistas é factível.
Todo negócio precisa ser governável, por isso adotar melhores práticas de governança tem sido o mecanismo mais adequado para preservar e otimizar o valor econômico da empresa, obter melhorias de gestão, facilitar o acesso a recursos financeiros e não financeiros e administrar conflitos.
A governança corporativa atua em dois círculos de interesses em qualquer tipo de empresa: dos proprietários e gestores. O alinhamento da gestão à estratégia é fundamental para atingir objetivos e metas empresariais. Ele também deve dialogar diretamente com o modelo de gestão adotado.
Como se trata de uma empresa familiar, esse conceito é ampliado para um novo círculo, que é a família, tornando-se uma governança familiar. Para que todo trabalho funcione é necessário criar um mecanismo chamado conselho da família, e é por meio dele que se garante, por exemplo, a adequada separação dos papéis e interesses.
Passa por esse mecanismo a implantação de princípios como transparência e prestação de contas, reforçando a confiança dos envolvidos e facilitando o acesso a recursos e investimentos. Integram também suas ações o ajuste nas relações para haja tratamento adequado de todos os sócios e das partes envolvidas.
No início do trabalho, é importante fazer um mapeamento para clarificar os papéis em cada esfera: no ambiente familiar (pai, mãe, filho, neto, cunhado, genro), da empresa (presidente e, diretor, gerente, comprador, vendedor, financeiro) e da propriedade (sócio, sócio investidor, sócio gestor). Cada um deles tem sua importância e abrangência.
Compreender e respeitar a hierarquia contribui significativamente para a maturidade da família e a profissionalização da empresa. Como podem ver, existem mecanismos que ajudam a família empresária a se organizar, encontrando a forma mais apropriada de acordo com a geração que está no controle e o contexto dos negócios.
Mas não existe uma varinha mágica com solução para todos os problemas e conflitos. O sucesso, neste caso, é fruto de uma construção de toda a família e dos demais envolvidos em prol de um objetivo comum. Vamos pensar sobre isso?
Cristhiane Brandão, administradora pela UFMT, especialista em Dinâmica dos Grupos pela SBDG, 20 anos de experiência em Gestão e Estratégia para empresas familiares e sócia proprietária da Nunes Brandão Consultoria Empresarial & Empresas Familiares, [email protected].
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Menos fumaça, mais água: a natureza agradece
Autora: Cilene Queiroz* –
O planeta Terra enfrenta desafios ambientais sem precedentes. Antes de falarmos sobre desmatamento, queimada e escassez de água, devemos cuidar da natureza e ajudar as crianças a se apaixonarem por ela. A empatia vem da convivência! Devemos mostrar às crianças o poder de fazer a diferença.
A derrubada da vegetação nativa, frequentemente seguida de queimadas para abertura de pastagem ou plantio direto, pode destruir todo um ecossistema. As queimadas liberam grandes quantidades de gás carbônico na atmosfera, acelerando o aquecimento global.
Sem as árvores, a umidade diminui, alterando o regime de chuvas e reduzindo a recarga dos lençóis freáticos. Com a redução das chuvas e o esgotamento das fontes de água doce, a seca se intensifica, levando à escassez de água potável tanto para o consumo humano quanto para a agricultura.
A fumaça das queimadas contém partículas finas que penetram profundamente nos pulmões das crianças, cujo sistema respiratório ainda está em desenvolvimento. Isso pode causar um aumento drástico de casos de asma, bronquite e infecções respiratórias.
Com a seca intensa, famílias mais carentes frequentemente recorrem a fontes de água não tratada ou contaminada, resultando em surtos de diarreia, cólera e parasitoses, que são causas significativas de mortalidade infantil.
Precisamos preservar o meio ambiente! Devemos mostrar às crianças o poder de fazer a diferença. As pequenas atitudes dão a sensação de pertencimento e responsabilidade.
*Cilene Queiroz – Formada em Biologia e mestre em Agronomia, também é autora de “A Águia Solidária e o Planeta Azul”, um livro infantil que promove a consciência ambiental e maior contato com a natureza.
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