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Como você pode curar sua vida?

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Autora: Marilei Bahnert*

O primeiro passo para o processo de cura na filosofia da Louise Hay é estar disposto a mudar. É compreender que as doenças e desequilíbrios quaisquer que sejam têm origem dentro de nós mesmos, em estados mentais e emocionais de desamor.

No livro ‘Você pode curar sua vida’, um best-seller mundial, Louise argumenta que os processos de adoecimento em geral começam no estado de não-perdão, da não-aceitação do outro e de si mesmo.

Sempre que estamos doentes, necessitamos procurar dentro dos nossos corações para descobrirmos quem precisamos perdoar“.

Ela diz ainda que a pessoa a quem achamos mais difícil perdoar é aquela da qual mais precisamos libertar através do perdão. Perdoar no sentindo de soltar, desistir. Não tem nada a ver com desculpar ou justificar um determinado comportamento. Perdoar é simplesmente deixar a situação ou a pessoa que feriu ir embora.

Não precisamos saber como perdoar. Tudo o que necessitamos fazer é estarmos dispostos a perdoar, então, o universo cuidará de que maneira isso vai ser feito.

Como é difícil para a maioria de nós compreender que eles, sejam lá quem forem, que mais precisam de nosso perdão, também estão sofrendo dor“.

Amar e aprovar a si mesmo cria um espaço de segurança, confiança, merecimento e aceitação que resulta na reorganização da nossa mente. Deste modo, começamos a manifestar relacionamentos e ambientes mais amorosos e acolhedores, que nos permitam ser mais felizes e saudáveis (corpo, mente e emoções).

Como terapeuta com formação no método da Louise que há alguns anos conseguiu ressignificar a própria vida, posso assegurar que essas pequenas e cotidianas atitudes pautadas no autoamor e na autoaceitação são transformadoras. Amar a si mesmo é uma tarefa árdua no mundo onde vivemos, é uma decisão.

Quando adentramos esse portal de consciência, a primeira atitude que abandonamos é a crítica, por nós mesmos e em relação aos outros. Observe que por muito tempo você funcionou desse jeito e não deu certo. Tente se aprovar e veja o que acontece. Posso falar por mim, a vida deixou de ser um peso e passou a fluir quando aceitei o erro como parte integrante do meu processo de crescimento e a partir daí a culpa desapareceu.

O amor é o remédio milagroso. Amar a nós mesmos é algo que realiza milagres e não estamos falando de vaidade, arrogância ou convencimento, pois isso não é amor, é sobre ter um grande respeito por nós mesmos e uma gratidão pelo milagre de nosso corpo e nossa mente.

Amor, para mim, é apreciação a tal ponto que ela enche meu coração ao máximo e extravasa. O amor pode tomar qualquer direção. Posso sentir amor pelo processo da vida em si. A alegria de estar viva“.

Infelizmente para a nossa cultura ocidental e eurocêntrica, as terapias holísticas e até a medicina oriental são vistas como “autoajuda” ou misticismo. Mas será que são mesmo? Por que não unir as duas correntes filosóficas-científicas? A Louise jamais induziu alguém a parar o tratamento médico, mas ela nos convida à reflexão sobre aquilo que adoeceu nossas mentes e emoções e que vem provocando as doenças do corpo físico.

Gosto do conceito adotado pelo escritor, filósofo e educador Jiddu Krishnamurti (1895-1986) que passou sua vida meditando e buscando uma sociedade moderna e sem violência. Segundo ele, não é sinal de saúde estar bem adaptado a uma sociedade doente. Que a forma mais elevada da inteligência humana é a capacidade de observar sem julgar. Por fim, que o autoconhecimento é o começo da sabedoria, em cuja tranquilidade e silêncio encontra-se o imensurável“.

Curar a nós mesmos exige disposição para mudar. Mas, ao darmos esse primeiro passo, é como quando nos propomos a fazer uma faxina em casa, não importa a área que começamos, apenas comece. As demais virão por si mesmas. Não espere que um desconforto se transforme em dor, em doença, escolha mudar por amor!

*Marilei Bahnert, graduada em Pedagogia, especialista em Psicanálise, Neuropsicopedagogia Clínica, Coaching em Ciências Sociais, Negócios e Direito, facilitadora do método Heal Your Life de Louise Hay no Brasil.

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Dia 1º de janeiro de 2027: seis mudanças tributárias que exigem atenção

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Autora: Wanessa Zagner*

Durante muito tempo, falar sobre Reforma Tributária significou discutir um cenário que ainda parecia distante. Essa percepção já não é mais possível. O dia 1º de janeiro de 2027 representa uma das principais viradas do período de transição para o novo sistema tributário brasileiro.

Embora 2026 funcione, em grande medida, como um ano de teste e adaptação para IBS e CBS, 2027 traz mudanças efetivas capazes de impactar formação de preços, contratos, créditos tributários, fluxo de caixa, sistemas internos e decisões estratégicas das empresas.

A primeira grande mudança é a entrada efetiva da CBS, a Contribuição sobre Bens e Serviços, que substituirá a tributação federal hoje concentrada em PIS e Cofins. Para 2027 e 2028, a legislação prevê a cobrança da CBS pela alíquota de referência, com redução de 0,1 ponto percentual.

A segunda é justamente a extinção do PIS e da Cofins. Não se trata apenas da troca de nomes de tributos. A CBS integra uma nova lógica de tributação sobre o consumo, o que exige das empresas uma revisão cuidadosa da forma como apuram tributos e créditos e estruturam suas operações.

A terceira mudança é o avanço do IBS. Em 2027 e 2028, o imposto será cobrado à alíquota total de 0,1%, dividida entre estados e municípios. É o início de uma transição que, nos anos seguintes, avançará gradualmente até substituir ICMS e ISS.

A quarta mudança é a redução a zero do IPI para a grande maioria dos produtos. A exceção envolve produtos relacionados à preservação da competitividade da Zona Franca de Manaus. Para setores industriais, essa alteração precisa ser analisada em conjunto com a entrada dos novos tributos e seus efeitos sobre a cadeia produtiva.

A quinta é a entrada em vigor do Imposto Seletivo. O novo tributo federal foi criado para incidir sobre determinados bens e serviços considerados prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente. Dependendo do setor econômico, seu impacto poderá atingir não apenas a carga tributária, mas também preços, margens e decisões comerciais.

A sexta mudança talvez seja menos visível, mas não menos importante: a consolidação de novas obrigações e rotinas fiscais relacionadas ao IBS e à CBS. A partir de 2027, por exemplo, determinadas pessoas físicas contribuintes da CBS passam a ter obrigação de inscrição no CNPJ e emissão de documentos fiscais, conforme regulamentação publicada em 2026. O novo sistema exigirá adaptação tecnológica, cadastral, contábil e documental dos contribuintes.

Para grandes empresas, entretanto, a discussão não pode se limitar a saber quais tributos deixam de existir e quais entram em seu lugar. É preciso avaliar como a nova estrutura afetará contratos vigentes, cadeias de fornecedores, aproveitamento de créditos, políticas comerciais, formação de preços, margens e fluxo de caixa. Uma operação economicamente eficiente sob o sistema atual não necessariamente produzirá o mesmo resultado sob a nova lógica tributária.

Por isso, considero que 2027 não começa em janeiro. Para empresas com operações complexas, contratos de longo prazo e estruturas societárias relevantes, ele já começou. Os próximos meses devem ser utilizados para simulações, revisão contratual, adequação de sistemas e, principalmente, planejamento. A Reforma Tributária será implementada gradualmente, mas as decisões empresariais necessárias para atravessá-la não podem ser deixadas para a última hora.

Quando a mudança tributária chega ao caixa da empresa, o tempo para planejar já passou.

*Wanessa ZagnerAdvogada Tributarista da ZR Advogados

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