Política
Wallace Guimarães é acusado de ter oferecido propina ao delator César Zílio
O prefeito cassado de Várzea Grande parece que não encontrar paz e tranquilidade para tentar voltar à carreira política tão cedo. Defenestrado na Cidade Industrial, o ex-prefeito Wallace Guimarães (PMDB) agora está sendo acusado pelo ex-secretário de Estado de Administração (SAD), César Zílio, de ter participado de esquema de fraudes durante a gestão do então governador Silval Barbosa (PMDB), que está sendo investigada pela Operação Sodoma.
O ex-secetário de estado, que agora ganhou a pecha de delator da Justiça, para evitar uma pena alta na prisão, disse que teria pago R$ 2 milhões em propina, valor que teria sido dividido entre ele e Silval Barbosa.
Zílio revelou que teria sido procurado pelo ex-prefeito de Várzea Grande e que ele havia afirmado que representava um grupo de amigos do setor gráfico e que buscava a ajuda do então secretário da Secretaria de Estado de Administração.
Na delação, o ex-secretário garantiu que o Wallace Guimarães estava a procura de ajuda financeira do governo do Estado, em prol do saneamento de despesas eleitorais, para qual situação entraria em ação, a fraude com os serviços gráficos não realizados, mas objeto de recursos do Estado.
César Zílio ressaltou ainda que quem efetuou o pagamento das propinas seria o proprietário da Editora de Liz, do proprietario Antonio Roni de Liz, que teria entregue os valores pessoalmente na Secretaria de Estado de Administração.
De acordo com o Ministério Público Estadual (MPE), o esquema foi concretizado no Pregão 093/2011, que simulou o fornecimento de material gráfico a secretarias de Estados, conforme consta nos autos do processo.
O advogado de defesa de Walace Guimarães, José do Patrocínio, afirmou que o ex-prefeito não tem nenhuma relação com o esquema de corrupção sob o comando de Silval Barbosa. "É uma invencionice do delator", afirma em relação a denúncia feita por César Zílio na Justiça de Mato Grosso.
Política
Mato Grosso consolida liderança nacional em “Biometria Eleitoral” e alcança cobertura de 93,78% do eleitorado
O Tribunal Regional Eleitoral do Estado de Mato Grosso (TRE/MT) concluiu o cadastramento biométrico dos eleitores aptos a participar das próximas eleições, consolidando o estado entre os mais avançados do país em identificação eleitoral. Dos 2.641.190 cidadãos habilitados para votar, 2.476.993 já possuem os dados biométricos registrados, alcançando uma cobertura de 93,78% do eleitorado mato-grossense.
O resultado posiciona Mato Grosso acima da média nacional, atualmente fixada em 89,01%, e reforça o compromisso da Justiça Eleitoral com a modernização dos mecanismos de identificação dos eleitores. Com a ampliação do cadastro biométrico, a maioria absoluta dos votantes poderá utilizar a identificação por impressões digitais durante o processo eleitoral, fortalecendo os sistemas de segurança e autenticação nas urnas eletrônicas.
Segundo o vice-presidente e Corregedor Regional Eleitoral, desembargador Marcos Machado, o avanço alcançado é resultado de uma ampla estratégia institucional desenvolvida ao longo dos últimos meses. A iniciativa envolveu mutirões itinerantes, campanhas de conscientização e ações presenciais realizadas tanto nos grandes centros urbanos quanto em localidades distantes do território mato-grossense, permitindo ampliar significativamente o alcance do cadastramento.
Para o magistrado, o elevado índice de cobertura biométrica representa um importante instrumento de fortalecimento democrático. Ele destaca que a utilização das impressões digitais reduz drasticamente os riscos de fraudes relacionadas à identidade do eleitor, assegurando maior confiabilidade ao processo de votação e ampliando as garantias de legitimidade do pleito.

No cenário regional, Mato Grosso também se destaca de forma expressiva. A região Centro-Oeste registra média de 92,38% de eleitores cadastrados biometricamente, percentual inferior ao alcançado pelo estado. O desempenho mato-grossense contribui diretamente para elevar os indicadores regionais e evidencia o elevado grau de mobilização da sociedade e de organização administrativa da Justiça Eleitoral local.
Entre os tribunais eleitorais da região, o TRE/MT ocupa a vice-liderança no ranking de cobertura biométrica, ficando muito próximo do Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal, que registra índice de 94,05%. A diferença reduzida entre os dois órgãos evidencia a eficiência das ações implementadas em Mato Grosso, especialmente diante das dimensões territoriais e dos desafios logísticos característicos do estado.
De acordo com o juiz auxiliar da Corregedoria Regional Eleitoral, Marcelo Sebastião Prado de Moraes, os resultados atuais contrastam com a realidade observada em junho de 2025. Naquele período, 30 municípios apresentavam índices inferiores a 75% de cadastramento biométrico, cenário que exigia atenção especial da Justiça Eleitoral para evitar que parte significativa da população permanecesse fora do processo de modernização cadastral.
Os desafios eram ainda mais evidentes quando analisados os indicadores municipais. Cinco cidades possuíam menos de 50% de adesão à biometria; seis registravam percentuais entre 50% e 65%; dez apresentavam índices entre 65% e 69,99%; enquanto outras nove permaneciam na faixa de 70% a 74,99%. A situação exigiu planejamento logístico, reforço operacional e intensificação das campanhas de mobilização em todas as regiões do estado.

O esforço institucional produziu resultados expressivos. Atualmente, não existe nenhum município mato-grossense com cobertura biométrica inferior a 75%. Além disso, 102 municípios já superam a marca de 90,25% de cadastramento, demonstrando que a modernização do sistema eleitoral alcançou não apenas as grandes cidades, mas também localidades de pequeno e médio porte distribuídas por todo o estado.
Entre os destaques municipais estão Reserva do Cabaçal, que evoluiu de 45,16% para 92,09% de cobertura biométrica, e Confresa, que avançou de 33,5% para 79,81%. No topo da lista aparece Araguainha, que atingiu 100% de seus 1.236 eleitores cadastrados. Também registraram índices excepcionais os municípios de Ponte Branca (99,9%), Planalto da Serra (99,71%), Indiavaí (99,66%) e Vale de São Domingos (99,63%), evidenciando elevado engajamento da população local.
O alcance dos resultados torna-se ainda mais significativo quando analisado sob a perspectiva regional. Conforme informou o responsável técnico pelo projeto Biometria no TRE/MT, analista judiciário Kelsen de Magalhães França, 38 municípios mato-grossenses ultrapassaram a marca de 98% de cobertura biométrica.
Em toda a região Centro-Oeste, apenas 40 municípios integram esse seleto grupo, sendo 38 pertencentes a Mato Grosso e apenas dois localizados em Mato Grosso do Sul, consolidando o protagonismo do estado como referência nacional em modernização e segurança eleitoral.
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