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Política

Vereador muda foco e quer criar programa “Escola sem partido”

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Político ou apolítico? Existe o apolítico? Qual o melhor momento para que a criança comece a aprender o que é política? O vereador Abilio Jacques Brunini Moumer, o Abílio Júnior (PSC), que vinha se destacando na Câmara Municipal de Cuiabá com seu discurso em favor de uma saúde melhor na Capital e reclamando da inépcia da Prefeitura de Cuiabá com o setor, aparece agora com uma ideia ainda mais polêmica e que não prece ser a ideal nos dias de hoje com a internet avançando em velocidade avassaladora e a população plugada no WahsAspp, no Facebook e na informação.

O vereador, de primeiro mandato pelo Partido Social Cristão (PSC), eleito com 0,88% dos votos, cerca de 2.623 dos cuiabanos que deram um credito a ele, resolveu agora que é preciso criar a “Escola sem Partido”. Em sua avaliação é preciso acabar com a “doutrinação político e ideológica” nas unidades de ensino em Cuiabá.

Abílio Júnior ao pregar a criação do programa “Escola sem Partido” defende que a meta tem como diretrizes a liberdade de aprender, pluralismo de ideias, neutralidade política, ideológica e religiosa do Estado, e direito dos pais sobre a educação religiosa e moral dos seus filhos, que é assegurado pela Convenção Interamericana sobre os Direitos Humanos (Pacto de San José da Costa Rica). 

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Ele afirma que os professores da rede pública de ensino municipal devem ficar proibidos de expressar a opinião pessoal sobre o contexto político do país e do mundo, seguindo assim o princípio constitucional da impessoalidade, em razão de que “a liberdade de ensinar, nesse caso, não pode ser confundida com a liberdade de expressão, incabível no exercício estrito da atividade docente”.

O professor não pode utilizar da imagem cativa que possuí dos alunos, utilizando suas aulas como instrumentos de cooptação política, partidária e ideológica”, diz Abilio, citando uma pesquisa realizada pelo Instituto CNT/Sensus, em 2008, a qual apontou que 80% dos professores reconhecem que os seus discursos durante as aulas são politicamente engajados.

O vereador chega ao ponto, ou espanto de que a escola vem deixando seu lado de ensinar para pregar ideologia partidária e até crenças religiosas em um país laico. Segundo ele, crenças religiosas, políticas e orientação sexual não pode ser ensinada de forma ideológica e particular.

Já não basta termos uma péssima influência da TV na educação das crianças, agora temos que concordar com algumas doutrinações por alguns professores, que influencia de forma parcial, retirando das nossas crianças e adolescentes o direito de receber e seguir os preceitos morais, ideológicos, políticos e religiosos repassados pelos seus pais”, questionou o parlamentar.

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Política

Invasão cibernética na Saúde alimenta embate político em Mato Grosso

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Um sofisticado incidente cibernético violou a infraestrutura tecnológica da Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso (SES-MT), deflagrando uma crise institucional que mobiliza o Poder Executivo e a Assembleia Legislativa Mato-grossense (AL/MT). O episódio, classificado tecnicamente como uma “invasão hacker”, desestabilizou a percepção de segurança dos sistemas governamentais e gerou imediata repercussão no cenário político local. O evento expõe a vulnerabilidade digital da administração pública frente a ameaças externas cada vez mais ousadas e coordenadas.

Os alvos diretos e indiretos dessa ação criminosa envolvem a própria Secretaria de Saúde, responsável pelo gerenciamento de dados assistenciais, e a Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (ALMT), que atua como órgão fiscalizador. O presidente do Parlamento Estadual, deputado Max Russi (Podemos), assumiu o protagonismo institucional ao externar profunda preocupação com o ocorrido, enquanto a equipe técnica da pasta de Saúde e os investigadores da Polícia Civil desdobram-se para mitigar os danos colaterais e identificar os autores do ataque.

As consequências imediatas do ataque cibernético resultaram no impacto restrito a um volume inferior a 1 Terabyte (TB) de informações do acervo digital da pasta, o qual acabou sendo integralmente recuperado por meio de sistemas de contingência e redundância. No entanto, o desdobramento mais crítico manifestou-se no plano político, manifestado pelo temor de que o apagão de dados pudesse inviabilizar o fornecimento de documentos essenciais para os trabalhos de fiscalização parlamentar em andamento na capital do estado.

O epicentro do incidente localiza-se nos servidores centrais da Secretaria de Saúde, situados no Centro Político Administrativo de Cuiabá, irradiando seus efeitos institucionais diretamente para o Palácio Paschoal Moreira Cabral, sede do Poder Legislativo Mato-grossense.

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A proximidade geográfica e administrativa dessas instituições amplificou o eco do debate sobre a eficiência da infraestrutura tecnológica pública estadual, transformando a capital mineira-mútua do Agronegócio em um palco de intensas cobranças governamentais.

A identificação original do ataque digital ocorreu em meados de março de 2026, porém o ápice do tensionamento institucional consolidou-se nesta quarta-feira, 3 de junho, durante uma sessão coletiva de imprensa convocada pelo presidente da Casa de Leis. O momento cronológico do anúncio revelou-se extremamente sensível, por coincidir exatamente com a fase de instalação e estruturação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) destinada a investigar a gestão da Saúde Pública no Estado.

A motivação presumida por trás da ação criminosa assume contornos ambíguos, dividindo-se entre a tentativa de extorsão financeira, prontamente rechaçada pelo Executivo, que negou qualquer pagamento de resgate, e a suspeita de sabotagem política. Parlamentares mais incisivos levantaram a hipótese de que a invasão visava ocultar passivos administrativos, embora a liderança do Legislativo tenda a encarar o episódio como uma nefasta coincidência oportunista que se aproveitou de fragilidades estruturais do sistema.

As justificativas técnicas apresentadas pela Secretaria de Saúde fundamentam-se na robustez de seus protocolos de segurança da informação, os quais permitiram o restabelecimento célere das atividades institucionais sem prejuízo ao atendimento da população. Por sua vez, a justificativa para a reação veemente do Parlamento baseia-se no dever constitucional de fiscalização, sustentando que qualquer instabilidade em bancos de dados governamentais representa uma ameaça direta à transparência e à estabilidade social.

O método operacional utilizado pelos criminosos consistiu na quebra de barreiras digitais de criptografia para acessar a rede interna da secretaria, seguido de uma suposta exigência financeira ilegal que acabou ignorada pelas autoridades. Do lado institucional, o método de resposta envolveu o acionamento imediato da Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos e Cibernéticos (DRCI) para subsidiar a investigação criminal, além do anúncio de auditorias nos sistemas redundantes do Estado.

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Os desdobramentos futuros desse imbróglio apontam para uma inevitável reformulação nas políticas de investimentos em segurança cibernética de Mato Grosso, com pressões para o fortalecimento da Empresa Pública de Tecnologia da Informação (MTI). Além disso, a Mesa Diretora do Legislativo garantiu que a comissão investigativa requisitará auditorias independentes para assegurar que nenhum dado relevante tenha sido permanentemente suprimido ou mascarado durante o período em que o sistema esteve vulnerável.

As perspectivas de encerramento do caso dependem agora do avanço do inquérito policial e da capacidade de o Estado demonstrar que seus mecanismos de salvaguarda digital são invioláveis contra futuras incursões. O presidente da Assembleia Legislativa assegurou que as investigações da CPI não sofrerão paralisações ou entraves técnicos, visto que os mecanismos de armazenamento externo garantirão o fluxo contínuo de provas, blindando o processo político contra interferências do crime virtual.

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