Política
Vereador denuncia material vencido e falta de medicamentos nas Unidades de Saúde
A falta de medicamentos e de materiais básicos para atendimento ao paciente, além do uso de instrumentos vencidos para a coleta de exames, tem marcado a realidade dos Postos de Saúde da Família (PSF) dos bairros Ribeirão do Lipa e Novo Colorado, em Cuiabá. As irregularidades foram constatadas pelo vereador Marcelo Bussiki (PSB), durante visita às unidades de saúde na última sexta-feira (11).
As visitas foram as primeiras de uma série de fiscalizações iniciadas pelo vereador, que elabora um diagnóstico sobre a Saúde Municipal, a fim de apontar as falhas e deficiências na área e cobrar soluções, além de acompanhar o trabalho executado pela Secretaria de Saúde para a correção dos problemas.
No PSF do Ribeirão do Lipa, o vereador Marcelo Bussiki constatou a precarização da estrutura da unidade em razão da falta de conservação do prédio, da falta de limpeza do terreno do “postinho” e da paralisação de uma obra de ampliação da unidade. Também faltam copos para que os pacientes possam tomar água e gaze para fazer curativos, além de haver equipamentos quebrados ou gastos, como as macas e ventiladores.
A falta de condições afeta ainda o trabalho dos profissionais da saúde, que se utilizam de materiais vencidos para realizar exames, como a escova endocervical usada para exames ginecológicos, vencida em 2017. “São sacos e sacos de materiais vencidos que estão sendo usados normalmente. Um absurdo que a situação da saúde tenha chegado a este ponto, em que essa seja a única solução encontrada pelos servidores para não deixar de atender o paciente“, disse Bussiki.
Falta de remédios
Na farmácia, os problemas são ainda maiores. Um profissional que preferiu não se identificar contou que é comum a falta de medicamentos, principalmente para doenças relacionadas à pressão, diabetes e problemas estomacais. Outros remédios, como sulfato ferroso e acido fólico, por exemplo, estão em falta há mais de um ano. A solução tem sido fazer a troca com outro posto de saúde ou mandar os próprios pacientes comprarem os remédios.
“Vemos que os próprios servidores se mobilizam para suprir a falta de medicamento. Tudo na base do coleguismo, mas isso não pode ocorrer, já que existe a Relação Municipal de Medicamentos Essenciais, que é o Remume, e que indica todos os medicamentos que a Saúde deve adquirir obrigatoriamente. Vamos procurar saber por que essa aquisição não está sendo feita“, disse o vereador.
Outro problema relacionado aos medicamentos é o envio deles aos PSFs próximos da data de vencimento. Um exemplo são as 8 caixas lacradas do remédio Amoxicilina, que venceu em abril, por ter sido enviado em quantidade maior do que a solicitada. Também foram enviadas 14 caixas do remédio Noregyna, que vencem no fim do ano. Cada caixa contem 100 unidades do medicamento.
“Esse remédio Noregyna é indicado à saúde da mulher e dado à paciente apenas uma vez ao mês. Então, seriam necessárias umas 200 mulheres consumindo o remédio mensalmente, para não haver desperdício. Após os funcionários criticarem, 11 caixas foram levadas embora, mas isso não devia nem ter ocorrido. Isso é o mínimo de planejamento que a Saúde deveria ter“, afirmou o vereador.
Reforma parada
No PSF do Novo Colorado, os problemas maiores são estruturais. No local há uma placa que informa sobre uma reforma que se iniciou em setembro de 2017, mas foi paralisada. Segundo os próprios funcionários, os materiais chegaram a ser levados à unidade, mas foram retirados nos dias seguintes.
Até o momento, foi feita apenas uma pintura da fachada. Inclusive, o serviço foi apelidado pelos funcionários de “reforma para quem passa de carro“, já que não houve sequer a pintura das laterais do prédio. Também falta a limpeza do mato dentro do terreno do “postinho“, a troca de telhas, portas, ventiladores e vários outros equipamentos quebrados.
Política
PL convoca convenção em Mato Grosso sob “Tensão e Racha” entre prefeitos
O Partido Liberal (PL) de Mato Grosso enfrenta uma severa crise de alinhamento interno diante da expressiva resistência de seus principais prefeitos em declarar apoio à pré-candidatura do senador Wellington Fagundes ao Governo do Estado. Os gestores municipais Flávia Moretti, de Várzea Grande, Abilio Brunini, de Cuiabá, e Cláudio Ferreira, de Rondonópolis, sinalizam franca preferência política pela reeleição do atual governador, Otaviano Pivetta, filiado ao Republicanos.
O impasse reside no conflito de interesses regionais e nas alianças locais estabelecidas pelos mandatários, os quais divergem abertamente da estratégia centralizada da cúpula partidária mato-grossense. Essa dissonância estratégica gerou ruídos e atritos internos profundos, levando os prefeitos a buscarem canais de interlocução diretamente junto à Executiva Nacional da legenda em Brasília para mediar o severo dissídio.
Para mitigar o desconforto institucional e conter o esfacelamento de sua base, as lideranças municipais tentam articular soluções intermediárias que evitem uma ruptura definitiva com a agremiação.
Cenário Atual
Flávia Moretti: A Prefeita de Várzea Grande declarou que não garantiu o seu voto e vai se manter neutra até a realização das convenções partidárias. Ela e outros gestores buscaram alinhamentos na executiva nacional para lidar com esse impasse.
Abilio Brunini: O Prefeito de Cuiabá tem tentado evitar o desconforto defendendo um acordo geral onde o PL indicaria o vice na chapa de Pivetta.
Cláudio Ferreira: O Prefeito de Rondonópolis está fortemente inclinado em apoiar Pivetta, o que causou ruídos internos com a cúpula do PL no Estado.

O desfecho oficial para essa complexa queda de braço partidária ocorrerá no dia 5 de agosto de 2026, data limite estabelecida pelo calendário oficial da Justiça Eleitoral para a homologação das candidaturas. A escolha estratégica do último dia do prazo legal visa garantir tempo adicional para a maturação das negociações políticas e para a pacificação dos ânimos inflamados entre os correligionários.
O cenário geográfico e político desse embate concentra-se no Estado de Mato Grosso, uma região de expressiva relevância econômica no Agronegócio Nacional e onde o Partido Liberal (PL) detém uma base parlamentar robusta. A Convenção Estadual unificada, estruturada especificamente para congregar todas as forças regionais, servirá como o “Grande Tribunal Político” para a definição dos rumos majoritários e proporcionais da sigla.
O objetivo primordial da convocação compulsória feita pela liderança do Partido Liberal (PL) é sedimentar a união formal da legenda e assegurar que toda a densidade eleitoral dos prefeitos seja canalizada para o projeto majoritário próprio. O presidente estadual da sigla, Ananias Filho, preconiza a centralização de esforços e a “fidelidade partidária rígida” como pilares indispensáveis para a sobrevivência e o fortalecimento do partido nas urnas.
O evento político congregará, além dos três prefeitos rebeldes das maiores cidades do estado, deputados estaduais, deputados federais, vereadores e uma vasta rede de lideranças municipais e regionais da agremiação. A maciça presença do funcionalismo político partidário é vista pela presidência como uma demonstração pública indispensável de força e controle institucional perante o eleitorado e os adversários.
Embora se trate de uma deliberação de alta relevância, a Executiva Nacional do Partido Liberal (PL) adotará uma postura de distanciamento físico, conferindo ao encontro um caráter estritamente regional e isolado de interferências externas.
O dirigente Ananias Filho confirmou a ausência de convite formal ao presidente nacional da legenda, Valdemar Costa Neto, em virtude do envolvimento deste nas complexas articulações e convenções em outros estados da federação.
O reflexo dessa instabilidade interna reverbera diretamente no tabuleiro das forças políticas concorrentes em Mato Grosso, que monitoram atentamente a fragmentação do partido de oposição. A indefinição do PL tensiona o arco de alianças e altera substancialmente a correlação de forças na disputa pelo Palácio Paiaguás, influenciando as estratégias de agremiações de centro e de esquerda no território mato-grossense.
Diante do encerramento do cronograma de convenções pelo Partido Liberal (PL), os próximos dias serão marcados por intensa movimentação, iniciada pela Federação Brasil da Esperança em 25 de julho, seguida por União Brasil (UB), Progressistas, Podemos e o próprio Republicanos.
O desfecho dessa intrincada engrenagem eleitoral redefinirá por completo a governabilidade regional e os rumos das coalizões partidárias nos meses subsequentes.
-
Artigos4 dias atrásO momento de suplicar
-
Política6 dias atrásAliança por infraestrutura desencadeia polarização antecipada para 2026
-
Artigos1 dia atrásAo produtor rural, com respeito
-
Política5 dias atrásAlianças fluídas e fragmentação partidária desenham o cenário eleitoral mais imprevisível em duas décadas
-
ESPORTES5 dias atrásBrasil cai diante da Noruega e registra a pior campanha em Copas desde 1990
-
ECONOMIA6 dias atrásMato Grosso registra avanço significativo da atividade industrial nos últimos anos
-
Política2 dias atrásCorte de Contas rejeita denúncia contra Prefeito de Cuiabá por suposto uso de servidores em redes sociais
-
Artigos8 horas atrásUm apelo ao STF


Você precisa estar logado para postar um comentário Login