O GRANDE DESAFIO DA TRANSIÇÃO EM CUIABÁ
Vaidade, disputas, falta de informações, os problemas na transição de Abílio
A previsão do Boteco da Alameda para hoje: sextou com o céu cheio de boas energias e, se sextouuu te dá asas! Voe, mas lembre-se que segunda começa tudo de novo, afinal, Abilinho precisará de muito “jogo de cintura” a partir de 1° de janeiro de 2025.
Segue o fluxo!
Vai pegando as desculpas
A vice-prefeita eleita de Cuiabá, a Coronel Vânia Rosa (NOVO), afirmou que a transição governamental no município está em andamento, mas não sem desafios.
Segundo Vânia Rosa, o retorno das informações está havendo atrasos, o que dificulta o processo. Além das dificuldades em obter informações corretas por parte da gestão atual.
“Se você não tem informações a tempo como pode se organizar e falar que 1° de janeiro ‘é a minha gestão’? O que temos até agora nessa transição não permitiu a gente enxergar isso“, pontuou Vânia Rosa.
A vice-prefeita argumenta que os relatórios precisam ter mais detalhes e deveriam ser entregues no prazo mínimo para dar claridade ao trabalho de transição.
Tá bom…, tá bom…, vamos lá: está havendo dificuldades, então há violação de direitos estabelecidos pela Constituição Estadual, então ingresse com um mandato de segurança na Justiça Comum e com isso freia os subterfúgios que está colocando de restrições a transição.
Além disso, encaminhe essas arbitrariedades ao conhecimento do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE/MT), e ainda, entregue um ofício a Promotoria Eleitoral.
Qual o motivo que não ingressou com uma notificação extrajudicial para que o Prefeito da Capital, o emedebista Nenel Pinheiro se adeque às Leis da transição de governo?
O Decreto n° 10.596, de 7 de novembro de 2024 diz no seu artigo 70 que a transição de mandato de chefe do Poder Executivo Municipal deve pautar-se pelos princípios da continuidade, da boa-fé e executoriedade dos atos administrativos, da transparência na gestão pública, da probidade administrativa, da publicidade, e da supremacia do interesse público.
Considerando o que dispõe a Resolução n° 19/2016-TP do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE/MT), a qual “dispõe sobre os procedimentos a serem adotados pelos atuais e futuros chefes dos Poderes Estaduais, Municipais e dirigentes de órgãos autônomos, por ocasião da transição de mandato“.

A Comissão de Transição de Mandato (CTM/Cba), coordenado por Júnior Leite, secretário de governo da atual gestão, tem objetivo de, junto aos órgãos e entidades correspondentes da administração pública municipal, colher, guardar, analisar e apresentar os documentos elencados no artigo 5° da Resolução n° 19/2016-TP do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE/MT) ao candidato eleito ao mandato de prefeito do município de Cuiabá.
PS: a transição municipal tem como propósito oferecer um panorama completo das informações essenciais para o planejamento da nova gestão, incluindo dados sobre o orçamento, despesas, organograma e a situação dos servidores, ativos e aposentados.
Ufa! Segue o fluxo!!
O Boteco vai falar
Sextou, mas não sextarei! Quem sabe na próxima sexta-feira.
Então vamos aos tópicos na Câmara Municipal de Cuiabá:
– 11 Vereadores estão consolidados no projeto do vereador Jefferson Siqueira para a Mesa Diretora daquela Casa de Leis para o Biênio 2025/2026;
– Duas vereadoras foram convidadas para fazer parte da Mesa Diretora, até o momento, somente uma sinalizou que apoiará o parlamentar Jefferson Siqueira (PSD);
– Paula Calil admite que parlamentares reeleitos estão resistentes ao seu nome na disputa;
– Maysa Leão entra no jogo da disputa;
– Daniel Monteiro (Repúblicanos) está costurando uma terceira via e, já possuí os votos de: Eduardo Magalhães (Repúblicanos), Demilson Nogueira (PP), Dilemario Alencar (UB) e Sargento Joelson (PSB);
– A vereadora eleita Maria Avalone (PSDB) criticou o prefeito eleito Abílio Brunini por uma suposta tentativa de influenciar a eleição da Mesa Diretora de Cuiabá;
– Construção de uma terceira via é vista como uma crítica a postura de Abílio Brunini em relação as disputas na Câmara de Cuiabá.
Segue o fluxo!!
Afinal, o Boteco da Alameda fala a verdade e, na política as pessoas têm uma dificuldade incrível de ler e aceitar a verdade.
Política
Patrimônio de deputados de Mato Grosso revela forte alta em quatro anos e amplia debate sobre transparência eleitoral
A evolução patrimonial de políticos durante o exercício de mandatos voltou a ocupar espaço no debate público em Mato Grosso com a divulgação das declarações de bens apresentadas à Justiça Eleitoral. Embora os vencimentos de parlamentares e integrantes do Executivo sejam superiores à renda média da população, especialistas costumam observar que a remuneração oficial, isoladamente, não explica necessariamente a formação de grandes patrimônios. Nesse contexto, aumentos expressivos de bens despertam questionamentos quando não são acompanhados de explicações claras sobre sua origem.
A declaração patrimonial é uma exigência prevista na legislação eleitoral e constitui um dos mecanismos destinados a ampliar a transparência sobre a situação financeira dos candidatos. Com o início do processo eleitoral, os concorrentes são obrigados a informar à Justiça Eleitoral os bens que possuem, permitindo que o eleitor compare a evolução patrimonial entre diferentes pleitos. A medida, contudo, também expõe variações significativas que podem alimentar discussões sobre as razões econômicas que levam determinadas pessoas a ingressar ou permanecer na vida pública.
O crescimento do patrimônio, por si só, não representa irregularidade. Bens podem ser incorporados por meio de atividades profissionais, investimentos, negócios particulares, heranças ou doações legalmente realizadas. Da mesma forma, uma eventual redução ou estabilidade patrimonial não constitui, isoladamente, prova de ausência de ganhos. A análise responsável exige a consideração de documentos, fontes de renda, movimentações financeiras e demais elementos capazes de explicar as alterações registradas oficialmente.
Segundo dados divulgados pelo DivulgaCand, da Justiça Eleitoral, 22 dos 24 deputados estaduais de Mato Grosso declararam aumento patrimonial em relação à eleição de 2022. O maior crescimento percentual entre os parlamentares da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT) foi registrado por Lúdio Cabral (PT), cujo patrimônio declarado passou de R$ 244,7 mil para aproximadamente R$ 1,6 milhão. A variação representa crescimento de cerca de 560% no período, segundo os valores informados à Justiça Eleitoral.
A declaração de Lúdio Cabral inclui apartamento, depósitos bancários, aplicações financeiras e investimentos. Em valores absolutos, a diferença entre as duas declarações representa uma ampliação superior a R$ 1,3 milhão. O dado coloca o deputado na liderança do ranking de crescimento percentual entre os parlamentares estaduais, mas não significa que ele seja o detentor do maior patrimônio da Assembleia Legislativa Mato-grossense.
A evolução patrimonial, nesse caso, precisa ser analisada separadamente do volume total de bens acumulados.
Na sequência dos maiores aumentos percentuais aparecem Paulo Araújo (Republicanos), que declarou patrimônio de aproximadamente R$ 4 milhões, representando crescimento de 279% desde 2022, e Diego Guimarães (Republicanos), com acréscimo de 206%. Entre os bens declarados estão terrenos e outros ativos. As informações apresentadas pelos candidatos permitem ao eleitor identificar as variações registradas oficialmente, mas não determinam, por si mesmas, a existência de qualquer irregularidade.
Na direção oposta, Ondanir Bortoline, o Nininho (Republicanos) e Wilson Santos (PSD) foram os únicos deputados estaduais mencionados nos dados com redução patrimonial em relação à declaração anterior. Wilson Santos apresentou queda de aproximadamente 42%, passando de R$ 450,6 mil em 2022 para R$ 262,1 mil. Nininho, apesar de permanecer entre os parlamentares milionários, registrou redução de cerca de 13%, equivalente a quase R$ 1 milhão em relação ao patrimônio anteriormente declarado.
A liderança em patrimônio total, entretanto, pertence a Carlos Avallone (PSDB), que declarou aproximadamente R$ 33 milhões em bens. O conjunto informado inclui imóveis, terras, embarcação, animais e aplicações financeiras. Na sequência aparecem Júlio Campos (UB), com cerca de R$ 31,5 milhões, e Dilmar Dal Bosco (UB), com aproximadamente R$ 26 milhões.
Os números demonstram que crescimento percentual e riqueza acumulada são indicadores distintos e não devem ser confundidos na avaliação das declarações.
Na bancada federal de Mato Grosso, também foram registradas oscilações relevantes. Coronel Fernanda (PL), que havia declarado aproximadamente R$ 1,7 milhão em 2022, informou agora patrimônio de cerca de R$ 384 mil, redução de 78%. Nelson Barbudo (PL) apresentou queda de 55%, enquanto Juarez Costa (Republicanos) e Emanuelzinho Pinheiro (PSD) também registraram diminuição. José Medeiros (PL), que disputa uma vaga ao Senado e não concorre à reeleição para a Câmara Federal, apresentou crescimento patrimonial de 40%, alcançando aproximadamente R$ 356 mil.
Entre os deputados federais, Fábio Garcia (UB) aparece como o mais rico, com patrimônio declarado de aproximadamente R$ 4,1 milhões, mantendo nível semelhante ao registrado anteriormente. Rodrigo da Zaeli (PL) e Juarez Costa (Republicanos) também figuram entre os parlamentares milionários, com cerca de R$ 1,7 milhão e R$ 1,9 milhão, respectivamente.
As declarações patrimoniais, portanto, oferecem ao eleitor uma fotografia financeira dos candidatos, mas a interpretação dos dados exige cautela: aumentos ou reduções de bens não comprovam, isoladamente, irregularidades e devem ser confrontados com as respectivas fontes de renda e documentos disponíveis.
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