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COMEÇA O HORÁRIO ELEITORAL

TSE autoriza, TRE apita e começa a terceira fase do jogo eleitoral

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Após as convenções partidárias, registros das candidaturas, domingão 27 de setembro, começa a terceira fase do jogo eleitoral. Ou seja, a partir de hoje começa as campanhas nas ruas de todo Mato Grosso.

Além de poder colocar as campanhas nas ruas, os cerca de 30 mil candidatos a prefeitos (as), vereadores (as) e ao Senado da Republica, já podem fazer carreatas e propagandas nas redes sociais.

Por ser uma eleição atípica, diferente do que se viu. Mais do que data e regras, a pandemia mudará a forma de conquistar o voto. Vai impor novas demandas e expectativas aos eleitores e desafios extras aos candidatos.

Além de Saúde, Educação e Mobilidade, por exemplo, eles precisarão falar também sobre como pretendem conduzir a retomada de suas cidades. E está relação se dará em parte no tumultuado ambiente das redes sociais, em meio a notícias falsas, discursos de ódio e com reputações por um fio.

Eleição de lives e com eleitor a distância

Diante do momento sanitário, os candidatos se voltam para a campanha online, método já utilizados nas demais disputas para a cadeira número 1 do Palácio Paiaguas e para a Assembleia Legislativa, Câmara dos Deputados e Senado Federal em 2018. Porém, pela primeira vez terá a pandemia como acelerador da tendência.

Em 2019, o uso dos canais de comunicação online, representava preocupação relacionada a disseminação da desinformação e consequente manipulação do eleitorado.

Agora com o método majoritário da publicidade eleitoral é acrescida a preocupação sobre como chegar ao eleitor até a liberação dos espaços no rádio e na televisão. Ou seja, a pandemia também ajuda a desregular o acesso aos direitos políticos dos eleitores.

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O cientista político João Edson, afirmou para o Blog do Valdemir que está é uma eleição que vai ter muitos candidatos e muita gente falando a mesma coisa.

João Edson ressalta que existe muito a onda do “parlamentar modinha”, que quer ser repórter, que faz vídeo denunciando esse político acaba achando que, com este discurso, vai conseguir voto, mas boa parte está fora deste contexto.

Um fato interessante: questionado pela nossa equipe sobre segundo turno em Cuiabá, o cientista político foi taxativo, dizendo que Emanuel leva vantagem no primeiro turno, no segundo esta vantagem já não é mais garantida, porque vai despertar o outro lado.

Independente de quem disputar com ele, esta pessoa não será no primeiro turno, embora aumente e muito a chance de vencer no segundo“, disse o professor João Edson.

PS: Em um momento de turbulência como este o jornalismo precisa mais do que nunca, estar ao lado de suas cidades. É que nos cabe fazer. E o Blog do Valdemir, manterá a sua tradição.

Nota da redação

O jogo é complexo, mas se souber manipular as circunstâncias e desviar dos ataques da oposição ou como diz o alcaide cuiabano “comitê da maldade“, o “rei” se sairá bem.

O “rei” no nosso jogo, serão os candidatos a prefeito. Sabemos que o “rei“, embora seja a peça mais importante do tabuleiro, possui algumas limitações de movimento. Caminha apenas uma casa por vez, exceto no movimento defensivo, conhecido como preocupação. Apesar do poder que acumula o “rei“, sozinho fica vulnerável.

Por isso ele depende de proteção da dama para protege-lo das ameaças internas e externas.

Assim o jogo de xadrez, exige inteligência e o mesmo ocorre na política, onde os menos inteligentes, não se destacam e por isso não passam de mero coadjuvante. E como temos figurantes no jogo político.

É bom levar ao conhecimento dos internautas do Blog do Valdemir, que no jogo do xadrez os objetivos são avançar as pedras, conquistar espaços no xadrez e capturar o “rei“, dessa forma vencer o jogo.

Na política os objetivos são avançar no terreno do adversário, enfraquecer os adversários, conquistar espaços políticos, convencer os eleitores e dessa forma, os sem inteligência política, sem previsão de jogadas, sem conhecimento das regras do jogo e sem história política.

Em suma: arrogantes, se arvoreceu em líderes políticos e se esquecendo das limitações dos seus movimentos, tentam dar um xeque mate no rei sem aspas. Chegou a última fila do tabuleiro, foram trocados por outras peças mais importantes, mas não chegarão a ser rei, porque esta é também a “Lei do Xadrez da Política“.

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Política

Invasão cibernética na Saúde alimenta embate político em Mato Grosso

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Um sofisticado incidente cibernético violou a infraestrutura tecnológica da Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso (SES-MT), deflagrando uma crise institucional que mobiliza o Poder Executivo e a Assembleia Legislativa Mato-grossense (AL/MT). O episódio, classificado tecnicamente como uma “invasão hacker”, desestabilizou a percepção de segurança dos sistemas governamentais e gerou imediata repercussão no cenário político local. O evento expõe a vulnerabilidade digital da administração pública frente a ameaças externas cada vez mais ousadas e coordenadas.

Os alvos diretos e indiretos dessa ação criminosa envolvem a própria Secretaria de Saúde, responsável pelo gerenciamento de dados assistenciais, e a Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (ALMT), que atua como órgão fiscalizador. O presidente do Parlamento Estadual, deputado Max Russi (Podemos), assumiu o protagonismo institucional ao externar profunda preocupação com o ocorrido, enquanto a equipe técnica da pasta de Saúde e os investigadores da Polícia Civil desdobram-se para mitigar os danos colaterais e identificar os autores do ataque.

As consequências imediatas do ataque cibernético resultaram no impacto restrito a um volume inferior a 1 Terabyte (TB) de informações do acervo digital da pasta, o qual acabou sendo integralmente recuperado por meio de sistemas de contingência e redundância. No entanto, o desdobramento mais crítico manifestou-se no plano político, manifestado pelo temor de que o apagão de dados pudesse inviabilizar o fornecimento de documentos essenciais para os trabalhos de fiscalização parlamentar em andamento na capital do estado.

O epicentro do incidente localiza-se nos servidores centrais da Secretaria de Saúde, situados no Centro Político Administrativo de Cuiabá, irradiando seus efeitos institucionais diretamente para o Palácio Paschoal Moreira Cabral, sede do Poder Legislativo Mato-grossense.

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A proximidade geográfica e administrativa dessas instituições amplificou o eco do debate sobre a eficiência da infraestrutura tecnológica pública estadual, transformando a capital mineira-mútua do Agronegócio em um palco de intensas cobranças governamentais.

A identificação original do ataque digital ocorreu em meados de março de 2026, porém o ápice do tensionamento institucional consolidou-se nesta quarta-feira, 3 de junho, durante uma sessão coletiva de imprensa convocada pelo presidente da Casa de Leis. O momento cronológico do anúncio revelou-se extremamente sensível, por coincidir exatamente com a fase de instalação e estruturação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) destinada a investigar a gestão da Saúde Pública no Estado.

A motivação presumida por trás da ação criminosa assume contornos ambíguos, dividindo-se entre a tentativa de extorsão financeira, prontamente rechaçada pelo Executivo, que negou qualquer pagamento de resgate, e a suspeita de sabotagem política. Parlamentares mais incisivos levantaram a hipótese de que a invasão visava ocultar passivos administrativos, embora a liderança do Legislativo tenda a encarar o episódio como uma nefasta coincidência oportunista que se aproveitou de fragilidades estruturais do sistema.

As justificativas técnicas apresentadas pela Secretaria de Saúde fundamentam-se na robustez de seus protocolos de segurança da informação, os quais permitiram o restabelecimento célere das atividades institucionais sem prejuízo ao atendimento da população. Por sua vez, a justificativa para a reação veemente do Parlamento baseia-se no dever constitucional de fiscalização, sustentando que qualquer instabilidade em bancos de dados governamentais representa uma ameaça direta à transparência e à estabilidade social.

O método operacional utilizado pelos criminosos consistiu na quebra de barreiras digitais de criptografia para acessar a rede interna da secretaria, seguido de uma suposta exigência financeira ilegal que acabou ignorada pelas autoridades. Do lado institucional, o método de resposta envolveu o acionamento imediato da Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos e Cibernéticos (DRCI) para subsidiar a investigação criminal, além do anúncio de auditorias nos sistemas redundantes do Estado.

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Os desdobramentos futuros desse imbróglio apontam para uma inevitável reformulação nas políticas de investimentos em segurança cibernética de Mato Grosso, com pressões para o fortalecimento da Empresa Pública de Tecnologia da Informação (MTI). Além disso, a Mesa Diretora do Legislativo garantiu que a comissão investigativa requisitará auditorias independentes para assegurar que nenhum dado relevante tenha sido permanentemente suprimido ou mascarado durante o período em que o sistema esteve vulnerável.

As perspectivas de encerramento do caso dependem agora do avanço do inquérito policial e da capacidade de o Estado demonstrar que seus mecanismos de salvaguarda digital são invioláveis contra futuras incursões. O presidente da Assembleia Legislativa assegurou que as investigações da CPI não sofrerão paralisações ou entraves técnicos, visto que os mecanismos de armazenamento externo garantirão o fluxo contínuo de provas, blindando o processo político contra interferências do crime virtual.

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