7 ANOS DEPOIS
TRF absolve Carvalho das acusações da “Operação Ararath”
O Tribunal Regional Federal da Primeira Região (TRF 1) absolveu, a unanimidade, o secretário-chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho Junior, das acusações feitas pelo Ministério Público Federal (MPF) de envolvimento na “Operação Ararath“.
Mauro Carvalho, hoje chefe da Casa Civil, foi denunciado criminalmente, e que teria participado de operações financeiras ilegais, em 2010, por meio de manobras que envolveriam a Factoring Globo Fomento, os empresários Valdir Piran e Gércio Marcelino Mendonça Júnior, o Júnior Mendonça, e a empresa de geração de energia São Tadeu Energética. Isso foi delatado como parte de suposto esquema no então governo de Silval da Cunha Barbosa.
O envolvimento de Mauro Carvalho veio à tona em 2014 na “Operação Ararath“, quando a Policia Federal (PF) apreendeu na casa de Éder Moraes, uma promissória de R$ 5.821.159,76 emitida por Mauro Carvalho. Nos meios policiais a investigação é considerada devastadora. Tanto assim, que além da denúncia a procuradora Vanessa Cristhina pediu o bloqueio de R$ 1,3 milhão nas contas de Mauro Carvalho e Éder Moraes. À época dos fatos investigados e denunciados criminalmente, Éder Moraes era secretário de Estado e considerado homem forte do governo.
Em 2018, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, chegou de negar seguimento na reclamação impetrada pelo empresário Mauro Carvalho Junior, cuja defesa foi feita pelo advogado Ulisses Rabaneda, para anular todas as fases da “Operação Ararath“. Rabaneda ingressou com agravo regimental para que fosse julgada pela Suprema Corte.
A reclamação na época, questionava a competência da 5ª Vara Federal de Mato Grosso em processar autos da operação no Estado e visa anular a colaboração premiada do empresário Gércio Marcelino Mendonça Junior.
Por unanimidade
Agora, o Tribunal Regional Federal da Primeira Região (TRF 1), atendeu ao pedido feito pelos advogados de defesa, Rodrigo Mudrovitsch, Felipe Carvalho e Ulisses Rabaneda, em um pedido de Habeas Corpus (HC). Com isso, foi determinado o arquivamento da denúncia feita contra o secretário Chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho Junior.
Para os desembargadores que analisaram o processo, a denúncia foi formulada de forma temerária, desprovida de qualquer elemento de prova e completamente inepta. O Ministério Publico Federal (MPF) acusou Mauro Carvalho de participação em esquema de lavagem de dinheiro, com uma das empresas de sua propriedade.
“O Poder Judiciário finalmente reconheceu que não houve qualquer relação do nosso cliente com qualquer fato da Ararath. Mesmo após anos de apuração, não foi dada sequência a nenhuma das acusações temerariamente formuladas”, afirmou o advogado Rodrigo Mudrovitsch.
Com a decisão do Tribunal Regional Federal da Primeira Região (TRF 1), agora não pesa nenhum processo da “Operação Ararath“ contra o secretário Chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho Junior.
Política
Pesquisa interna ditará rumo ao Palácio Paiaguás
As movimentações internas no cenário político mato-grossense ganharam um novo componente estratégico com a decisão do Senador Jayme Campos (UB) de avaliar cientificamente o cenário eleitoral. O parlamentar busca mensurar a viabilidade de seu nome em uma futura disputa pelo comando do Poder Executivo Estadual.
Esta articulação de bastidores ocorre em meio a intensos debates no diretório de sua própria legenda e repercute diretamente na capital do estado, Cuiabá. A mobilização das lideranças partidárias e a contratação do levantamento de dados intensificaram-se nos últimos dias, consolidando as peças do xadrez político local.
A iniciativa visa sanar as incertezas sobre a aceitação popular do congressista perante os demais concorrentes que já se posicionam para o pleito majoritário. Com a coleta técnica de dados, o senador pretende basear suas próximas decisões em diagnósticos precisos, evitando desgastes ou aventuras eleitorais desnecessárias.
O próprio Senador Jayme Campos lidera pessoalmente essa estratégia de avaliação e coordena o direcionamento dos trabalhos institucionais junto ao mercado de pesquisas. A execução do levantamento amostral foi delegada a um instituto de consultoria estatística de renome nacional, cuja identidade é mantida sob reserva corporativa.

A motivação para o investimento em um estudo dessa magnitude justifica-se pelo histórico político do parlamentar, caracterizado pela prudência e pela aversão a riscos calculados de forma empírica. O político busca compreender as reais demandas do eleitorado contemporâneo e identificar quais atributos são considerados indispensáveis para a gestão pública moderna.
A concretização da candidatura ao Palácio Paiaguás dependerá estritamente dos resultados apontados pelos relatórios finais desta pesquisa quantitativa e qualitativa de consumo interno. Os números finais servirão como fiel da balança para definir se o senador manterá a postulação ou se abrirá espaço para novas composições.
O processo de coleta de dados estruturado pelo instituto abrange entrevistas detalhadas, simulações de múltiplos cenários de votação e análise aprofundada dos índices de rejeição. Os pesquisadores buscam mapear minuciosamente o perfil ideal de governante desejado pela maioria dos cidadãos mato-grossenses nas diferentes regiões do estado.
O principal ponto de atenção e eventual obstáculo para o projeto reside na concorrência consolidada representada por nomes expressivos como o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) e o senador Wellington Fagundes (PL). Diante de adversários com forte apelo popular, o monitoramento de rejeição torna-se o indicador mais crítico para a viabilidade do plano governista.

Caso os relatórios técnicos apresentem um indicativo desfavorável ou um “alerta vermelho” intransponível, o impacto imediato será o recuo estratégico do parlamentar. Nessa hipótese, Jayme Campos planeja construir uma saída política honrosa para retirar sua pré-candidatura antes mesmo da abertura oficial das convenções partidárias.
Os desdobramentos dessa sondagem interna devem orientar os próximos discursos públicos e as alianças que o União Brasil firmará nos próximos meses. O desfecho da pesquisa ditará o ritmo das negociações de bastidores, definindo se o grupo marchará unido ou se haverá uma fragmentação nas candidaturas ao Governo Estadual.
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