Política
Silval Barbosa diz que é inocente e cutuca governo de Pedro Taques
O ex-governador Silval Barbosa (PMDB) compareceu na tarde desta terça-feira (05) na 7ª Vara Criminal de Cuiabá para acompanhar o processo que investiga desvio de dinheiro da Assembleia Legislativa no ano de 1999 e 2003 ainda quando exercia mandato de deputado estadual e ocupava o cargo de primeiro secretário como ordenador de despesas na Assembleia Legislativa.
Silval Barbosa ainda continua preso no Centro de Custódia de Cuiabá (CCC) desde setembro de 2015. Silval responde por crimes de peculato, lavagem de dinheiro e destruição de documentos. O suposto esquema envolvia o pagamento de gráficas. Na denúncia, oferecida pelo Ministério Público do Estado (MPE), Silval assinou pagamentos realizados ilegalmente às empresas Poligráfica Editora Brasileira Ltda, J.P Marques Editora e Ágil Comunicação e Editora Ltda, entre março e maio de 2003, quando era secretário na Assembleia Legislativa.
O ex-governador esteve presente na oitiva do deputado estadual Romoaldo Júnior (PMDB), e do ex-procurador geral da Assembleia Legislativa, Anderson Flávio de Godoi, eles foram ate a 7ª Vara Criminal de Cuiabá como testemunhas de defesa de Silval Barbosa. Barbosa chegou ate o Fórum da Capital com escolta de agentes penitenciários.
No Fórum de Cuiabá, Silval não chegou a prestar depoimentos e sim para participar e ouvir os depoimentos das duas testemunhas que foram questionadas por representante do Ministério Público Estadual (MPE), pelos advogados de defesa e pela juíza Selma Rosane Santos Arruda, magistrada titular da 7ª Vara Criminal.
Tanto Romoaldo Junior quanto o ex-procurador geral da Assembleia Legislativa, Anderson Flávio de Godoi chegaram a ser questionados pela juíza Selma Rosane Arruda, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá sobre os tramites internos da Assembleia relativos a processos licitatórios e sobre a atuação e funções do primeiro-secretário da Mesa Diretora do Legislativo.
O deputado estadual Romoaldo Júnior, explicou o processo de aquisição de materiais e serviços dependem da demanda de cada setor da Casa. Segundo o depoimento do parlamentar, quando existe uma necessidade de compra é montada uma comissão que vem ser composta por servidores comissionados e também de efetivos da Assembleia, que realiza os trâmites da licitação. Romoaldo que também já foi presidente da Assembleia, disse que cabe apenas o primeiro secretario homologar o resultado da licitação, o que chegou a ser confirmado também pelo ex-procurador-geral da Casa de Leis, Anderson Flavio de Godoi.
Ao final da audiência, Silval que estava visivelmente abatido e cansado, usava também uma tipoia para apoiar o braço esquerdo, que machucou em uma queda no Centro de Custódia de Cuiabá (CCC) garantiu sua inocência na ação pena. A juíza Selma Rosane Arruda, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá marcou uma nova audiência referente à ação para o dia 4 de agosto.
Na saída com os jornalistas, Silval Barbosa cutucou a atual gestão do governador Pedro Taques (PSDB), ele que disse que lamenta a crise enfrentada pelo atual gestor, que não é ruim apenas para ele, mas para o servidor e o Estado. “Estou feliz em ver propagandas na televisão de realizações do governo. Mas todas as obras executadas são com recursos que eu deixei, não tem nenhuma licitação dele”, cutucou o peemedebista.
“Quando estava a frente do governo, eu fui o que mais contratei e sempre respeitando toda a legislação existente e adotando os procedimentos legais para preencher vagas. No meu Governo eu nunca atrasei um dia sequer a folha de pagamento dos servidores, sempre em dias. Revisão Anual Geral eu não sabia e nem conhecia, por que já estava dentro do orçamento. Se havia um principio de greve eu conversava e deixei tudo dentro do limite da Lei de Responsabilidade Fiscal”. Cutucou o ex-governador na saída do Fórum da Capital. – (Fotos Ahmad Jarrah)
Política
“O resultado foi um “desrespeito” à trajetória construída por Jayme ao longo de décadas”
O deputado estadual Eduardo Botelho (MDB), ex-integrante do União Brasil (UB), manifestou pesar pela derrota do senador Jayme Campos na convenção estadual da legenda, realizada na quinta-feira (30). Segundo o parlamentar, a decisão que retirou Jayme da disputa pelo Governo de Mato Grosso representa uma perda significativa para o cenário político estadual e desconsidera a trajetória construída pelo senador ao longo de décadas de atuação pública.
Ao comentar o resultado da votação interna, Botelho afirmou que Jayme Campos foi tratado de forma injusta pelo partido. Na avaliação do deputado, o senador sempre manteve uma postura municipalista, prestando apoio a lideranças políticas de diferentes regiões do Estado. Embora tenha evitado classificar o episódio como uma traição, Botelho definiu a condução do processo como um desrespeito à história política do parlamentar.
Durante a manifestação, o deputado ressaltou que Jayme Campos desempenhou papel decisivo na consolidação da carreira política do governador Mauro Mendes, atual presidente estadual do União Brasil. Conforme relatou, foi o senador quem apresentou o então empresário às lideranças do interior mato-grossense e contribuiu para ampliar sua inserção política dentro da legenda.
Botelho destacou que a atuação de Jayme Campos foi determinante para fortalecer as articulações partidárias em diversas regiões do Estado. Segundo ele, o senador abriu espaço para que Mauro Mendes construísse relacionamentos políticos estratégicos, fator que contribuiu para sua projeção e posterior ascensão aos principais cargos públicos de Mato Grosso.

Na avaliação do parlamentar, a ausência de Jayme Campos na disputa pelo Palácio Paiaguás reduz a pluralidade do debate político e enfraquece o processo eleitoral. Botelho descreveu o senador como uma liderança reconhecida pela capacidade de diálogo, pela experiência administrativa e pelo relacionamento consolidado com representantes de diferentes correntes políticas.
O deputado também afirmou que Jayme Campos sempre manteve uma atuação voltada ao atendimento das demandas dos municípios e ao fortalecimento das relações institucionais. Para Botelho, essas características consolidaram a imagem do senador como uma das principais referências políticas de Mato Grosso, razão pela qual sua exclusão da disputa causa impacto no ambiente político estadual.
A Convenção do União Brasil definiu, por meio de votação secreta, o posicionamento da sigla para as eleições ao Governo de Mato Grosso. A maioria dos convencionais decidiu apoiar a pré-candidatura do vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos), rejeitando a proposta de candidatura própria defendida por Jayme Campos.
Dos 51 convencionais aptos a participar da votação, 30 manifestaram apoio à aliança com Otaviano Pivetta, enquanto 19 optaram pela manutenção da candidatura de Jayme Campos. O processo registrou ainda um voto inválido e uma ausência, resultado que consolidou oficialmente a posição do partido para a sucessão estadual.
Com a definição da convenção, o União Brasil encerra um período de disputas internas e passa a concentrar esforços na construção da aliança em torno da candidatura de Otaviano Pivetta. A decisão modifica o cenário político mato-grossense e influencia diretamente as articulações entre partidos e lideranças para a formação das chapas que disputarão o comando do Executivo Estadual.
As declarações de Eduardo Botelho evidenciam que a derrota de Jayme Campos continua repercutindo entre importantes agentes políticos de Mato Grosso. Ao defender o legado do senador e criticar a condução do processo interno do União Brasil, o deputado reforça o debate sobre os impactos da decisão partidária para o equilíbrio político do Estado e para o desenvolvimento das próximas etapas da corrida eleitoral.
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