CUIABÁ É DE TODOS NÓS
Boteco da Alameda não quer ser político, quer ser prefeito!
Segundou, e as Convenções Partidárias mal começou em Cuiabá e, já começamos a ter um diagnóstico que poderá vir pela frente nesta eleição municipal de 6 de outubro.
O meu amigo do bairro Alvorada, disse que determinado candidato lembra o sul-mato-grossense Jânio Quadros em sua campanha presidencial onde até farinha jogava nos cabelos para ficar parecido com o povo.
Esse acontecimento não só reproduz uma suposta caspa, como Jânio Quadros que sentava-se nos meios-fios das ruas para comer cachorro-quente, acordava cedo para acompanhar a rotina de trabalho dos mais pobres e fazia disso a sua popularidade.
O resultado de Jânio Quadros é que ele foi eleito, e a consequência é que não durou 2 anos para renunciar…deixou de legado a proibição das brigas de galo o então presidente sul-mato-grossense…, mas o povo?
Mais uma vez deixados de lado como já não é decorrente em Mato Grosso não é mesmo?

Por isso caros amigos e leitores do Blog do Valdemir, observem bem seus candidatos, tem gente por aí dizendo que não quer ser “Político”, mas quer ser “Prefeito de Cuiabá”.
O que é ser Prefeito?
Prefeito é um cargo político brasileiro que representa o chefe do Poder Executivo Municipal. A etimologia da palavra prefeito advém do latim praefectus e significa “posto acima dos outros”. Em Roma, os praefectus eram líderes dos diversos ramos da administração pública, e o mais importante era o praefectus urbi, o prefeito da cidade.
O que é ser um político?
É uma pessoa que influencia a maneira como a sociedade é governada. Essa definição inclui pessoas que estão em cargos de decisão no governo e pessoas que almejam a esses cargos tanto por eleição quanto por indicação.
A palavra política vem do grego “politikos”, que significa “para polis”. Sabendo que polis é cidade, podemos afirmar que política quer dizer “para cidade” ou “para o povo”. É daí que surge a ideia central de que o político é o representante do povo.
Pare e pense um pouco. Que tipo de pessoa você gostaria que fosse seu representante? Pessoas desrespeitosas? Que não sabem dialogar? Que não se envolvem ou mobilizam a comunidade para assuntos relevantes?
Pois é: o primeiro requisito básico para iniciar uma carreira política está relacionado com o desenvolvimento de qualidades comportamentais. Quem visa a um cargo público necessita ter poder de influência, além de saber dialogar e discursar.
O Boteco da Alameda pede truco! Como conduzir uma cidade fora da política? É o tipo de discurso que agrada aqueles que não sabem como o sistema político e eleitoral funciona, mas querem alguém que olhe em seus próprios olhos e diga que a partir do ano que vem vai ser tudo diferente.
Ou seja, é um discurso que vai sim conquistar votos e o Boteco da Alameda não tem dúvidas, mas, a questão é botar no papel as práticas daquilo que se promete, é preciso avaliar a competência e o controle emocional do seu candidato, principalmente se o dever do mesmo for conduzir a nossa Cuiabá.
Vamos esperar as próximas semanas, Cuiabá já viu discursos demagogos outras vezes, como acreditamos que também veremos desta vez nesta eleição municipal. Quem não se lembra do sotaque com direito a um “joinha”?
Será que vai dar certo? Segue o fluxo!

Por que eu quero ser prefeito?
A política em Cuiabá é complexa, repleta de desafios e armadilhas. A música de Raul Seixas e Cláudio Roberto, “Cowboy fora da lei”, embora repleta de ironia e humor, serve como um lembrete, sugerindo que nem todos os políticos merecem ser idealizados como heróis.
“Raulzito” convoca uma reflexão profunda sobre a realidade política na Terra de Marechal Rondon e nos adverte a não nos deixarmos envolver por ilusões.
Essa crítica, embora tenha sido entoado no passado, é atemporal e continua a ressoar de forma relevante, especialmente em uma era em que a transparência e a integridade política são mais necessárias do que nunca.
É hora de enfrentarmos o espelho da política com coragem e olhos abertos. Porque afinal, é como diz a canção; “Durango Kid só existem nos gibis”.
Alô pré-candidatos prestem atenção: o Boteco da Alameda após “As Convenções Partidárias”, pedirá aos então candidatos à Prefeitura de Cuiabá, que escrevam “de próprio punho”, as razões e os motivos por que desejam ser Prefeito de Cuiabá.
Vamos entregar uma folha padrão em branco com a pergunta; “Por que eu quero ser prefeito?” No alto, para que possam responder à questão proposta, falando de forma mais familiar e direta aos cuiabanos. Com o auxílio do velho papel em branco e da velha caneta.
Desta forma, cada um pode dar um toque pessoal a resposta, pela letra, pela estruturação do pensamento, pela ocupação do espaço em branco, escrevendo mais ou menos, pelo estilo, pelas ênfases, dirigindo-se de forma espontânea aos cuiabanos.
No alto do papel em branco, o lembrete oportuno: Cuiabá “É” de todos.

Convenções Partidárias
De acordo com o calendário da Justiça Eleitoral para as eleições de 2024, entre os dias 20 de julho e 5 de agosto é permitida a realização de Convenções Partidárias para deliberar sobre coligações e escolher candidatos e candidatas às Prefeituras, bem como ao cargo de vereador (a).
Definidas as candidaturas, as agremiações têm até o dia 15 de agosto para registrar os nomes na Justiça Eleitoral.
– O Partido Solidariedade realizou sua convenção e fechou a aliança com o União Brasil (UB), de Zé Edu Botelho.
– O PP, PSB e o PV, promovem seus encontros em 3 de agosto.
– PL, MDB, PT, Novo e União Brasil (UB), realizam as suas convenções no dia 5 de agosto.
Caros amigos e leitores do Blog do Valdemir, fazer a política do bem é a melhor expressão da “lei do ganha, ganha” e a melhor forma de ser cidadão.
Política
“O resultado foi um “desrespeito” à trajetória construída por Jayme ao longo de décadas”
O deputado estadual Eduardo Botelho (MDB), ex-integrante do União Brasil (UB), manifestou pesar pela derrota do senador Jayme Campos na convenção estadual da legenda, realizada na quinta-feira (30). Segundo o parlamentar, a decisão que retirou Jayme da disputa pelo Governo de Mato Grosso representa uma perda significativa para o cenário político estadual e desconsidera a trajetória construída pelo senador ao longo de décadas de atuação pública.
Ao comentar o resultado da votação interna, Botelho afirmou que Jayme Campos foi tratado de forma injusta pelo partido. Na avaliação do deputado, o senador sempre manteve uma postura municipalista, prestando apoio a lideranças políticas de diferentes regiões do Estado. Embora tenha evitado classificar o episódio como uma traição, Botelho definiu a condução do processo como um desrespeito à história política do parlamentar.
Durante a manifestação, o deputado ressaltou que Jayme Campos desempenhou papel decisivo na consolidação da carreira política do governador Mauro Mendes, atual presidente estadual do União Brasil. Conforme relatou, foi o senador quem apresentou o então empresário às lideranças do interior mato-grossense e contribuiu para ampliar sua inserção política dentro da legenda.
Botelho destacou que a atuação de Jayme Campos foi determinante para fortalecer as articulações partidárias em diversas regiões do Estado. Segundo ele, o senador abriu espaço para que Mauro Mendes construísse relacionamentos políticos estratégicos, fator que contribuiu para sua projeção e posterior ascensão aos principais cargos públicos de Mato Grosso.

Na avaliação do parlamentar, a ausência de Jayme Campos na disputa pelo Palácio Paiaguás reduz a pluralidade do debate político e enfraquece o processo eleitoral. Botelho descreveu o senador como uma liderança reconhecida pela capacidade de diálogo, pela experiência administrativa e pelo relacionamento consolidado com representantes de diferentes correntes políticas.
O deputado também afirmou que Jayme Campos sempre manteve uma atuação voltada ao atendimento das demandas dos municípios e ao fortalecimento das relações institucionais. Para Botelho, essas características consolidaram a imagem do senador como uma das principais referências políticas de Mato Grosso, razão pela qual sua exclusão da disputa causa impacto no ambiente político estadual.
A Convenção do União Brasil definiu, por meio de votação secreta, o posicionamento da sigla para as eleições ao Governo de Mato Grosso. A maioria dos convencionais decidiu apoiar a pré-candidatura do vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos), rejeitando a proposta de candidatura própria defendida por Jayme Campos.
Dos 51 convencionais aptos a participar da votação, 30 manifestaram apoio à aliança com Otaviano Pivetta, enquanto 19 optaram pela manutenção da candidatura de Jayme Campos. O processo registrou ainda um voto inválido e uma ausência, resultado que consolidou oficialmente a posição do partido para a sucessão estadual.
Com a definição da convenção, o União Brasil encerra um período de disputas internas e passa a concentrar esforços na construção da aliança em torno da candidatura de Otaviano Pivetta. A decisão modifica o cenário político mato-grossense e influencia diretamente as articulações entre partidos e lideranças para a formação das chapas que disputarão o comando do Executivo Estadual.
As declarações de Eduardo Botelho evidenciam que a derrota de Jayme Campos continua repercutindo entre importantes agentes políticos de Mato Grosso. Ao defender o legado do senador e criticar a condução do processo interno do União Brasil, o deputado reforça o debate sobre os impactos da decisão partidária para o equilíbrio político do Estado e para o desenvolvimento das próximas etapas da corrida eleitoral.
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