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DEPUTADO DEFENDE SABATINA PARA OS EDUCADORES

“Projeto de Lei tenta colocar mordaças nos educadores e retira a liberdade de cátedra dos professores”

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O Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep/MT) manifesta profunda preocupação com mais uma proposta de Projeto de Lei do deputado estadual Gilberto Cattani (PL/MT), que tramita na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) e busca alterar a Lei de Carreira dos Profissionais da Educação (LC 050/98). Considerado inconstitucional por invadir uma prerrogativa do Executivo Estadual, o projeto sugere medidas que ameaçam a liberdade de cátedra dos professores e restringem a autonomia docente.

O deputado estadual Gilberto Cattani em seu Projeto de Lei, defende sabatinas semestrais para os professores em todas as disciplinas, com testes de Língua Portuguesa, Matemática e área específica, impondo um desempenho mínimo de 70% como critério de continuidade na função. Para o Sintep/MT, esta medida é punitiva e demonstra desconhecimento sobre o papel educacional, pois promove um ambiente de trabalho de medo, onde a estabilidade do professor é ameaçada.

O Sintep/MT também ressalta ser histórico os projetos equivocados do deputado, como a instalação de detector de metais na entrada das escolas, semelhante ao que existe nas penitenciárias; seguido da proposta de armar a população feminina como medida de defesa contra bandidos.

Os projetos legislativos do deputado Cattani são bizarros e demonstram para os educadores seu ódio aos profissionais da educação e, de modo muito especial, aos professores e professoras da rede pública”, afirma a secretária de Assuntos Jurídicos do Sintep/MT, Maria Celma Oliveira.

Para o Sintep/MT, a proposta do deputado apresenta total desconhecimento, não apenas da função de legislador, mas principalmente do papel dos educadores.

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Entre os argumentos utilizados para sustentar a importância da formação e qualificação do professor e, de forma contraditória, cita a quem chamou de professor Olavo de Carvalho, um indivíduo sem formação acadêmica. Cita o sucesso dos índices de educação do Japão e ignora o investimento e até mesmo a valorização dos profissionais. Usa dados de índices de educação internacional e despreza as variáveis analisadas

O sindicato faz duras críticas a tentativa de interferência na liberdade de cátedra, direito fundamental que permite ao professor lecionar sem censura ou restrições indevidas. Para o Sintep/MT, o projeto busca controlar o conteúdo pedagógico e silenciar os educadores, impondo o medo e retirando a liberdade profissional.

O Sintep/MT conclui que a proposta reflete o despreparo do deputado para legislar em favor do interesse público e da educação de qualidade.

O sindicato espera que a Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT) rejeite a tramitação desse projeto, poupando tempo e recursos públicos em uma iniciativa inconstitucional e com prejuízos para as escolas do estado.

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Política

Pesquisa interna ditará rumo ao Palácio Paiaguás

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As movimentações internas no cenário político mato-grossense ganharam um novo componente estratégico com a decisão do Senador Jayme Campos (UB) de avaliar cientificamente o cenário eleitoral. O parlamentar busca mensurar a viabilidade de seu nome em uma futura disputa pelo comando do Poder Executivo Estadual.

Esta articulação de bastidores ocorre em meio a intensos debates no diretório de sua própria legenda e repercute diretamente na capital do estado, Cuiabá. A mobilização das lideranças partidárias e a contratação do levantamento de dados intensificaram-se nos últimos dias, consolidando as peças do xadrez político local.

A iniciativa visa sanar as incertezas sobre a aceitação popular do congressista perante os demais concorrentes que já se posicionam para o pleito majoritário. Com a coleta técnica de dados, o senador pretende basear suas próximas decisões em diagnósticos precisos, evitando desgastes ou aventuras eleitorais desnecessárias.

O próprio Senador Jayme Campos lidera pessoalmente essa estratégia de avaliação e coordena o direcionamento dos trabalhos institucionais junto ao mercado de pesquisas. A execução do levantamento amostral foi delegada a um instituto de consultoria estatística de renome nacional, cuja identidade é mantida sob reserva corporativa.

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A motivação para o investimento em um estudo dessa magnitude justifica-se pelo histórico político do parlamentar, caracterizado pela prudência e pela aversão a riscos calculados de forma empírica. O político busca compreender as reais demandas do eleitorado contemporâneo e identificar quais atributos são considerados indispensáveis para a gestão pública moderna.

A concretização da candidatura ao Palácio Paiaguás dependerá estritamente dos resultados apontados pelos relatórios finais desta pesquisa quantitativa e qualitativa de consumo interno. Os números finais servirão como fiel da balança para definir se o senador manterá a postulação ou se abrirá espaço para novas composições.

O processo de coleta de dados estruturado pelo instituto abrange entrevistas detalhadas, simulações de múltiplos cenários de votação e análise aprofundada dos índices de rejeição. Os pesquisadores buscam mapear minuciosamente o perfil ideal de governante desejado pela maioria dos cidadãos mato-grossenses nas diferentes regiões do estado.

O principal ponto de atenção e eventual obstáculo para o projeto reside na concorrência consolidada representada por nomes expressivos como o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) e o senador Wellington Fagundes (PL). Diante de adversários com forte apelo popular, o monitoramento de rejeição torna-se o indicador mais crítico para a viabilidade do plano governista.

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Caso os relatórios técnicos apresentem um indicativo desfavorável ou um “alerta vermelho” intransponível, o impacto imediato será o recuo estratégico do parlamentar. Nessa hipótese, Jayme Campos planeja construir uma saída política honrosa para retirar sua pré-candidatura antes mesmo da abertura oficial das convenções partidárias.

Os desdobramentos dessa sondagem interna devem orientar os próximos discursos públicos e as alianças que o União Brasil firmará nos próximos meses. O desfecho da pesquisa ditará o ritmo das negociações de bastidores, definindo se o grupo marchará unido ou se haverá uma fragmentação nas candidaturas ao Governo Estadual.

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