RETA FINAL DAS ELEIÇÕES MUNICIPAIS
Pinheiro registra prejuízo de R$ 3,2 milhões na campanha eleitoral de 2020
“Aqueles que vencem, não importa como vençam, nunca carregam vergonha“. Nicolau Maquiavel.
Sabadão, dia de descansar, reunir na casa do vovô, da vovó e chamar o papai, mamãe, reunir a família e analisar os efeitos políticos no mundo, para tentar encontrar respostas, para os fatos que vem acontecendo na terra de Pascoal Moreira Cabral.
Já analisou friamente os números de uma campanha eleitoral? Já pensou que é elevadíssimo o gasto? Agora internautas do Blog do Valdemir, queremos que você faça uma reflexão: qual o motivo que leva um candidato a gastar mais do que recebe em doações?
É…, pelo jeito tem agente político imaginando que o povo cuiabano tem preguiça de ler e, preferem ir ao sabor da mentira.
Mas, nunca é tarde, porque não é a primeira vez que nós (equipe do Blog do Valdemir e amigos internautas) desvendamos os bastidores e os mistérios de eleição e dos personagens.
Neste primeiro momento, fiquem atentos, não percam e, se você não faz parte da “imaginação do agente político”, divulguem nas suas redes sociais, imprima e guarde para conferir depois.
Em 2020, 67,8 mil cargos serão preenchidos pelas eleições municipais, sendo 5.570 prefeitos, 5.570 vice-prefeitos e aproximadamente 60 mil vereadores que darão as cartas nos municípios nos próximos quatro anos que serão escolhidos no dia 15 de novembro de 2020, por 211,8 milhões de brasileiros.
Os vereadores constituem as Câmaras Municipais, responsáveis pelo exercício do Poder Legislativo no âmbito municipal, e são eleitos através do voto proporcional em lista aberta.
Algumas estimativas publicadas na imprensa, com base em dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mostram que o Brasil terá este ano a eleição mais cara da sua história.
Quem gastou mais até agora foi…
Os candidatos podem ter a disposição o limite de R$ 10.257, 718, 66 para o primeiro turno. Já para o segundo turno, o limite de gastos legal, foi estipulado em R$ 4.103,087,66.
Pois muito bem…, faltando 8 dias para o pleito eleitoral 2020, os gastos realizados pelos 8 prefeitáveis, até o momento, seria preciso juntar o vencimento mensal de 5.700 trabalhadores que recebem o salário mínimo para pagar o que os candidatos a prefeitura de Cuiabá declararam como despesas de campanha.
Foram R$ 6.332,543,87 reais direcionados, principalmente para pagar a produção de programas de Rádio, Televisão e Vídeos para a Internet.
Entre o maior gastador destaca Emanuel Pinheiro do MDB que já desembolsou R$ 4,2 milhões, e, nos últimos dias vem aumentando o investimento. O alcaide cuiabano tenta, garantir sua participação no segundo turno, tendo em vista que está oscilando nas pesquisas de intenção de voto.
O atual prefeito cuiabano já acumula uma dívida R$ 3,3 milhões, uma vez que até o momento arrecadou apenas R$ 843 mil reais.
E tenha certeza internautas, a tendência é de que estes gastos nesta reta final cheguem em torno dos R$ 7, 8 milhões.
Conforme o sistema de prestação de contas da Justiça Eleitoral, o candidato à reeleição gastou R$ 1 milhão com produção de programas eleitoral.
O incrível é que: Emanuel chegará ao patamar de gasto no valor de R$ 7,8 milhões e não conseguirá angariar R$ 900 mil reais.
O MDB é o maior financiador da campanha do alcaide cuiabano. A sigla já liberou R$ 620,9 mil reais, já o PTB investiu R$ 10 mil reais. O PTB injetou só isso nesta eleição?
Mas, o bonito na campanha de Emanuel Pinheiro é a amizade, o companheirismo, a lealdade dos seus integrantes e ex-integrantes do primeiro escalão municipal, já fizeram uma contribuição para a campanha do atual chefe. Chega a nos emocionar está amizade.
Nota da redação
Apesar de estar em uma disputa equilibrada, o que nos chama é a diferença dos gastos dos candidatos:
– Emanuel Pinheiro gastou em 37 dias de campanha, R$ 4,2 milhões. O gestor emedebista também tem a maior coligação da capital, com a chapa “A Mudança Merece Continuar” (MDB,PV,PP,PSDB,PSB,PL,PTC,PCdoB,PMB,PTB,SD e Republicanos).
– Roberto França da Coligação “Todos por Cuiabá”, encabeçada pelo radialista e ex-prefeito da capital por duas vezes do Patriota, com 37 dias de campanha teve gasto de R$ 938 mil reais.
– Gisela Simona Viana da coligação da advogada “Mãos limpas e unidas por Cuiabá” do PROS, com 37 dias R$ 818 mil.
– Abílio Junior que está na Coligação “Cuiabá para Pessoas” do Podemos, com 37 dias R$ 216 mil.
– Julier Sebastião do Partido dos Trabalhadores (PT), da coligação denominada “Quem defende você é o PT”, com 37 dias de campanha R$ 166 mil.
E para encerramos, vamos de Maquiavel.
“Uma mudança deixa sempre patamares para uma nova mudança“.
Política
“Quando o ódio às mulheres deixa a internet, entra nas universidades”
“O que aconteceu dentro da Faculdade de Direito da UFMT não é apenas mais um episódio de misoginia universitária. É um retrato brutal de como a violência contra a mulher continua sendo banalizada até mesmo em ambientes que deveriam formar consciência, ética e civilidade“.
Disse à imprensa e em suas redes nesta quinta-feira (07),a diretora-executiva do União Mulher em Mato Grosso e presidente do União Brasil em Cuiabá, Gisela Simona, ao reagir com profunda indignação à divulgação de uma lista produzida por estudantes que classificava calouras do curso de Direito da UFMT como “estupráveis”.
Para Gisela, quando o ódio às mulheres chega às universidades, então a sociedade tem a obrigação de reagir antes que a violência simbólica se transforme em violência física e, pior, seja naturalizada.
“Causa profunda indignação este episódio envolvendo alunos do curso de Direito da UFMT que produziram uma lista classificando colegas calouras como estupráveis. Não existe qualquer espaço para banalizar um ato como esse. Isto não é brincadeira, não é humor universitário, nem sequer pode ser observado como exagero de interpretação. Esta lista é literalmente um ato de violência, porque pressupõe a aceitação do estupro. É a reprodução de uma cultura cruel que humilha mulheres, incentiva a misoginia e normaliza o medo dentro de um ambiente que deveria ser de acolhimento, respeito e formação cidadã”, afirmou.
A manifestação da dirigente ocorre em meio à forte repercussão do caso, que provocou revolta entre estudantes e levou centenas de universitários a protestarem no Campus da UFMT, em Cuiabá, com cartazes e manifestações públicas de repúdio. O conteúdo veio à tona após denúncia do Centro Acadêmico de Direito (CADI/UFMT), que divulgou nota cobrando providências institucionais e acompanhamento rigoroso das investigações.
Após a repercussão, a Faculdade de Direito instaurou procedimento administrativo para apurar as condutas atribuídas aos envolvidos. A reitoria da UFMT também determinou o afastamento dos estudantes investigados.
Para Gisela Simona, contudo, a gravidade do episódio ultrapassa os limites de uma infração disciplinar universitária, pois expõe um nível alarmante de naturalização da violência sexual contra mulheres jovens.
“O estupro é um dos crimes mais brutais que existem e deixa marcas permanentes em suas vítimas. Transformar isso em piada revela um nível assustador de desrespeito à dignidade humana e à segurança das mulheres. Nenhuma estudante entra numa universidade para ser exposta, constrangida ou tratada como objeto”, ainda declarou.
E ao cobrar rigor nas apurações e punição exemplar aos responsáveis, Gisela também fez um movimento que ampliou a dimensão humana do debate ao relacionar o caso da UFMT a uma tragédia que ocorreu esta semana na capital mato-grossense: a morte da cantora de rock, Vanessa Capelette.
A conexão entre as duas histórias não foi construída apenas pela coincidência temporal. Mas pelo elo invisível e devastador que une mulheres marcadas pela violência sexual e pelo abandono emocional que frequentemente vem depois dela.
Ao comentar o caso, Gisela citou a repercussão do relato feito nas redes sociais pela cantora e compositora cuiabana Meire Pinheiro, que lamentou publicamente a morte de Vanessa. Em publicação emocionante, Meire relembrou a participação de Vanessa no projeto audiovisual “Viver Cultura”, realizado por meio da Lei Paulo Gustavo, ocasião em que a artista revelou ter sido vítima de estupro cometido por um padre, posteriormente preso sob acusações de abusos contra centenas de crianças.
Segundo relatos de pessoas próximas, Vanessa jamais conseguiu se libertar completamente das marcas emocionais deixadas pela violência sofrida na infância. As cicatrizes atravessaram décadas, afetaram sua saúde mental e, silenciosamente, corroeram sua relação com a própria vida.
Para Gisela, faz-se necessário ampliar o debate sobre as graves sequelas que o estupro deixa na vida de uma pessoa. Sobretudo, quando se observa o crescimento dos movimentos extremistas conhecidos como Red Pill que têm dado sinais claros de infiltração também dentro de ambientes universitários de Mato Grosso.
“Estamos falando de um trauma psicológico que destrói sonhos, destrói a saúde mental e, muitas vezes, destrói inteiramente o projeto de vida de uma pessoa. O estupro não termina no ato. Ele continua vivendo dentro da vítima por anos, às vezes pela vida inteira. Por isso precisamos deslocar o debate do terreno superficial das redes sociais para uma discussão muito mais profunda e mostrar uma sociedade que ainda insiste em minimizar violências que podem acompanhar mulheres até o fim da vida, inclusive, fazê-las desistir dela“.
Para a parlamentar, episódios como o da UFMT demonstram que Mato Grosso precisa enfrentar de forma mais séria o avanço de discursos misóginos que se espalham pelas redes sociais e passam a influenciar comportamentos concretos no cotidiano.
“Quando o ódio às mulheres deixa a internet, entra nas universidades, e se alastra no tecido social, temos obrigação de reagir”.
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