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DIÁLOGO ENTRE GOVERNO E PREFEITURA

Pinheiro defende interlocução entre Municípios e Estado no enfrentamento à “Covid-19”

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Durante a videoconferência que aconteceu com vários gestores municipais, promovida pela Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM). O Prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), defendeu que haja um constante diálogo entre as prefeituras e o Governo do Estado de Mato Grosso no enfrentamento ao novo “Coronavírus“, a “Covid-19“.

Mato Grosso é formado por 141 município e é extremamente importante ter essa interlocução com o governo estadual. Estamos vivendo um momento que pegou todos de surpresa, que exige muito equilíbrio e responsabilidade no enfrentamento dessa situação. Não é um momento de pensar política, em eleição, mas sim de união para proteger as pessoas e salvar vidas”, comentou Pinheiro.

O prefeito destacou ainda que Cuiabá é uma cidade referência e, por diversas vezes, o amparo da saúde estadual. De acordo com ele, além da Covid-19, a estrutura da Capital tem que conseguir atender milhares de pacientes com outras patologias, o que acaba sobrecarregando o sistema. Nessa linha, Pinheiro defendeu a necessidade das prefeituras se ajudarem, principalmente neste período.

É importante que possamos, via AMM que é a nossa instituição representativa, dar as mão e ver como o interior pode contribuir para o enfrentamento à “Covid-19“. Fui deputado estadual por quatro mandatos e sei que cerca 80% do nossos município são de pequeno e médio porte. Mas, sei também da força, o vigor a importância do municipalismo. É preciso existir a união de todos por um bem comum, por Mato Grosso”, completou.

A reunião, conduzida pelo presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios, Neurilan Fraga, teve como objetivo discutir estratégias e ações integradas de combate à pandemia nos municípios. A ideia é que as medidas já aplicadas pelos gestores, juntamente com as recomendações das entidades de saúde, sirvam como base para um planejamento que consiga alcançar todo território mato-grossense e, de forma eficiente, combater a propagação do vírus.

Tivemos um crescimento no número de contaminados nas últimas semanas e precisamos ter um trabalho integrado nesse combate. O prefeito Emanuel Pinheiro demonstrou essa preocupação, pois isso termina atingindo também Cuiabá e solicitou essa reunião. É um momento difícil, pois ele apresenta problemas de ordem sanitária e também financeira, por consequência da pandemia”, pontua Fraga.

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Política

Invasão cibernética na Saúde alimenta embate político em Mato Grosso

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Um sofisticado incidente cibernético violou a infraestrutura tecnológica da Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso (SES-MT), deflagrando uma crise institucional que mobiliza o Poder Executivo e a Assembleia Legislativa Mato-grossense (AL/MT). O episódio, classificado tecnicamente como uma “invasão hacker”, desestabilizou a percepção de segurança dos sistemas governamentais e gerou imediata repercussão no cenário político local. O evento expõe a vulnerabilidade digital da administração pública frente a ameaças externas cada vez mais ousadas e coordenadas.

Os alvos diretos e indiretos dessa ação criminosa envolvem a própria Secretaria de Saúde, responsável pelo gerenciamento de dados assistenciais, e a Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (ALMT), que atua como órgão fiscalizador. O presidente do Parlamento Estadual, deputado Max Russi (Podemos), assumiu o protagonismo institucional ao externar profunda preocupação com o ocorrido, enquanto a equipe técnica da pasta de Saúde e os investigadores da Polícia Civil desdobram-se para mitigar os danos colaterais e identificar os autores do ataque.

As consequências imediatas do ataque cibernético resultaram no impacto restrito a um volume inferior a 1 Terabyte (TB) de informações do acervo digital da pasta, o qual acabou sendo integralmente recuperado por meio de sistemas de contingência e redundância. No entanto, o desdobramento mais crítico manifestou-se no plano político, manifestado pelo temor de que o apagão de dados pudesse inviabilizar o fornecimento de documentos essenciais para os trabalhos de fiscalização parlamentar em andamento na capital do estado.

O epicentro do incidente localiza-se nos servidores centrais da Secretaria de Saúde, situados no Centro Político Administrativo de Cuiabá, irradiando seus efeitos institucionais diretamente para o Palácio Paschoal Moreira Cabral, sede do Poder Legislativo Mato-grossense.

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A proximidade geográfica e administrativa dessas instituições amplificou o eco do debate sobre a eficiência da infraestrutura tecnológica pública estadual, transformando a capital mineira-mútua do Agronegócio em um palco de intensas cobranças governamentais.

A identificação original do ataque digital ocorreu em meados de março de 2026, porém o ápice do tensionamento institucional consolidou-se nesta quarta-feira, 3 de junho, durante uma sessão coletiva de imprensa convocada pelo presidente da Casa de Leis. O momento cronológico do anúncio revelou-se extremamente sensível, por coincidir exatamente com a fase de instalação e estruturação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) destinada a investigar a gestão da Saúde Pública no Estado.

A motivação presumida por trás da ação criminosa assume contornos ambíguos, dividindo-se entre a tentativa de extorsão financeira, prontamente rechaçada pelo Executivo, que negou qualquer pagamento de resgate, e a suspeita de sabotagem política. Parlamentares mais incisivos levantaram a hipótese de que a invasão visava ocultar passivos administrativos, embora a liderança do Legislativo tenda a encarar o episódio como uma nefasta coincidência oportunista que se aproveitou de fragilidades estruturais do sistema.

As justificativas técnicas apresentadas pela Secretaria de Saúde fundamentam-se na robustez de seus protocolos de segurança da informação, os quais permitiram o restabelecimento célere das atividades institucionais sem prejuízo ao atendimento da população. Por sua vez, a justificativa para a reação veemente do Parlamento baseia-se no dever constitucional de fiscalização, sustentando que qualquer instabilidade em bancos de dados governamentais representa uma ameaça direta à transparência e à estabilidade social.

O método operacional utilizado pelos criminosos consistiu na quebra de barreiras digitais de criptografia para acessar a rede interna da secretaria, seguido de uma suposta exigência financeira ilegal que acabou ignorada pelas autoridades. Do lado institucional, o método de resposta envolveu o acionamento imediato da Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos e Cibernéticos (DRCI) para subsidiar a investigação criminal, além do anúncio de auditorias nos sistemas redundantes do Estado.

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Os desdobramentos futuros desse imbróglio apontam para uma inevitável reformulação nas políticas de investimentos em segurança cibernética de Mato Grosso, com pressões para o fortalecimento da Empresa Pública de Tecnologia da Informação (MTI). Além disso, a Mesa Diretora do Legislativo garantiu que a comissão investigativa requisitará auditorias independentes para assegurar que nenhum dado relevante tenha sido permanentemente suprimido ou mascarado durante o período em que o sistema esteve vulnerável.

As perspectivas de encerramento do caso dependem agora do avanço do inquérito policial e da capacidade de o Estado demonstrar que seus mecanismos de salvaguarda digital são invioláveis contra futuras incursões. O presidente da Assembleia Legislativa assegurou que as investigações da CPI não sofrerão paralisações ou entraves técnicos, visto que os mecanismos de armazenamento externo garantirão o fluxo contínuo de provas, blindando o processo político contra interferências do crime virtual.

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