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ESTRATÉGIAS, ACOROS E ARRANJOS DA POLÍTICA

Peças no tabuleiro: palanques, movimentos e a jogada decisiva

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Com as semanas por conta de feriados e pontos facultativos, já podemos considerar abril como encerrado e a partir de 4 de maio (segunda-feira) estaremos a cinco meses das eleições na Terra de Rondon.

Não é o correto e pouco produtivo. Ao contrário, a antecipação do debate, via pré-candidaturas, joga em desfavor. Afinal, os temas de interesses do meu “QUERIDO”, “LINDO” e “MARAVILHOSO” Estado de Mato Grosso são escanteados e dão lugar às estratégias, arranjos, acordos e tudo o mais que leve a um único propósito: a melhor condição no palco do 4 de outubro.

A bem da verdade não se trata do maio que se aproxima ou de abril que se despede.

Trata-se de temática que vem de longe e, senão antes, percorreu o ano de 2025 inteiro. Aliás, é comum no meu “QUERIDO” Mato Grosso, o vencedor do pleito tomar posse num dia e no seguinte já mirar na próxima eleição.

Lógico, apesar do calendário estabelecer que os registros de candidaturas ocorram a partir de 25 de julho, com a propaganda eleitoral começando em 16 de agosto, na prática de forma mais ou menos disfarçado, não é assim que funciona.

Então lá vai a primeira do Boteco da Alameda, nessa segunda-feira abençoada: seria aceitável que os nomes fossem colocados ou cogitados com razoável antecedência, até mesmo para avaliação do eleitor.

Contudo, todavia, porém, a massificação das pesquisas de intenções de votos entre 1 e 2 anos antes, tomam forma irresponsável e ponto.

Logo, quaisquer observações e analises devem seguir o cenário tal como apresenta.

Entretanto, se liga: é relevante registrar que enquanto o voto não for inserido na urna é certo.

Quer saber o motivo? As pesquisas erram e retrata o momento, não o futuro.

Quer mais? Até agosto, não há certeza quanto e quem poderá entrar ou sair do páreo.

Agora, o mais importante: tem a questão do eleitor. Uma parte está convicta sobre quem vai votar. Outra, tem dúvidas. Outra, ainda, pode mudar o voto a qualquer momento, inclusive de frente a urna.

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Por isso é que se diz que, eleição e jogo de futebol não se ganha nem se perdem em véspera de jogo.

Até no último segundo da prorrogação tudo pode mudar.

Segue o fluxo!

Jogada decisiva

A disputa da direita, está longe de ser pacificada, e o risco de fragmentação é real.

E, é aqui que entra a jogada decisiva do xadrez político de 2026 na Terra de Rondon, com amplas possibilidades de duas peças do tabuleiro se viabilizar eleitoralmente: Jayme Campos e Max Russi.

Se a peça de Vadjú mudar de casa e o branquelo de Jaciara intensificar os movimentos, o tabuleiro inteiro se reorganiza.

Não seria apenas um gesto eleitoral, mas a senha da governabilidade. Pegou a dica do Boteco da Alameda ou quer que desenhe?

O Boteco vai falar

É meus caros amigos e leitores do Blog do Valdemir, hoje o núcleo duro do Boteco da Alameda, vai passar por um partido que já foi hegemônico com grandes lideranças, conhecido pela expressão “manda brasa”. Saudade da época em que a sigla era “senhor de seu destino”, em vez de coadjuvante.

A verdade é perturbadora, mas é a verdade. E o que dirá a sua grandiosa militância? O fato é que os sinais estão aí.

Então vamos pra cima, já que maio está chegando e conversas diretas é com o Boteco da Alameda, sem filtro como tem que ser, MDB: o passageiro da agonia…

Os emedebistas vivem um daqueles momentos em que a história exige uma decisão.

As investidas do ex-governador Mauro Mendes (UB), deixou de ser movimentos de bastidores e se tornaram gestos públicos, explícitos.

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Mauro Mendes não esconde mais a sua estratégia de desarticular a pré-candidatura da emedebista, a Mulher Maravilha.

O recado doHomem de Ferroestá semana, mais uma vez reforça: só resta aliança com o Senador Jayme Campos. Wellton Fagundes depende de Bolsonaro que tem preferência por Medeiros. Pivetta tem a preferência por Mauro Mendes. A Natasha Slhessarenko por Carlos Fávaro. Então…

Mesmo assim aMulher Maravilha seguirá tentando até o limite, buscando montar uma aliança que a coloque na eleição como imbatível.

Mesmo que o preço seja uma candidatura “solo”. O fato é que os emedebistas são obrigados a discutir novamente o seu rumo. Afinal, até quando o partido aceitará ser coadjuvante de conveniência eleitoral de alguns caciques emedebistas em trocas de cargos?

Pois esse foi o único motivo para entrada do MDB no Governo. Esse cenário, com certeza, tem provocado na militância um forte saudosismo de um MDB protagonista, de um partido com lideranças que jamais deixaram a maior legenda orgânica do estado ser humilhada em praça pública sem reagir.

Foram várias lideranças que moldaram a política mato-grossense. E não é que hoje o MDB não tenha importantes quadros; isso o partido tem, mas falta atitude para exigir um tratamento mais condizente com a sua história.

Pega a visão: ao permanecer como coadjuvante, o MDB deixou de ser o senhor do seu próprio destino.

Tornou-se dependente da conveniência eleitoral e terá de lidar com a possibilidade concreta de ser defenestrado da majoritária. Não é exagero algum, num cenário como esse, projetar um possível futuro amargo com o partido fora do jogo, algo imaginável alguns anos atrás.

Pronto, o Boteco da Alameda falou sem filtro como tem que ser.

Segue o fluxo!

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Política

O “Eclipse Político” de Mato Grosso do “Ocaso” de Eduardo Botelho

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A cena política mato-grossense testemunhou, nos últimos dias, um rearranjo de forças que redefine as pretensões eleitorais para os próximos ciclos de votação no Estado de Mato Grosso. A visita estratégica do senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL/RJ) funcionou como um catalisador de atenções, consolidando apoios definitivos aos pré-candidatos do Partido Liberal (PL) ao Governo e ao Senado Federal.

Este movimento não apenas fortaleceu a ala direitista na região, mas também impôs um isolamento tático a figuras proeminentes da política local, como o ex-governador Mauro Mendes (UB) e o atual governador Otaviano Pivetta (Republicanos), que se viram preteridos em meio às articulações do “Clã Bolsonaro”.

A ofensiva do parlamentar fluminense ocorreu em um momento de vulnerabilidade das coalizões tradicionais, estabelecendo um novo paradigma de fidelidade partidária em solo mato-grossense. Ao “lacrar” o apoio aos nomes da legenda liberal, Flávio Bolsonaro enviou uma mensagem inequívoca sobre as prioridades da sigla para 2026, desprestigiando antigos aliados que ocupam o Palácio Paiaguás. A manobra política foi executada com precisão, visando garantir que o estado, reconhecido por sua força no Agronegócio e pelo perfil conservador, permaneça como o principal baluarte de sustentação para o projeto presidencial que a direita pretende reapresentar ao eleitorado brasileiro.

O protagonismo exercido pelo senador nas últimas semanas acabou por “ofuscar” o que muitos analistas previam ser o “momento de domínio” do deputado estadual Eduardo Botelho (MDB). Caso a visita do presidenciável não tivesse ocorrido sob tais circunstâncias, o parlamentar emedebista teria centralizado as atenções da imprensa e dos demais atores políticos, dado o peso de sua trajetória e a relevância de seu partido na Assembleia Legislativa.

Entretanto, contudo, todavia, o brilho da agenda bolsonarista relegou Eduardo Botelho a um papel secundário, um fato que, dada a magnitude das figuras envolvidas, promete ser rememorado por muitos anos como um ponto de inflexão na carreira do deputado.

O parlamentar emedebista por sua vez, enfrenta um dos períodos mais complexos de sua trajetória pública após a derrota sofrida na disputa pela Prefeitura de Cuiabá nas eleições de 2024. O parlamentar, que chegou ao pleito com expectativas elevadas, viu o capital político esvair-se diante de um eleitorado que optou por outras alternativas de gestão.

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A análise técnica do desempenho eleitoral revela que a tentativa de transferir a responsabilidade pelo insucesso a agentes externos e conjunturas desfavoráveis não encontrou ressonância na opinião pública, que atribui o resultado a fatores intrínsecos à condução da própria campanha e ao desgaste acumulado.

Em declarações recentes que geraram repercussão nos bastidores, o emedebista atribuiu o revés a uma série de fatores alheios à sua estratégia, eximindo-se de uma autocrítica direta sobre as falhas operacionais e discursivas de sua candidatura. Essa postura de culpabilização de terceiros é vista por cientistas políticos como uma tentativa infrutífera de justificar um desempenho que ficou aquém das projeções iniciais do partido. O movimento de Botelho para preservar sua imagem acabou, ironicamente, acentuando as fragilidades de sua liderança no momento em que ele mais necessitava de coesão para projetar voos mais altos no cenário estadual.

A situação do deputado estadual agravou-se com as manifestações de Mauro Mendes, que pontuou, à época do pleito, que sua própria gestão estadual ostentava altos índices de aprovação popular. O contraste entre a popularidade do governador e a derrota de Botelho na capital sugeriu que o problema não residia no alinhamento institucional, mas sim na recepção do nome do parlamentar junto aos munícipes cuiabanos.

Mendes, ao destacar a eficiência de sua administração, indiretamente isolou o deputado na narrativa da derrota, deixando claro que o capital político do governo não foi capaz de salvar uma candidatura que já apresentava sinais claros de exaustão.

O desgaste sofrido por Eduardo Botelho durante o período eleitoral de 2024 é classificado por observadores como uma mácula indelével em seu currículo político, alterando a percepção de sua invencibilidade em disputas majoritárias. A dificuldade em aglutinar as forças do centro e da direita moderada abriu espaço para que o PL, sob a batuta de Flávio Bolsonaro, ocupasse o vácuo de liderança deixado pelo emedebista.

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Essa lacuna de “PODER” foi rapidamente preenchida por discursos mais polarizados, que dialogam diretamente com os anseios de uma parcela significativa da população que hoje rejeita as velhas articulações de bastidores.

A dinâmica observada em Mato Grosso reflete uma tendência nacional de nacionalização das disputas locais, onde o endosso de figuras presidenciáveis possui mais peso do que alianças regionais consolidadas. O desprestígio imposto a Pivetta e Mendes pela comitiva bolsonarista demonstra que a lealdade ideológica será o critério preponderante nas próximas seleções de candidatos. Nesse cenário, políticos que baseiam sua atuação no equilíbrio entre diferentes forças, como é o caso de Botelho, encontram cada vez menos espaço para manobrar sem uma definição clara de espectro político, sob o risco de serem engolidos por ondas de renovação.

O impacto da visita de Flávio Bolsonaro e o consequente esvaziamento da influência de Botelho reconfiguram o tabuleiro para as eleições de 2026. A tendência é que o PL busque candidaturas puras ou coligações onde detenha a primazia do comando, reduzindo a margem de negociação para legendas como o MDB e o Republicanos no estado. A consolidação dessa hegemonia direitista coloca em xeque a longevidade das lideranças tradicionais que dominaram a política mato-grossense na última década, forçando-as a uma reavaliação profunda de suas bases de apoio e de seus métodos de interlocução com a sociedade civil.

Conclui-se que o atual panorama político de Mato Grosso é marcado pela sobreposição do simbolismo nacional sobre as urgências regionais. A história registrará este período como o momento em que o pragmatismo de Eduardo Botelho colidiu com a força ideológica do bolsonarismo, resultando em um cenário de isolamento para o parlamentar. Enquanto o PL celebra a estruturação de seus palanques com o aval do senador Flávio Bolsonaro, os demais atores políticos do estado buscam formas de recuperar a relevância perdida, cientes de que os erros cometidos em 2024 poderão ecoar nas urnas por muito tempo.

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