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POSTULANTES AO CARGO DE PREFEITO DE CUIABÁ

Partidos ainda vão definir nomes que irão aparecer nas urnas de 2024

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Com o avanço do calendário eleitoral, os partidos e possíveis postulantes já se movimentam para as eleições municipais de 2024. Apesar de já haver candidatos a Prefeito de Cuiabá, ainda não houve definição por parte das legendas sobre quem serão os nomes que vão aparecer nas urnas.

A renovação no comando da capital é obrigatória, uma vez que o atual Prefeito da Capital de todos os mato-grossenses, Emanuel Pinheiro (MDB), cumpre o segundo mandato. Por isso, a aliança com seu grupo político tem sido considerada valiosa pelos futuros concorrentes.

Outro fator que fomenta a incerteza do cenário atual é que as siglas têm que equacionar os anseios de seus candidatos com as alianças políticas, o que envolve não só os acordos por apoio, mas também os pactos formais das federações formadas em 2022, e que ainda valem para a disputa municipal.

Na Federação Brasil da Esperança, que agrega PT, PV e PCdoB, pelo menos 3 nomes disputam internamente quem será o cabeça de chapa: o vice-prefeito José Roberto Stopa (PV), a dex-deputada federal Rosa Neide (PT), e o deputado estadual Lúdio Cabral (PT).

Recentemente, o Partido dos Trabalhadores (PT), escolheu em uma previa, o nome do deputado estadual Ludio Cabral, na época, a ex-deputada Rosa Neide não apresentou sua chapa para concorrer. Acabou com isso sendo escolhido Ludio Cabral. Logo após, o presidente estadual do PT em Mato Grosso, Valdir Barranco, afirmou que ex-deputada federal Rosa Neide (PT) “está no páreo” para a disputar a pré-candidatura da Federação Brasil da Esperança (PT, PV e PCdoB) à Prefeitura de Cuiabá.

Valdir Barranco, disse que a decisão do Diretório Municipal de Cuiabá que escolheu o deputado Lúdio Cabral (PT) como pré-candidato é nula. Segundo Barranco, resolução da agremiação divulgada em setembro de 2023, estabelece que nas capitais e em cidades com mais de 100 mil habitantes a indicação dos nomes será da cúpula nacional. Ou seja, todo o processo liderado pelo grupo de Lúdio que promoveu votação entre os filiados e o consagrou como “cabeça da chapa” não tem validade.

A definição dos nomes para concorrer a cadeira numero 1 da Prefeitura de Cuiabá deve ocorrer até 5 de agosto, quando termina o prazo para escolha de candidatos em convenção partidária.

O impasse também se repete no campo da direita. Pelo União Brasil, ao menos dois postulantes se colocam como pré-candidatos ao Palácio Alencastro: o atual presidente da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT), José Eduardo Botelho, e o deputado federal licenciado e hoje secretário da Casa Civil de Mato Grosso, Fábio Paulino Garcia. A legenda ainda vai definir quem será lançado ao pleito.

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Quem também pode disputar votos na ala mais à direita é o polêmico deputado federal Abílio Jaques Brunini (PL). O partido do ex-presidente Jair Bolsonaro, contudo, ainda não definiu oficialmente quem será o candidato da legenda.

Abílio Brunini (PL)

Abílio Brunini, 39 anos, nasceu em Cuiabá (MT). Graduado em arquitetura, trabalhou como arquiteto e designer. Em 2016, se lançou a vereador da capital mato-grossense e conquistou a vaga pelo PSC. Em 2022, foi o segundo mais votado do estado para deputado federal, quando recebeu 87 mil votos, atrás apenas de Fábio Garcia. Abílio Brunini se coloca como pré-candidato à prefeitura de Cuiabá nas eleições municipais de 2024, mas o PL ainda fez um anúncio oficial.

Eduardo Botelho (UB)

Eduardo Botelho, 64 anos, nasceu em Nossa Senhora do Livramento (MT). É graduado em engenharia elétrica e fez carreira como servidor público. Em 2013, decidiu ingressar na política partidária e se filiou ao PSB. No ano seguinte, foi eleito deputado estadual, e reeleito em 2018 e em 2022. Atualmente, é presidente da Assembleia Legislativa. Eduardo Botelho se coloca como pré-candidato à Prefeitura de Cuiabá nas eleições municipais de 2024.

Fábio Garcia (UB)

Fábio Garcia, 46 anos, é natural de Brasília (DF). Formado em engenharia civil, foi diretor da Federação das Indústrias do Mato Grosso (FIEMT). Atuou também na administração pública como secretário de governo em Cuiabá (2013), na gestão de Mauro Mendes (PSB). Foi eleito deputado federal em 2014 e 2022. No último pleito, foi o mais votado do estado: 98,7 mil votos. Está licenciado do mandato para exercer a chefia da Casa Civil de Mato Grosso, novamente sob a gestão de Mendes. Agora Fábio Garcia deve ser candidato a prefeito de Cuiabá nas eleições municipais de 2024.

José Roberto Stopa (PV)

José Roberto Stopa, 59 anos, nasceu em Fernandópolis (SP), mas mudou-se para Cuiabá aos 19 anos. Graduado em geografia, trabalhou como professor e diretor em escolas públicas. Ocupou cargos no Executivo, comandou a secretaria de Serviços Urbanos, e, atualmente, é secretário de Obras. É vice-prefeito de Cuiabá. José Roberto Stopa se coloca pré-candidato a prefeito de Cuiabá nas eleições 2024, mas a federação que agrega também o PT e o PCdoB ainda vai definir o nome para a disputa da prefeitura.

Lúdio Cabral (PT)

Lúdio Cabral, 52 anos, é natural de Rio Verde (GO), mas ainda criança se mudou com a família para Cáceres (MT). Em 1996, se formou em medicina, período em que se engajou no movimento estudantil. Depois de formado, trabalhou como médico sanitarista. Em 2004, foi eleito vereador por Cuiabá, e reeleito em 2008. Disputou a prefeitura e o governo nas eleições seguintes, mas foi derrotado. Em 2018, chegou à Assembleia Legislativa, e agora está no segundo mandato como depurado estadual. Lúdio Cabral foi escolhido como pré-candidato a prefeito de Cuiabá nas eleições municipais de 2024 pelo diretório local do PT, mas a decisão precisa ser aprovada pelo diretório nacional e pela federação.

Rosa Neide (PT)

Rosa Neide Sandes de Almeida é professora e política brasileira, ex-deputada federal pelo Partido dos Trabalhadores do Mato Grosso. Formada em pedagogia e Mestre em Educação pela Universidade Federal de Mato Grosso. Hoje, atual diretora Administrativa, Financeira e de Fiscalização da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Ressaltou, contudo, seu desejo de não provocar desavenças no Partido dos Trabalhadores (PT), enfatizando seu compromisso com a manutenção da harmonia na Federação partidária. E confirmou sua pré-candidatura à Prefeitura de Cuiabá em 2024.

Reginaldo Teixeira (Novo)

Mais um pretendente à Prefeitura de Cuiabá, anuncia sua pré-candidatura e, com isso, pode acirrar a disputa. Trata-se do empresário Reginaldo Teixeira, 49, que atua no ramo de energia. Ele é filiado ao Partido Novo e caso leve adiante sua postulação, será a primeira vez que ingressa nas lides políticas e partidárias como candidato. O empresário foi lançado após a realização da escolha, com aprovação de dirigentes e as bases da sigla. Na ocasião, ele disse que não teme enfrentar adversários estruturados, experientes em campanhas eleitorais e com o poder da máquina pública.

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Política

Galvan denuncia “suposto” esquema de devolução de Emendas Parlamentares e cobra fiscalização

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O debate sobre a destinação e a execução das Emendas Parlamentares voltou ao centro das discussões políticas em Mato Grosso após declarações do pré-candidato ao Senado Federal Antônio Galvan, do Avante. Segundo ele, o modelo atual de distribuição desses recursos tem gerado distorções que comprometem a aplicação do dinheiro público e enfraquecem investimentos considerados essenciais para a população.

A denúncia foi apresentada por Galvan durante manifestações públicas realizadas em 2026, período em que os gastos federais com emendas parlamentares ultrapassaram a marca de R$ 1,5 bilhão. De acordo com os dados mencionados pelo pré-candidato, o volume de recursos liberados neste ano já representa o dobro do registrado no mesmo período do ano anterior.

As declarações concentram-se principalmente em municípios do interior de Mato Grosso, onde, segundo o político, prefeitos e ex-prefeitos relataram situações envolvendo a liberação de recursos oriundos de Emendas Parlamentares. O assunto ganhou repercussão por envolver diretamente a gestão municipal e a aplicação de verbas destinadas a obras e serviços públicos.

Conforme relatado por Galvan, alguns gestores municipais estariam sendo pressionados a devolver parte dos valores recebidos por meio das emendas. A prática foi classificada por ele como Lei do Retorno, expressão utilizada para descrever uma suposta exigência de repasse de recursos a terceiros como condição para a liberação das verbas destinadas aos municípios.

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Segundo o pré-candidato, os percentuais que seriam exigidos variariam entre 30% e 50% dos valores encaminhados pelas emendas parlamentares. Ainda de acordo com seu relato, haveria prefeitos que optaram por não receber determinados recursos justamente por não concordarem com as supostas condições impostas para a sua liberação.

Galvan afirmou que essa dinâmica acabaria gerando interpretações equivocadas perante a população. Conforme explicou, parlamentares poderiam divulgar que determinado gestor recusou recursos públicos, quando, na versão apresentada pelos prefeitos ouvidos por ele, a rejeição teria ocorrido em razão da exigência de devolução de parte dos valores originalmente destinados ao município.

Além das denúncias relacionadas aos repasses, o pré-candidato criticou o modelo de distribuição das Emendas Parlamentares. Para ele, a sistemática atual favoreceria práticas irregulares, reduziria a eficiência da aplicação dos recursos públicos e contribuiria para a execução de obras com qualidade inferior à prevista nos projetos financiados.

Outro ponto levantado por Galvan envolve a utilização de contratações em municípios do interior como estratégia de fortalecimento político-eleitoral. Sem citar nomes, ele afirmou que agentes políticos estariam ampliando suas bases de apoio por meio de estruturas financiadas com recursos públicos, especialmente em períodos que antecedem disputas eleitorais.

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As declarações também incluíram questionamentos sobre a atuação dos órgãos responsáveis pela fiscalização e pelo controle dos gastos públicos. O pré-candidato defendeu maior acompanhamento das transferências realizadas por meio das Emendas Parlamentares e cobrou medidas que garantam transparência na destinação e na execução dos recursos federais.

Apesar da gravidade das acusações, Galvan não revelou a identidade dos parlamentares que, segundo ele, estariam envolvidos nas supostas irregularidades. O tema, entretanto, não é inédito no cenário político mato-grossense. Em março deste ano, o então Governador do Estado de Mato Grosso, Otaviano Pivetta, do partido Republicanos, também mencionou a existência da chamada “Lei do Retorno”, sem apresentar nomes.

Na ocasião, os senadores Jayme Campos do União Brasil (UB), e Wellington Fagundes do Partido Liberal (PL), defenderam que eventuais irregularidades fossem formalmente denunciadas às autoridades competentes para investigação e apuração dos fatos.

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