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METÁFORA DA

“O político tem um poder de renascimento fantástico. Ele morre várias vezes”.

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Para os gregos, os egípcios e muitos povos da Antiguidade, a “Fênix” era uma ave excepcional e bela, de penas vermelhas e amarelas iridescentes, crista no cocuruto e pernas longas como uma seriema, porém de voo largo, que, em demorados anos, se auto-imolava num fogo atiçado por seu próprio ovo posto, de onde, em meio às cinzas, ressurgia renovada e alevantava voo ao firmamento.

Em incontáveis mitologias mundo afora, a “Fênix” tem sido vista como símbolo do renascimento, do soerguimento, da superação e da renovação do ser humano em suas peripécias pela vida.

A metáfora da “Fênix” na política descreve líderes ou partidos que retornam ao “PODER” após derrotas ou crises profundas, superando obstáculos e renascendo, mostram a resiliência e o eterno recomeçar no cenário político, mesmo após situações adversas.

Comparar as próximas eleições a uma aventura é mais do que força de expressão. O cardápio para o eleitor deve trazer nomes fora do circuito político, profundamente marcado por denúncias de corrupção, o que abre espaço tanto para propostas sérias quanto para aventureiros.

Na tendência das eleição para 2026, as apostas são candidatos ligados a Sindicatos, Igrejas e Poderes como Judiciário e Ministério Público. O cenário não exclui políticos tradicionais, que podem renascer pela empatia com o eleitorado ou sob guarida da lista fechada no Poder Legislativo.

“Vai trazer gente séria para a política, mas também vai trazer um mundo de gente com o espírito aventureiro de se dar bem. Mas tomara que as pessoas que venham com esse espírito tenham o reflexo da Lava Jato na cabeça”, afirma o cientista político ligado ao Blog do Valdemir.

Apesar da exigência de que o candidato tenha filiação partidária, predomina no noticiário político o termo outsider, que define quem não pertence a um grupo determinado. Segundo o nosso amigo e cientista político ligado também aos amigos e frequentadores no Boteco da Alameda, as candidaturas com esse perfil ganharam impulsão para presidente do Brasil, para deputados federais e estaduais, senadores e governadores.

“Isso cria no ambiente uma perspectiva interessante. Se ele pode, porque eu não posso. Em uma série de pessoas se interessa pela política”, diz.

O predomínio de nomes fora do staff político já se apresentou na eleição passada, quando a Câmara Municipal tem hoje policial federal, tem hoje um ex-procurador e ex-governador na busca e no topo dos votos.

“A desmoralização da política abre espaço para que outras forças ocupem, não tem lugar vazio. Mas  juiz, promotor, delegado, um guarda de quarteirão não é eleito para criar leis. Com a política tão desmoralizada, o Judiciário ascende”, avalia o cientista político e professor universitário.

Ou seja, a judicialização da política também pavimenta o caminho para que membros do Judiciário e Ministério Público rumem para a disputa eleitoral.

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Apesar de prever profusão de novos nomes, ele avalia que também há espaço para os veteranos, que podem renascer como o mito da “Fênix”.

“O político tem poder de renascimento fantástico. Você vê o cara lá embaixo, mas ele costura caminho, um político morre várias vezes”, afirma. 

E como a política tem componente emocional, o eleitor já se mostrou capaz, em outros pleitos, de “perdoar” o que considera pequenos mal feitos.

“O que estão ali foram eleitos, não vieram de Marte. São parte da nossa cultura”, salienta.

Lista fechada

Depois de marcarem presença nas denúncias que receberam nome de “lista do fim do mundo”, a classe política discute o voto em listas fechadas das legendas. Nesse modelo, os eleitores votam no partido e os votos são distribuídos de acordo com uma ordem de candidatos previamente definida pela legenda. Ou seja, uma oportunidade para os “caciques”, lideranças que saíram com imagem arranhada após denúncias.

Mas o cientista político alerta que o risco é duplo. A rejeição ao candidato pode enfraquecer os partidos.

“Pode não apenas arrebentar com os caciques, mas com o partido. Por esse lado, a lista, que poderia ser instrumento democrático, também pode ser de fragilização democrática no Brasil. Eles, os partidos, são usados por mau-caráter, mas não quer dizer que as siglas não presta, não podem cair no erro”, afirma.

Neste ano de 2026, os eleitores vão às urnas para escolha de deputado estadual, deputado federal, governador, senador e presidente. Cuidem-se.

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Política

Indícios de “Margem Abusiva nos Combustíveis” moveram “Ação de Fiscalização” em Mato Grosso

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O parlamentar estadual Lúdio Cabral, do Partido dos Trabalhadores (PT), protocolou uma representação formal no Serviço de Proteção ao Consumidor para denunciar aumentos desproporcionais nos preços dos combustíveis na Região Metropolitana de Cuiabá. A iniciativa do parlamentar fundamenta-se na identificação de elevações consecutivas nos valores cobrados nas bombas de abastecimento ao longo de setembro, período em que os estabelecimentos e distribuidoras já usufruíam de isenções fiscais amplas e subvenções financeiras concedidas pela União e pelo Estado.

O pedido formulado exige a instauração imediata de uma apuração fiscalizatória minuciosa sobre a cadeia de distribuição e revenda de etanol e gasolina. A representação sustenta que o setor privado promoveu o encarecimento injustificado dos insumos energéticos sem que houvesse qualquer elevação nos custos de produção, na carga tributária ou no transporte que pudesse dar respaldo econômico às novas tabelas praticadas nos estabelecimentos comerciais.

Os episódios de inflação tarifária concentram-se precipuamente nos municípios de Cuiabá e Várzea Grande, polos urbanos integrados que concentram o maior volume de frota veicular e consumo de combustíveis do estado de Mato Grosso. O impacto direto dessa majoração incide sobre os consumidores metropolitanos, atingindo tanto os trabalhadores autônomos quanto as famílias que dependem do transporte particular ou do sistema público local.

A documentação jurídica foi protocolada oficialmente no dia 28 de setembro de 2026, momento crucial após a consolidação de sucessivos reajustes registrados nas semanas anteriores. A ação ocorre no encerramento do terceiro trimestre do ano, período no qual as políticas públicas estaduais e federais de desoneração fiscal e aporte financeiro direto já se encontravam em pleno vigor executivo.

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A ação fiscalizatória solicitada deverá ocorrer por meio da composição de uma força-tarefa conjunta articulada entre o Procon estadual e a Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania. O instrumento prevê a notificação compulsória de postos revendedores e distribuidoras para a entrega de notas fiscais de compra e venda relativas aos meses de agosto e setembro, permitindo a auditagem completa das margens de lucro praticadas.

O motivo central da intervenção reside na violação manifesta do artigo 39 do Código de Defesa do Consumidor, o qual veda explicitamente a elevação de preços sem justa causa e a obtenção de vantagem manifestamente excessiva. A suspeita levantada aponta para a apropriação indébita de subsídios estatais pela cadeia econômica, que teria retido os benefícios fiscais para ampliar de forma artificial suas margens de lucratividade às custas da população.

A finalidade primária da medida consiste na recomposição imediata do equilíbrio econômico-financeiro nas relações de consumo e no ressarcimento coletivo das eventuais distorções praticadas. Além disso, a iniciativa busca assegurar que os recursos decorrentes do diferimento tributário promovido pelo Poder Público sejam efetivamente repassados à ponta final da cadeia consumidora, preservando o poder de compra da sociedade.

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A magnitude financeira dos reajustes revelou que o litro do etanol hidratado saltou do patamar inicial de R$ 3,70 para até R$ 4,39, registrando uma elevação acumulada de R$ 0,49 por litro. Simultaneamente, a gasolina comum registrou acréscimo de R$ 0,20 por litro, atingindo a cotação de R$ 7,19, contrastando de forma gritante com a subvenção federal direta concedida ao setor na ordem de R$ 0,2519 por litro.

O cenário mercadológico desenvolveu-se sob a manutenção de alíquotas zeradas para PIS/Pasep e Cofins, somada à redução de 38% na base de cálculo do ICMS estadual incidente sobre o etanol. Mesmo diante desse ecossistema altamente desonerado por decretos executivos federais e leis estaduais, os postos de combustíveis efetuaram reajustes coordenados e simultâneos nos dias 12 e 23 de setembro.

Caso fiquem comprovadas as irregularidades econômicas e a formação abusiva de preços, os estabelecimentos estarão sujeitos a sanções administrativas severas, que incluem a aplicação de multas milionárias e suspensão de atividades. Os relatórios técnicos resultantes da fiscalização serão encaminhados à Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor, ao Ministério Público Estadual (MPE) e ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica para a responsabilização criminal e combate ao cartel.

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