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FALTOU ÁGUA PARA LAVAR ROUPA SUJA DO MDB

“Nunca ofendi ninguém, nunca baixei o nível. Sou Emanuel paz e amor”

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Uma “roupa suja do MDB que era para ser lavada nesta segunda-feira (08), no Hotel Delmont, para pôr fim as rusgas entre seus filiados de maior renome dentro da sigla, o prefeito cuiabano Emanuel Pinheiro e a “Mulher Maravilha”, Janaína Greyce Riva foi cancelada, esta seria a primeira após desentendimentos e conflitos internos, que repercutiram nos veículos de comunicação de Mato grosso.

E segundo informações do cacique do MDB em Mato Grosso, o deputado federal Carlos Gomes Bezerra, faltou quórum, ou melhor, “faltou água”, não teve pessoas suficientes para que a reunião acontecesse, e que ainda uma nova data será marcada para que a “roupa suja” seja lavada. O cacique também revelou que ele recebeu outras reclamações de filiados do interior para que fossem colocadas em pauta no encontro.

Carlos Gomes Bezerra líder da sigla em Mato Grosso foi quem convocou a reunião, que tem a prerrogativa de apontar quem será o presidente municipal para próxima gestão, se Francisco Faiad fica ou outro emedebista ocupará esta cadeira. Mas, segundo informações internas do MDB, a Mulher Maravilha, Janaína Riva, estaria insatisfeita com uma possível terceira via, para liderar a sigla em Cuiabá, além dela e Faiad, que seria o ex-secretário de Saúde Luiz Antônio Pôssas de Carvalho. Riva segundo informações, defende uma terceira via de consenso, mas não recebeu nenhum nome ainda.

Esse desentendimento começou em dezembro, quando terminou o mandato de Francisco Faiad, à frente do MDB de Cuiabá, e o deputado Carlos Bezerra nomeou Janaína Riva, e com isso houve desentendimento entre Riva e Pinheiro e nomeação ficou suspensa.

A definição das chapas nas eleições internas era para ver quem vai comandar o Diretório Municipal esta travada, e pelo que tudo indica a queda de braço entre Emanuel Pinheiro e a Mulher Maravilha, Janaína Greyce Riva vai demorar. E enquanto não tem uma definição, o MDB fica sem comando municipal.

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Desde a eleição de 2020, Nenel Pinheiro e a Mulher Maravilha, Janaína Riva vêm trocando farpas publicamente, e a briga entre a parlamentar e o prefeito cuiabano teve início depois que Pinheiro fez duras críticas ao pai de Janaína, o ex-deputado e ex-presidente da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT), José Geraldo Riva.

Esse encontro do MDB seria para apresentar uma chapa de consenso, Riva chegou a dizer que seria possível um entendimento entre ela e Pinheiro, pelo futuro político do partido, mas que não seria possível a volta da amizade.

Pinheiro indicava o seu ex-secretário, Luiz Antônio Possas de Carvalho para a presidência da sigla na Capital, e o advogado Francisco Faiad de vice, já a parlamentar batia o pé e sugeria nomes como o do ex-secretário de Estado Rafael Bastos e o do secretário-adjunto de Agricultura Familiar Clovis Figueiredo Cardoso. Para Riva, estes seriam nomes de consenso, ao contrário dos nomes sugeridos por Pinheiro.

A chapa que tem o apoio do prefeito Emanuel Pinheiro tem o reforço do presidente da Câmara Municipal de Cuiabá, o vereador Juca do Guaraná, e do ex-deputado federal Valtenir Pereira na executiva. O quinto nome poderia ser indicado por Janaína Riva.

Possas de Carvalho chegou ate mesmo de receber as bênçãos do cacique do MDB estadual Carlos Bezerra, que apostava na via. Mas, a Mulher Maravilha não aceitou a chapa de Possas, Faiad e Juca do Guaraná.

Para apagar o fogo dentro do MDB, Francisco Faiad chegou de concordar em abrir mão da presidência para pacificar a sigla, mas, diante dos desentendimentos, ele pretende voltar atrás e manter o seu nome na disputa. O grupo de Emanuel Pinheiro acredita que, sem Faiad na Executiva Municipal, a legenda estaria desprestigiando os filiados de Cuiabá, já que foi ele quem comandou a sigla para a reeleição de Emanuel Pinheiro nas eleições de 2020.

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Os companheiros de partido do prefeito Emanuel Pinheiro apontam que a Mulher Maravilha, Janaína Riva não teria base na capital e “em votos”, por isso ela não poderia ter influência dentro do diretório.

Já o grupo da parlamentar estadual alega que Nenel Pinheiro tem se afastado do MDB cada vez mais e seria problema para o partido em 2022, já que dedicaria suas forças para eleger seu filho, o deputado federal Emanuelzinho Pinheiro (PTB), em outra sigla.

O grupo de Janaína Riva ainda aponta o caso do paletó, alegando que a imagem de Emanuel Pinheiro prejudicaria o partido nas próximas eleições estaduais. Já a ala “emanuelzista”, lembra-se do sobrenome da parlamentar, já que seu pai se encontra em prisão domiciliar.

Com toda essa situação e desentendimento dentro do MDB, o Prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro confirmou que vai defender a permanência do advogado Francisco Faiad na presidência municipal do partido por uma questão de justiça, mérito, lealdade e comprometimento.

Se depender de mim, Francisco Faiad vai comandar o Diretório Municipal. Fizemos uma campanha histórica, memorável, elegemos um vereador do MDB que hoje esta na presidência da Câmara Municipal, tudo isso é muito importante e simbólico”.

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Política

MDB se posiciona como o pivô das articulações estratégicas na disputa pelo Governo de Mato Grosso

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A movimentação nos bastidores políticos do Estado de Mato Grosso atingiu um novo patamar de intensidade nas últimas horas, impulsionada por intensas negociações de bastidores. O cenário eleitoral recente aponta para uma articulação avançada que visa consolidar uma robusta aliança partidária entre diferentes frentes. O foco central dessas tratativas é a estruturação definitiva das composições majoritárias que disputarão o comando do Poder Executivo Estadual nas próximas eleições, redesenhando o mapa de forças locais.

Esta complexa engenharia política está se desenvolvendo diretamente nos principais eixos de articulação partidária do Estado de Mato Grosso, englobando diretórios e escritórios estratégicos. A relevância geográfica do Estado, um dos motores econômicos do país, amplifica o impacto dessas decisões. As reuniões e acordos concentram-se na capital e irradiam influência para os colégios eleitorais mais importantes do interior mato-grossense, onde as bases partidárias acompanham atentamente os desdobramentos.

O processo de aproximação e fechamento de acordos ganhou força significativa nas últimas horas, um período considerado crucial devido à proximidade das Convenções Partidárias oficiais. O fator tempo atua como um catalisador para as lideranças políticas, que buscam definir suas posições e garantir vantagens competitivas antes do encerramento dos prazos legais. A urgência cronológica exige decisões rápidas e certeiras por parte dos articuladores, que trabalham contra o relógio.

Os protagonistas dessa movimentação são as lideranças e os integrantes do Movimento Democrático Brasileiro (MDB) e do Republicanos, que buscam uma composição sólida para as próximas disputas. Além dessas duas siglas, o União Brasil (UB),  uma ala expressiva do Partido Liberal (PL) participam ativamente como defensores dessa ampla aliança. No centro da dinâmica institucional destaca-se também a deputada estadual Janaina Riva, atual presidente do diretório do MDB em Mato Grosso.

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A principal motivação por trás dessa intensa articulação é a busca por maior viabilidade eleitoral e o fortalecimento de uma chapa majoritária que demonstre robustez e capilaridade política. O objetivo imediato das legendas envolvidas é garantir uma estrutura partidária pesada e com tempo de propaganda necessário para assegurar o êxito nas urnas.

Para o MDB, especificamente, o movimento representa a oportunidade de consolidar sua relevância histórica e ditar os rumos da sucessão estadual.

O arranjo político em desenvolvimento prevê que a chapa majoritária resultante dessa união seja oficialmente encabeçada pelo atual governador do estado, Otaviano Pivetta. A proposta central consiste em integrar formalmente o MDB e o Republicanos na estrutura de apoio direto à liderança do atual chefe do Executivo. A estratégia visa apresentar ao eleitorado uma frente ampla e de continuidade administrativa, unindo forças tradicionais e novas correntes do cenário político.

A viabilização desse acordo ocorre por meio de reuniões estratégicas, diálogos reservados e avaliações criteriosas de cenários por parte de um grupo de emedebistas entusiasmados com o projeto. Estes membros do partido têm endossado publicamente a aliança, atuando como pontes entre as diferentes siglas. O método adotado envolve a superação de arestas internas e a construção de consensos programáticos que possam justificar a coligação perante os filiados e os eleitores.

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A necessidade de uma articulação tão profunda decorre do fato de que as três principais legendas aliadas, União Brasil, Republicanos e a ala dissidente do Partido Liberal (PL), ainda não fecharam suas chapas definitivas para a disputa ao Senado Federal.

Até o presente momento, o bloco conta com apenas um pré-candidato consolidado para a vaga senatorial. Essa lacuna na chapa majoritária cria a necessidade de preenchimento estratégico, transformando o espaço vago em uma valiosa moeda de troca nas negociações.

Um dos principais fatores de complexidade nesse processo reside na postura da deputada estadual Janaina Riva, que atualmente não nutre uma relação estreita com o governador Otaviano Pivetta. Apesar do distanciamento pessoal e político entre a presidente da sigla e o chefe do Executivo, o clamor interno do partido tem pesado a favor da coligação.

A parlamentar emedebista avalia minuciosamente o cenário para identificar qual caminho oferecerá a maior viabilidade para sua própria projeção e futura disputa ao Senado.

Como consequência direta dessas variáveis, o MDB converteu-se oficialmente na chamada “noiva da vez” do mercado político mato-grossense às vésperas das Convenções Partidárias. O posicionamento estratégico do partido confere a ele o “PODER” de definir os rumos das alianças majoritárias e o peso do apoio governamental.

O desfecho dessa aproximação consolidará o desenho das forças que disputarão o voto do eleitorado, estabelecendo as bases para o próximo ciclo político do Estado de Mato Grosso.

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