SEM CARNAVAL EM 2022

Prefeito reafirma que Cuiabá não terá Carnaval 2022

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Tradicionalmente de caráter popular, as festas de Carnaval costumam provocar aglomerações entre foliões nos diferentes pontos do país. O comportamento é tido como de alto risco para a multiplicação do vírus da Covid-19 entre grupos e multidões. De caráter potencialmente infeccioso, a doença é transmitida por meio de contato direto com uma pessoa infectada e através de gotículas contaminadas.

Por conta disso, o anúncio de realização do Carnaval de rua em algumas capitais deixou especialistas em alerta. O país enfrenta hoje um cenário de queda gradual na média móvel do número de casos de Covid e de mortes. Acompanhado dia a dia, o medidor calcula o número de registros de novas infecções e de óbitos nos sete dias anteriores a cada data.

Com isso, os especialistas e autoridades de saúde conseguem acompanhar e observar em detalhes o andamento da pandemia.

Com o avanço da variante Ômicron no mundo, as 3 capitais brasileiras que haviam confirmado o Carnaval em 2022 voltaram atrás na organização. São Paulo, Rio de Janeiro e Maceió avaliam que a nova cepa representa potencial perigo para a realização da festança.

Outras cidades, que avaliavam promover o evento em 2022, também informaram o cancelamento. São elas; Belém, Belo Horizonte e Fortaleza. No atual cenário, nenhuma capital confirma o Carnaval em 2022.

Outras 14 capitais avaliam cenário epidemiológico antes de tomar decisão. Comitês formados por profissionais para análise da situação da pandemia discutem, periodicamente o tema e Estados aguardam data mais próxima do evento para concluir processo de organização.

Cuiabá sem festa de Carnaval 2022

Em Cuiabá, o Prefeito da Capital, Emanuel Pinheiro (MDB), anunciou que este ano não terá folia na capital devido ao avanço da Covid-19 e da Influenza após as festas de fim de ano. Além disso, já há registros de coinfecção pelos dois vírus ao mesmo tempo. O cancelamento das festas privadas e desfiles de blocos de rua no Carnaval de 2022 também esta proibido, acatando assim orientação do Comitê Municipal de Enfrentamento à Covid-19.

Conforme Emanuel Pinheiro, em dezembro do ano passado, havia decretado a proibição de festas de Réveillon e do Carnaval de 2022 devido ao surgimento da nova variante do Coronavírus, a Ômicron.

Eu tenho dedicado um tempo muito grande na discussão com o Comitê Municipal de Enfrentamento à Covid-19 e com a equipe do Vacina Cuiabá sobre essa nova cepa que vem rondando o Brasil. Independentemente se ela é mais agressiva ou menos agressiva, me parece que ela tem um poder de propagação muito rápido, mesmo sendo menos letal, A vida de um cuiabano, de uma cuiabana vale ouro, vale tudo! Eu quero tomar medidas, como gestor da Capital, para prevenir e proteger a saúde e a vida de todos os cuiabanos”.

O Prefeito Emanuel Pinheiro disse ainda que vai orientar outros municípios a cancelarem os eventos que por ventura tenham sido autorizados. Hoje, são 13 cidade fazem parte do Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental do Vale do Rio Cuiabá onde Emanuel Pinheiro é presidente.

Eu vou reunir os prefeitos do Vale do Rio Cuiabá e vou pedir a todos que não promovam as festas públicas e privadas, pois sobrecarrega o sistema de Saúde da Capital, inclusive tenho recebido ligações de lideranças de Aripuanã 1.002 quilômetro de Cuiabá, perguntando sobre leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI)”.

Na Capital, cerca de 18 mil adultos que ainda não tomaram nenhuma dose da vacina contra a Covid-19, bem como mais de 50 mil pessoas que não tomaram a segunda e aproximadamente 30% dos adolescentes nunca foram imunizados. Por este motivo, serão implementadas na capital medidas de reforço à imunização.

Qualquer alteração no comportamento da Covid-19 irá merecer nova avaliação por parte do Comitê Municipal de Enfrentamento à Covid-19 e da Organização Mundial da Saúde e do Ministério da Saúde.

Emanuel Pinheiro ainda, orientou a população a tomar a dose de reforço da vacina, que confere uma proteção ainda maior em caso de contágio.

Vacina anticovid

A notícia da volta dos festejos de Carnaval surge no contexto de avanço da vacinação no país. O Brasil tem hoje uma média de 45% da vacinação com esquema vacinal completo, o que compreende as duas doses do imunizante. São cerca de 96,5 milhões de brasileiros nessa situação.

O avanço da vacinação é apontado também pelos especialistas como o principal responsável pela chegada mais demorada do país ao mais novo recorde da pandemia em território nacional, o montante de 600 mil mortos atingidos.

Os número da Covid no país mostram que o intervalo entre as 200 mil e as 300 mil mortes, por exemplo, foi de 75 dias, enquanto entre os 300 mil e os 400 mil mortos o Brasil percorreu 36 dias. Desta vez, a distância entre o último recorde, de 500 mil vidas ceifadas pela Covid, e o número atual foi de cerca de quatro meses.

Apesar da gravidade representada pelo montante de 600 mil, o ritmo mais lento dos números é visto como um avanço do país, cuja crise sanitária tem chamado a atenção do mundo desde o ano passado.

Uso de máscara

O intervalo mais espaçado do novo recorde não parece motivo, no entanto, para, por exemplo, optar-se por medidas mais ousadas como a queda da obrigatoriedade do uso de máscaras em espaços públicos e de convivência social.

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Juiz arquiva inquérito sobre suposta pratica de “Caixa 2” de cervejaria com Pedro Taques

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Um inquérito policial,foi  instaurado em 2019, para apurar suposta pratica de “Caixa 2” na campanha eleitoral de 2014, doados por um posto e não declarados oficialmente à Justiça Eleitoral pela coligação encabeçada pelo ex-governador José Pedro Gonçalves Taques foi arquivado pelo Ministério Publico Eleitoral (MPE).

Em contrapartida, a respectiva empresa doadora, em tese, teria obtido retorno da doação por meio de contrato com dispensa de licitação no valor total de R$ 41 milhões no governo estadual.

O promotor Arnaldo Justino da Silva decidiu que, devido a ausência de qualquer elemento que possa dar justa causa para persecução penal eleitoral, razão pela qual o arquivamento desta notícia de fato se impõe.

No despacho do Ministério Público Eleitoral (MPE), consta que:

O colaborador Alan Maluf, inquirido pela autoridade policial, apenas reafirmou fatos delatados em colaboração premiada de que José Pedro Taques teria recebido valores para campanha de 2014, doados pela empresa” “não declarados oficialmente à Justiça Eleitoral, e após, já na qualidade de gestor público estadual, teria, estranhamente, celebrado contrato com a respectiva empresa no valor de R$ 41milhões, sugerindo, o retorno da doação em favor da respectiva pessoa jurídica, por meio de respectivo contrato. Contudo, Alan Maluf foi vago em suas declarações. Disse, até mesmo, não saber indicar como ocorreu o alegado esquema, asseverou não saber como era o fornecimento desse combustível doado como caixa 2, nem mesmo a quantidade, muito menos o valor”.

O promotor Arnaldo Justino da Silva concluiu que ocolaborador não apresentou provas ou indícios da veracidade do fato, apenas indicou nome de pessoas supostamente envolvidas no fato tido como ilícito, as quais foram categóricas em negar todas as afirmações feitas pelo colaborador, aduzindo desconhecer a existência de tal estratagema.

O Ministério Público Eleitoral (MPE) chegou ate mesmo de emitir parecer contrário ao pedido do ex-governador José Pedro Taques (Solidariedade) para arquivar integralmente uma investigação que o acusa de ter recebido doação irregular para a campanha eleitoral de 2014 por meio da Cervejaria Petrópolis.

INQUÉRITO ARQUIVADO

Em decisão publicada nesta segunda-feira (24), o Juiz eleitoral da 51ª Zona Eleitoral de Cuiabá, Francisco Alexandre Ferreira Mendes Neto, determinou o arquivamento de inquérito que apurava suposta doação ilegal da Cervejaria Petrópolis à campanha do ex-governador do Estado de Mato Grosso, José Pedro Gonçalves Taques, em 2014. Nela o magistrado reconhece a “Ausência de Crime Eleitoral” e, por consequência, crime comum conexo.

No caso dos autos, simplesmente não houve crime eleitoral. A doação foi lícita, sem que se tenha cogitado, sequer, a verificação de elementos que indiquem uso malversado dele“, diz trecho.

A decisão considerou argumentação da defesa dos investigados, no sentido de que, depois de quatro anos de investigação, não foram apontados elementos que pudessem comprovar a suposta doação ilegal. As diligências tiveram início ainda em 2018, com base em acordo de colaboração premiada firmado pelo empresário Alan Malouf.

O próprio empresário, segundo consta nos autos, não soube apontar provas quanto às declarações. Ele teria se limitado a dizer que “ficou sabendo” que a doação tinha como moeda de troca medidas de incentivo fiscal.

Para os fatos constantes destes autos, frise-se, não se pode sequer esperar que o delator possua subsídios que embasem sua conjectura, pois, do contrário, já os teria apresentado. Aliás, apresentou documentos que nada acrescentam ao convencimento acerca de sua imputação“, escreveu o magistrado.

O juiz reconheceu ainda a competência da Justiça Eleitoral para processar, também, o crime comum. Nessa seara, o ex-governador José Pedro Gonçalves Taques era acusado de corrupção passiva, tido como crime conexo à falsidade ideológica eleitoral.

Por todo o exposto, exercendo juízo de retratação, com a consectária integração da decisão recorrida (ID nº 19003698), RECONHEÇO a competência da Justiça Eleitoral para julgamento de todos os fatos constantes dos autos, e, no mérito, DEFIRO os pedidos de (ID nº 101556145 e 101829805) determinando o arquivamento do presente inquérito policial também quanto ao pretenso crime de corrupção passiva (art. 317 do CP), com as ressalvas do art. 18 do CPP, com o consequente óbice ao envio de cópia dos autos ao MP que atua perante a justiça comum“, finalizou. – (Com HNT)

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