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COMPRA DE CELULARES GERA POLÊMICA

MP e a compra de 400 celulares avaliados em R$ 2,2 milhões

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O deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT), José Eduardo Botelho (DEM), disse que vai cobrar do procurador-geral de Justiça do Estado de Mato Grosso (PGJ/MT), José Antônio Borges, explicação a respeito da compra de Iphones e Smartphones para os membros do Ministério Público (MP) no valor de R$ 2,232 milhões de reais.

Ao lado da Casa de Leis, a Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB/MT), através do seu presidente, Leonardo Campos, também já manifestou que ira cobrar “satisfação” do Ministério Publico Estadual.

O presidente da Casa de Leis, Eduardo Botelho, disse que ficou sabendo da licitação para a compra dos aparelhos através da imprensa e afirmou que irá procurar o procurador-geral de Justiça do Estado de Mato Grosso (PGJ/MT), José Antônio Borges, para saber os motivos da compra dos aparelhos.

Eu não tenho como emitir uma opinião sobre o assunto que se polemizou pela imprensa. Mas vou ligar para o procurador-geral e saber mais sobre o assunto”.

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB/MT), Leonardo Campos disse que chegou a fazer uma ligação para Procurador-geral de Justiça José Antônio Borges para saber sobre o processo licitatório, porém, por desencontro, não conseguiram conversar.

Só vou me manifestar depois que ouvi-lo, por respeito a ele que me retornou, mas não conseguimos conversar”.

O motivo e a polêmica de tudo isso, é que o Ministério Público Estadual do Estado de Mato Grosso (MPE/MT), comprou 400 celulares com tecnologia de ponta avaliados em R$ 2,2 milhões, e só para Iphone serão gastos R$ 1.683 milhão, que serão usados por Promotores e Procuradores de Justiça do Estado de Mato Grosso.

No Edital consta oregistro de preços para futura e eventual aquisição de aparelhos celulares smartphone para atender a demanda do Ministério Público.

A compra dos aparelhos Iphone 11 pró MAX 256 Cinza Espacial, custarão R$ 1.683.576 dos cofres públicos, o Galaxy Note 20 e Galaxy S10 sairão por R$ 3,120 mil cada, um total de R$ 46,8 mil que serão entregues pela empresa Via Comércio e Representação de Informática.

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Somente do primeiro modelo, foram compradas 201 unidades, cada Iphone custará R$ 8.376 que serão fornecidos pela Electromarcas Comércio e Importação de Eletrônicos.

O Ministério Público também solicitou 15 smartphones do modelo Samsung Galaxy S10, e mais 64 aparelhos Galaxy Note 20 Ultra 5G, no valor total de R$ 404.992 mil além de 120 unidades do aparelho Galaxy A01, de valor unitário de R$ 808 e valor total de R$ 96,9 mil, comprados na Microsens S/A.

O Ministério Publico Estadual através de uma nota publicada, disse que a aquisição dos aparelhos visa melhorar atuação virtual dos seus membros, e que os notebooks que estão em uso funcional pelos membros do MP perderam a garantia, e impôs-se a necessidade de novas aquisições para substituí-los.

A administração da instituição então solicitou ao Departamento de Tecnologia da Informação (DTI) a realização de estudos para identificar qual seria a melhor solução tecnológica para substituir os referidos equipamentos. Os estudos apontaram que a melhor alternativa seria a troca por aparelhos celulares de tecnologia de ponta, por diversas razões”.

Na nota publicada pelo Ministério Público, esclarece que os notebooks que estão em uso pelos membros do MP perderam a garantia, já que os contratos firmados anos atrás para sua aquisição se esgotaram. E disse ainda que contratos para fornecimento de novos computadores de mesa já se acabaram, houve a necessidade de novas aquisições para substituí-los.

O argumento do Ministério Público é que foram feitos estudos que apontaram que a melhor alternativa seria a troca por aparelhos celulares de tecnologia de ponta, por diversas razões.

O trabalho remoto tem avançado cada vez mais nos órgãos e instituições do sistema de Justiça, incluindo o Ministério Público, exigindo dos promotores agilidade e versatilidade em sua atuação institucional, realizando despachos e outros procedimentos fora dos seus locais de trabalho. É cada vez maior, por exemplo, o número de audiências judiciais e extrajudiciais realizadas de forma virtual, fenômeno que se intensificou ainda mais com a pandemia da Covid-19”.

Os estudos realizados pelo Ministério Publico apontaram que os celulares, que têm preços similares aos de computadores de mesa e notebooks, além de disporem de ferramentas mais modernas e maior memória, proporcionam mais segurança, reduzindo a possibilidade de ataques cibernéticos aos sistemas do Ministério Público.

Com relação ao processo de aquisição, optou-se pelo registro de preços, o que permite a compra dos equipamentos em lotes, de acordo com a demanda que for se apresentando ao longo da vigência do contrato. Foi feita licitação, seguindo o regramento vigente para aquisições pelo poder público”.

Entre os membros que receberão os aparelhos, estão os promotores de justiça substitutos recém aprovados em concurso público e que tomarão posse em 2021.

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Repercussão nacional

A polêmica aquisição repercutiu negativamente para o órgão e ganhou projeção nacional. O deputado Kim Kataguiri (DEM/SP), que é um dos fundadores do Movimento Brasil Livre (MBL), usou suas redes sociais para comentar a compra.

Não basta procuradores e promotores do MPMT receberem acima do teto, ainda tem que comprar celular de luxo com orçamento do órgão. Crise pra quem, né?”, ironizou.

O deputado estadual de São Paulo, Arthur ‘Mamãe Falei’ (Patri), que foi candidato a prefeito da capital paulista, fez uma live para criticar o Ministério Público de Mato Grosso.

Parece que no Mato Grosso está bom, cheio de grana. Setenta por cento da população de Mato Grosso não tem saneamento básico. Um absurdo e o MP preocupado com smartphone”. (Com Gazeta Digital)

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Política

Invasão cibernética na Saúde alimenta embate político em Mato Grosso

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Um sofisticado incidente cibernético violou a infraestrutura tecnológica da Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso (SES-MT), deflagrando uma crise institucional que mobiliza o Poder Executivo e a Assembleia Legislativa Mato-grossense (AL/MT). O episódio, classificado tecnicamente como uma “invasão hacker”, desestabilizou a percepção de segurança dos sistemas governamentais e gerou imediata repercussão no cenário político local. O evento expõe a vulnerabilidade digital da administração pública frente a ameaças externas cada vez mais ousadas e coordenadas.

Os alvos diretos e indiretos dessa ação criminosa envolvem a própria Secretaria de Saúde, responsável pelo gerenciamento de dados assistenciais, e a Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (ALMT), que atua como órgão fiscalizador. O presidente do Parlamento Estadual, deputado Max Russi (Podemos), assumiu o protagonismo institucional ao externar profunda preocupação com o ocorrido, enquanto a equipe técnica da pasta de Saúde e os investigadores da Polícia Civil desdobram-se para mitigar os danos colaterais e identificar os autores do ataque.

As consequências imediatas do ataque cibernético resultaram no impacto restrito a um volume inferior a 1 Terabyte (TB) de informações do acervo digital da pasta, o qual acabou sendo integralmente recuperado por meio de sistemas de contingência e redundância. No entanto, o desdobramento mais crítico manifestou-se no plano político, manifestado pelo temor de que o apagão de dados pudesse inviabilizar o fornecimento de documentos essenciais para os trabalhos de fiscalização parlamentar em andamento na capital do estado.

O epicentro do incidente localiza-se nos servidores centrais da Secretaria de Saúde, situados no Centro Político Administrativo de Cuiabá, irradiando seus efeitos institucionais diretamente para o Palácio Paschoal Moreira Cabral, sede do Poder Legislativo Mato-grossense.

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A proximidade geográfica e administrativa dessas instituições amplificou o eco do debate sobre a eficiência da infraestrutura tecnológica pública estadual, transformando a capital mineira-mútua do Agronegócio em um palco de intensas cobranças governamentais.

A identificação original do ataque digital ocorreu em meados de março de 2026, porém o ápice do tensionamento institucional consolidou-se nesta quarta-feira, 3 de junho, durante uma sessão coletiva de imprensa convocada pelo presidente da Casa de Leis. O momento cronológico do anúncio revelou-se extremamente sensível, por coincidir exatamente com a fase de instalação e estruturação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) destinada a investigar a gestão da Saúde Pública no Estado.

A motivação presumida por trás da ação criminosa assume contornos ambíguos, dividindo-se entre a tentativa de extorsão financeira, prontamente rechaçada pelo Executivo, que negou qualquer pagamento de resgate, e a suspeita de sabotagem política. Parlamentares mais incisivos levantaram a hipótese de que a invasão visava ocultar passivos administrativos, embora a liderança do Legislativo tenda a encarar o episódio como uma nefasta coincidência oportunista que se aproveitou de fragilidades estruturais do sistema.

As justificativas técnicas apresentadas pela Secretaria de Saúde fundamentam-se na robustez de seus protocolos de segurança da informação, os quais permitiram o restabelecimento célere das atividades institucionais sem prejuízo ao atendimento da população. Por sua vez, a justificativa para a reação veemente do Parlamento baseia-se no dever constitucional de fiscalização, sustentando que qualquer instabilidade em bancos de dados governamentais representa uma ameaça direta à transparência e à estabilidade social.

O método operacional utilizado pelos criminosos consistiu na quebra de barreiras digitais de criptografia para acessar a rede interna da secretaria, seguido de uma suposta exigência financeira ilegal que acabou ignorada pelas autoridades. Do lado institucional, o método de resposta envolveu o acionamento imediato da Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos e Cibernéticos (DRCI) para subsidiar a investigação criminal, além do anúncio de auditorias nos sistemas redundantes do Estado.

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Os desdobramentos futuros desse imbróglio apontam para uma inevitável reformulação nas políticas de investimentos em segurança cibernética de Mato Grosso, com pressões para o fortalecimento da Empresa Pública de Tecnologia da Informação (MTI). Além disso, a Mesa Diretora do Legislativo garantiu que a comissão investigativa requisitará auditorias independentes para assegurar que nenhum dado relevante tenha sido permanentemente suprimido ou mascarado durante o período em que o sistema esteve vulnerável.

As perspectivas de encerramento do caso dependem agora do avanço do inquérito policial e da capacidade de o Estado demonstrar que seus mecanismos de salvaguarda digital são invioláveis contra futuras incursões. O presidente da Assembleia Legislativa assegurou que as investigações da CPI não sofrerão paralisações ou entraves técnicos, visto que os mecanismos de armazenamento externo garantirão o fluxo contínuo de provas, blindando o processo político contra interferências do crime virtual.

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