CLIMA POLÍTICO CUIABANO ESQUENTOU
Movimentações políticas em Cuiabá se intensificam para prefeito e vereador
Vai chegando ao fim do primeiro bimestre do ano em que o clima político cuiabano esquentou, com muitos episódios polêmicos quando o assunto é político.
O governador mato-grossense, o unista Mauro Mendes Ferreira, termina o bimestre sem perdas políticas no seu grupo com relação a aliados e focado na gestão e estar presente pessoalmente nos municípios.
A oposição pouco se movimentou cabendo apenas alguns políticos subirem nas tribunas da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT) e Câmara Municipal de Cuiabá, algumas vezes para criticarem o unista Mauro Mendes ou o prefeito cuiabano, o emedebista Nenel Pinheiro.
Entretanto, contudo, todavia, o clima pré-eleitoral segue com muitas diferenças e termômetros variados. Senão venhamos e convenhamos a situação da Federação Brasil da Esperança.
De um lado, o vice-prefeito de Cuiabá, José Roberto Stopa do Partido Verde (PV), que já amadureceu e não está mais verde; do outro, o deputado estadual Ludio Frank Mendes Cabral, e a ex-deputada federal Rosa Neide, do Partido dos Trabalhadores (PT). Bom…, um partido que até o momento não estão alinhados entre si. Ainda vai ter muita confusão dentro da sigla.
Ambos nutrem o desejo de disputar a Prefeitura de Cuiabá, nas eleições de outubro desse ano. Problema é que os partidos que eles estão formam uma Federação. Bom…, mais uma confusão na sigla, já que o PT conta ainda com o PCdoB e uma possível chegada do PSD.

Assim, são como um só partido e não podem lançarem candidaturas distintas. Na Federação Brasil da Esperança, o partido dos petistas tem prioridade para indicação de candidatura majoritária e, nesse caso, o projeto de Zé Stopa do PV corre sério risco. Ele, até, pode mantê-la e buscar essa definição lá na frente nas convenções.
Mas…, existe uma pedra no meio do caminho do PT, no meio do caminho do PT existe uma pedra.
Porém, a aposta seria muito alta. Tudo isso poderia mudar se o PT refluísse, mas o partido, dá sinais de que pretende manter posição.
Composição na Câmara de Cuiabá
Quando a “Janela Partidária” se abrir e depois se fechar, no período de 7 de março a 5 de abril próximo, a composição da Câmara Municipal de Cuiabá deverá ter uma alteração significativa. Isso porque boa parte dos atuais vereadores cuiabanos serão candidatos à reeleição e os que vão disputar a reeleição podem disputar o pleito majoritário.
Mas, o fato é que vai haver mudança, porque cada um vai buscar nessa “Janela Partidária”, a melhor alternativa para “agasalhar” seus projetos políticos, sem risco de perda de mandato.
E, no ano de 2025, a Casa de Leis terá uma outra composição partidária, com os eleitos e reeleitos. Isso é natural na cultura política que se construiu em Cuiabá ao longo dos anos.
O ideal, no entanto, seria que houvesse menos troca-troca de legendas. Mas a Lei assim o permite.

Lista Plano Integrado
O Tribunal Regional Eleitoral do Estado de Mato Grosso (TER/MT) aprovou o Plano Integrado das Eleições 2024.
Constam como objetivos nesse pleito eleitoral:
I – Apresentar uma visão ampliada da integração e interdependências entre os projetos de apoio, planos de ação e grupos de trabalho que compõem o instrumento;
II – Racionalizar custos e viabilizar condições necessárias para otimizar a logística;
III – Evidenciar as marcas do processo eleitoral;
IV – Fomentar o registro de lições aprendidas de todos os projetos de apoio e planos de ação que compõem o Plano Integrado;
V – Monitorar e controlar o progresso dos projetos, planos de ação e pacotes de trabalho das áreas;
VI – Gerenciar os riscos.
Prazos
Antes da divulgação oficial do calendário eleitoral de 2024, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já tem definidas algumas datas importantes a serem observadas.
Uma delas fundamental, é o dia 6 de abril, seis meses antes do pleito, que é a data-limite para que todas as legendas e federações partidárias obtenham o registro dos estatutos no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Esse também é o prazo final para que todos os candidatos e todas as candidatas tenham domicílio eleitoral em que desejam disputar as eleições e estarem com a filiação deferida pela agremiação por qual pretendem concorrer.
Convenções e registro
Entre 20 de julho e 5 de agosto, ainda segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), é permitida a realização de convenções partidárias para deliberar sobre coligações e escolher candidatos e candidatas as prefeituras, bem como aos cargos de vereador.
Definidos as candidaturas, as agremiações têm até 15 de agosto para registrar os nomes na Justiça Eleitoral.
Horário Eleitoral
Após o registro de candidaturas, os candidatos e candidatas já poderão iniciar a campanha. Mas, a propaganda gratuita no Rádio e na TV começa a ser exibida no prazo de 35 dias anteriores à antevéspera do primeiro turno.
Dessa forma, a exibição deverá começar em 30 de agosto e se encerrará em 3 de outubro, uma quinta-feira. A eleição será no domingo, dia 6 de outubro.
Sextou com o Boteco da Alameda
Já que sextou, o Boteco da Alameda informaaaa: o PRD nacional recebeu a nominata com os nomes que irão compor a Comissão Executiva Provisória do partido em Mato Grosso, que tem como presidente estadual o empresário Mauro Carvalho Junior.
Além de Mauro Carvalho outros nomes estão na lista: Junior Poyer, assessor do deputado estadual Dilmar Dal’Bosco (UB), na vice-presidência, Neurilan Fraga como Secretário Executivo. O pai do vereador Bruno Rios de Várzea Grande, Mauro Rios na primeira secretaria e na tesouraria Cláudio Campos.
A expectativa agora é de que o presidente nacional do PRD, Ovasco Resende, possa vir a Cuiabá ainda este mês, para dar posse a nova direção.
Fui…segue o fluxo!
Política
“O resultado foi um “desrespeito” à trajetória construída por Jayme ao longo de décadas”
O deputado estadual Eduardo Botelho (MDB), ex-integrante do União Brasil (UB), manifestou pesar pela derrota do senador Jayme Campos na convenção estadual da legenda, realizada na quinta-feira (30). Segundo o parlamentar, a decisão que retirou Jayme da disputa pelo Governo de Mato Grosso representa uma perda significativa para o cenário político estadual e desconsidera a trajetória construída pelo senador ao longo de décadas de atuação pública.
Ao comentar o resultado da votação interna, Botelho afirmou que Jayme Campos foi tratado de forma injusta pelo partido. Na avaliação do deputado, o senador sempre manteve uma postura municipalista, prestando apoio a lideranças políticas de diferentes regiões do Estado. Embora tenha evitado classificar o episódio como uma traição, Botelho definiu a condução do processo como um desrespeito à história política do parlamentar.
Durante a manifestação, o deputado ressaltou que Jayme Campos desempenhou papel decisivo na consolidação da carreira política do governador Mauro Mendes, atual presidente estadual do União Brasil. Conforme relatou, foi o senador quem apresentou o então empresário às lideranças do interior mato-grossense e contribuiu para ampliar sua inserção política dentro da legenda.
Botelho destacou que a atuação de Jayme Campos foi determinante para fortalecer as articulações partidárias em diversas regiões do Estado. Segundo ele, o senador abriu espaço para que Mauro Mendes construísse relacionamentos políticos estratégicos, fator que contribuiu para sua projeção e posterior ascensão aos principais cargos públicos de Mato Grosso.

Na avaliação do parlamentar, a ausência de Jayme Campos na disputa pelo Palácio Paiaguás reduz a pluralidade do debate político e enfraquece o processo eleitoral. Botelho descreveu o senador como uma liderança reconhecida pela capacidade de diálogo, pela experiência administrativa e pelo relacionamento consolidado com representantes de diferentes correntes políticas.
O deputado também afirmou que Jayme Campos sempre manteve uma atuação voltada ao atendimento das demandas dos municípios e ao fortalecimento das relações institucionais. Para Botelho, essas características consolidaram a imagem do senador como uma das principais referências políticas de Mato Grosso, razão pela qual sua exclusão da disputa causa impacto no ambiente político estadual.
A Convenção do União Brasil definiu, por meio de votação secreta, o posicionamento da sigla para as eleições ao Governo de Mato Grosso. A maioria dos convencionais decidiu apoiar a pré-candidatura do vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos), rejeitando a proposta de candidatura própria defendida por Jayme Campos.
Dos 51 convencionais aptos a participar da votação, 30 manifestaram apoio à aliança com Otaviano Pivetta, enquanto 19 optaram pela manutenção da candidatura de Jayme Campos. O processo registrou ainda um voto inválido e uma ausência, resultado que consolidou oficialmente a posição do partido para a sucessão estadual.
Com a definição da convenção, o União Brasil encerra um período de disputas internas e passa a concentrar esforços na construção da aliança em torno da candidatura de Otaviano Pivetta. A decisão modifica o cenário político mato-grossense e influencia diretamente as articulações entre partidos e lideranças para a formação das chapas que disputarão o comando do Executivo Estadual.
As declarações de Eduardo Botelho evidenciam que a derrota de Jayme Campos continua repercutindo entre importantes agentes políticos de Mato Grosso. Ao defender o legado do senador e criticar a condução do processo interno do União Brasil, o deputado reforça o debate sobre os impactos da decisão partidária para o equilíbrio político do Estado e para o desenvolvimento das próximas etapas da corrida eleitoral.
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