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Política

Ministério público ajuíza representação por causa de “derrame de santinhos”

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O Ministério Público Eleitoral (MPE) por meio dos promotores de Justiça com atribuições eleitorais em Cuiabá, ajuizou cerca de 4 representações contra candidatos, partidos e coligações em razão do “derrame de santinhos”, que poluiu as ruas da cidade no último dia 2, dia da eleição.

santinho-toninho-souzaSobretudo nas seções eleitorais de maior movimentação, conforme foi o caso comprovado pessoalmente pela reportagem do Blog do Valdemir, quando estava exercendo o seu direito à cidadania. Esse tipo de propaganda, considerada ilegal, é vedada pela Lei das Eleições nos termos do artigo 37, parágrafo , prevendo multa por descumprimento que varia entre R$ 2 mil e R$ 8 mil.

Os acionados pelo MPE também estão sujeitos à apuração do crime punível com detenção, de seis meses a um ano, com a alternativa de prestação de serviços à comunidade pelo mesmo período e multa no valor de cinco mil a 15 mil UFIR (Unidade Fiscal de Referência).

Dos 4 candidatos ao cargo de vereador em Cuiabá representados pelo Ministério Publico Eleitoral, já foi ingressado na ultima terça-feira contra eles por propaganda irregular, dos 4 apenas 1 deles não conseguiu ser aprovado pela população.

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O Ministério Publico Eleitoral acionou os eleitos a vereador Toninho de Souza (PSDB), que conseguiu ao eleitorado cuiabano 5.620 votos, Elizeu Nascimento (PSDC) com 4.012 votos, Juca do Guaraná Filho (PT do B) com 3.845 votos e o não eleito Zé Adrenalina Motos. Todos são acusados de promoverem derrame de “santinhos” nas vias públicas no dia eleição.

As irregularidades foram encontradas nos bairros Santa Izabel, Escola Tancredo Neves, Paiaguás e no Pedregal. Os alvos foram os eleitores também das escolas estaduais Rodolfo Augusto T. E. Curvo e das escolas municipais Orlando Nigro e Maria Eunice Duarte de Barros.

Para o MPE, os quatro candidatos tentaram vantagem indevida com a estratégia política. “Tal conduta configura grave ilícito eleitoral que, por presunção legal, afeta a normalidade e legitimidade das eleições, promovendo às vésperas das eleições derramamentos de santinhos em via pública e locais próximos as eleições com escopo de auferir indevida vantagem em relação aos demais candidatos”, diz um trecho da representação.

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De acordo com o MPE, outros candidatos também deverão ser acionados. No dia eleição, após constatar várias irregularidades, o promotor Gérson Barbosa, acompanhado de sua assessoria, efetuou diversos registros fotográficos e encaminhou ofício à Secretaria de Serviços Urbanos para que fosse efetuado o recolhimento de todos os “santinhos”. O material apreendido servirá de provas para a adoção das medidas judiciais cabíveis.

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Política

PL convoca convenção em Mato Grosso sob “Tensão e Racha” entre prefeitos

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O Partido Liberal (PL) de Mato Grosso enfrenta uma severa crise de alinhamento interno diante da expressiva resistência de seus principais prefeitos em declarar apoio à pré-candidatura do senador Wellington Fagundes ao Governo do Estado. Os gestores municipais Flávia Moretti, de Várzea Grande, Abilio Brunini, de Cuiabá, e Cláudio Ferreira, de Rondonópolis, sinalizam franca preferência política pela reeleição do atual governador, Otaviano Pivetta, filiado ao Republicanos.

O impasse reside no conflito de interesses regionais e nas alianças locais estabelecidas pelos mandatários, os quais divergem abertamente da estratégia centralizada da cúpula partidária mato-grossense. Essa dissonância estratégica gerou ruídos e atritos internos profundos, levando os prefeitos a buscarem canais de interlocução diretamente junto à Executiva Nacional da legenda em Brasília para mediar o severo dissídio.

Para mitigar o desconforto institucional e conter o esfacelamento de sua base, as lideranças municipais tentam articular soluções intermediárias que evitem uma ruptura definitiva com a agremiação.

Cenário Atual

Flávia Moretti: A Prefeita de Várzea Grande declarou que não garantiu o seu voto e vai se manter neutra até a realização das convenções partidárias. Ela e outros gestores buscaram alinhamentos na executiva nacional para lidar com esse impasse.

Abilio Brunini: O Prefeito de Cuiabá tem tentado evitar o desconforto defendendo um acordo geral onde o PL indicaria o vice na chapa de Pivetta.

Cláudio Ferreira: O Prefeito de Rondonópolis está fortemente inclinado em apoiar Pivetta, o que causou ruídos internos com a cúpula do PL no Estado.

O desfecho oficial para essa complexa queda de braço partidária ocorrerá no dia 5 de agosto de 2026, data limite estabelecida pelo calendário oficial da Justiça Eleitoral para a homologação das candidaturas. A escolha estratégica do último dia do prazo legal visa garantir tempo adicional para a maturação das negociações políticas e para a pacificação dos ânimos inflamados entre os correligionários.

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O cenário geográfico e político desse embate concentra-se no Estado de Mato Grosso, uma região de expressiva relevância econômica no Agronegócio Nacional e onde o Partido Liberal (PL) detém uma base parlamentar robusta. A Convenção Estadual unificada, estruturada especificamente para congregar todas as forças regionais, servirá como o “Grande Tribunal Político” para a definição dos rumos majoritários e proporcionais da sigla.

O objetivo primordial da convocação compulsória feita pela liderança do Partido Liberal (PL) é sedimentar a união formal da legenda e assegurar que toda a densidade eleitoral dos prefeitos seja canalizada para o projeto majoritário próprio. O presidente estadual da sigla, Ananias Filho, preconiza a centralização de esforços e a “fidelidade partidária rígida” como pilares indispensáveis para a sobrevivência e o fortalecimento do partido nas urnas.

O evento político congregará, além dos três prefeitos rebeldes das maiores cidades do estado, deputados estaduais, deputados federais, vereadores e uma vasta rede de lideranças municipais e regionais da agremiação. A maciça presença do funcionalismo político partidário é vista pela presidência como uma demonstração pública indispensável de força e controle institucional perante o eleitorado e os adversários.

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Embora se trate de uma deliberação de alta relevância, a Executiva Nacional do Partido Liberal (PL) adotará uma postura de distanciamento físico, conferindo ao encontro um caráter estritamente regional e isolado de interferências externas.

O dirigente Ananias Filho confirmou a ausência de convite formal ao presidente nacional da legenda, Valdemar Costa Neto, em virtude do envolvimento deste nas complexas articulações e convenções em outros estados da federação.

O reflexo dessa instabilidade interna reverbera diretamente no tabuleiro das forças políticas concorrentes em Mato Grosso, que monitoram atentamente a fragmentação do partido de oposição. A indefinição do PL tensiona o arco de alianças e altera substancialmente a correlação de forças na disputa pelo Palácio Paiaguás, influenciando as estratégias de agremiações de centro e de esquerda no território mato-grossense.

Diante do encerramento do cronograma de convenções pelo Partido Liberal (PL), os próximos dias serão marcados por intensa movimentação, iniciada pela Federação Brasil da Esperança em 25 de julho, seguida por União Brasil (UB), Progressistas, Podemos e o próprio Republicanos.

O desfecho dessa intrincada engrenagem eleitoral redefinirá por completo a governabilidade regional e os rumos das coalizões partidárias nos meses subsequentes.

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