Política
Ministério da Saúde libera R$ 138 milhões para MT
Uma articulação da bancada federal de Mato Grosso durante todo o ano de 2019 resultou na liberação de R$ 138 milhões do Ministério da Saúde em emendas impositivas.
O deputado federal Dr. Leonardo Ribeiro Albuquerque (Solidariedade-MT) indicou um total de R$ 6 milhões que irão ajudar a desafogar as contas das Secretarias de Saúde de 29 prefeituras neste final de ano. O montante será aplicado em ações de média e alta complexidade.
Serão contempladas as seguintes cidades: Água Boa, Apiacás, Araputanga, Barra do Garças, Cáceres, Campo Novo do Parecis, Campos de Júlio, Cocalinho, Conquista D’Oeste, Cuiabá, Figueirópolis D’Oeste, Jaciara, Jauru, Juína, Matupá, Mirassol D’Oeste, Nova Mutum, Paranatinga, Pontes e Lacerda, Porto Estrela, Reserva do Cabaçal, Ribeirão Cascalheira, Rio Branco, Rondonópolis, São Félix do Araguaia, Serra Nova Dourada, Sorriso, Vera e Vila Bela da Santíssima Trindade.
Com a liberação do Ministério da Saúde para incremento da Média e Alta Complexidade Ambulatorial e Hospitalar (MAC), as cidades receberão recursos para complementar o custeio dos serviços, com o objetivo de melhorar o atendimento à população incrementando o financiamento da rede própria de atendimento e, ainda, atuando na ampliação do custeio proporcionando a redução de filas de atendimento.
“É com alegria que conseguimos viabilizar esse apoio aos municípios no final de um ano tão difícil para a saúde. Por ser médico que atuou na rede pública conheço de perto a realidade do SUS. Por isso, também, tenho trabalhado em várias frentes pela saúde. No primeiro semestre liberamos recursos ajudar as cidades no custeio de ações que estão beneficiando diretamente a população como, por exemplo, a Estratégia de Saúde da Família. Agora, o investimento será em atendimentos e redução de filas. Em 2020 o trabalho continua“, explicou Dr. Leonardo.
De acordo com o MS, poderão ser alocados recursos de emenda em Serviços de Assistência Hospitalar e Ambulatorial para Cumprimento de Metas que serão cadastrados no Sistema de Informações Ambulatoriais de Saúde (SIA) e no Sistema de Informações Hospitalares.
Neste ano, Dr. Leonardo beneficiou outros municípios de Mato Grosso na atenção básica ou atenção primária em Saúde. O incremento temporário do PAB é um “plus” nos recursos utilizados pelos municípios na execução das ações em Atenção Básica pactuadas em seus Planos Municipais de Saúde.
Foram beneficiadas: Alto Garças, Campos de Júlio, Cocalinho, Conquista D’Oeste, Jauru, Alto Araguaia, Aripuanã, Canabrava do Norte, Chapada dos Guimarães, Colíder, Confresa, Santo Afonso e Juruena.
Veja a relação dos municípios contemplados com Emendas Impositivas 2019 indicadas pelo deputado federal Dr. Leonardo Albuquerque:
MUNICÍPIO
VALOR LIBERADO PELO MINISTÉRIO DA SAÚDE
Água Boa – R$ 250.000
Apiacás – R$ 200.000
Araputanga – R$ 12.265
Barra do Bugres – R$ 300.000
Cáceres – R$ 1.169.117
Campo Novo do Parecis – R$ 100.000
Campos de Júlio – R$ 250.000
Cocalinho – R$ 50.000
Conquista D’Oeste – R$ 38.013
Cuiabá – R$ 1.200.000
Figueirópolis D’Oeste – R$ 48.309
Jaciara – R$ 45.100
Jauru – R$ 87.535
Juína – R$ 300.000
Matupá – R$ 80.913
Mirassol D’Oeste – R$ 300.000
Nova Mutum – R$ 150.000
Paranatinga – R$ 100.000
Pontes e Lacerda – R$ 200.000
Porto Estrela – R$ 14.076
Reserva do Cabaçal – R$ 3.127
Ribeirão Cascalheira – R$ 144.703
Rio Branco – R$ 61.457
Rondonópolis – R$ 500.000
São Félix do Araguaia – R$ 200.000
Serra Nova Dourada – R$ 27.832
Sorriso – R$ 300.00
Vera – R$ 49.909
Vila Bela da Santíssima Trindade – R$ 100.000
Política
Disputa interna no União Brasil e pressão sobre empréstimo bilionário sacodem a política de Mato Grosso
A estabilidade política em Mato Grosso enfrenta um período de intensa reconfiguração com o acirramento das tensões partidárias internas. A disputa pelo controle de narrativas e espaços de “PODER” dentro do União Brasil (UB) atinge o seu ápice, mobilizando as principais lideranças do estado em uma contenda que reverbera diretamente nas articulações para os próximos pleitos eleitorais.
O embate centralizado envolve diretamente o senador Jayme Campos e o ex-governador Mauro Mendes, ambos filiados ao mesmo partido, o União Brasil (UB). O desentendimento entre as duas personalidades públicas expõe fraturas ideológicas e estratégicas profundas na base governista, evidenciando que a aparente unidade da sigla caminha sobre um terreno de constante e complexa “DISPUTA” de forças.
O cenário de “CRISE POLÍTICA” manifesta-se de forma explícita no território mato-grossense, e os principais redutos eleitorais do interior tornam-se o palco geográfico das negociações. A relevância econômica e política do estado no cenário nacional amplifica o impacto de qualquer instabilidade institucional gerada por esse racha partidário.
As movimentações de bastidores e os confrontos públicos entre as lideranças estendem-se até o dia 4 de agosto, data limite que funciona como um marco decisivo. Esse cronograma rigoroso impõe uma urgência extrema às negociações, uma vez que as convenções partidárias e os prazos legais exigem definições céleres e estratégicas por parte dos articuladores envolvidos.
O estopim para a visibilidade pública dessa crise decorre diretamente da convocação de uma Convenção Partidária cujo formato surpreendeu os analistas de mercado. O edital prevê a duração de apenas uma hora para o encerramento dos trabalhos, com início estipulado para as 17 horas e término inflexível às 18 horas, um período considerado excessivamente exíguo para deliberações complexas.

A motivação por trás dessa “JANELA TEMPORAL” tão restrita visa, segundo interlocutores, limitar debates prolongados e acelerar decisões previamente coordenadas pelas cúpulas. Essa metodologia de gestão partidária busca mitigar desgastes públicos e evitar que dissidências internas ganhem contornos de maior publicidade, embora acabe por gerar o efeito inverso ao alimentar especulações.
A dinâmica conflituosa desenvolve-se por meio de declarações contundentes, reuniões de emergência e forte articulação junto aos deputados da base aliada. O senador Jayme Campos formalizou publicamente suas ressalvas à condução política atual, utilizando os canais de comunicação e as tribunas para demarcar sua posição de independência e contraposição às diretrizes da ala rival.
Oposição a contratação de um empréstimo financeiro no valor de R$ 1,5 bilhão
O descontentamento do senador expandiu-se também em direção à gestão do governador Otaviano Pivetta, do partido Republicanos. Jayme Campos posicionou-se como o primeiro opositor de peso a questionar frontalmente a proposta governamental que autoriza a contratação de um empréstimo financeiro no valor de R$ 1,5 bilhão.

O montante bilionário pleiteado pelo Poder Executivo encontra-se atualmente sob rigorosa análise técnica e política dos parlamentares na Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT). A oposição ao projeto fundamenta-se na necessidade de maior transparência sobre o impacto fiscal a longo prazo e sobre a real necessidade desse endividamento público na atual conjuntura.
Demonstrando plena convicção em seu capital político, o parlamentar federal argumenta que a proximidade do encerramento do mandato do atual gestor desaconselha a assunção de compromissos financeiros dessa magnitude.
A tese defendida sustenta que o fim de governo exige prudência administrativa, evitando que futuras gestões herdem passivos que possam comprometer os investimentos essenciais no Estado de Mato Grosso.
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