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O FUTURO DE MATO GROSSO COM NOVO GOVERNO

Mendes espera que Lula atue em cooperação com os Estados e Municípios

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Um dos desafios do presidente eleito do Partido dos Trabalhadores (PT), Luiz Inácio Lula da Silva, neste domingo (30) será encontrar formas de amenizar os efeitos da polarização que marcou os últimos anos da política no país e que culminou com um resultado apertado no segundo turno das eleições, com uma diferença de pouco mais de 2 milhões de votos entre Lula e o atual presidente e candidato à reeleição, Jair Messias Bolsonaro do Partido Liberal (PL).

Depois de governar o país entre 2003 e 2010, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) será, aos 77 anos de idade, o homem a ocupar por mais tempo o cargo de presidente do Brasil desde Getúlio Vargas, que comandou o país por mais de 18 anos, também divididos em dois períodos.

Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se elegeu presidente do Brasil pela terceira vez. Para especialistas, a eleição de Lula pode ser explicada principalmente pela economia e pela alta rejeição do presidente Jair Bolsonaro (PL). A distribuição da votação dos dois candidatos foi semelhante à observada no primeiro turno. Bolsonaro, porém, conseguiu reduzir significativamente a vantagem de Lula.

Nos governos estaduais, a maioria dos eleitos estava apoiando Bolsonaro. De outro lado, aliados de Lula ganharam em 10 estados.

Mauro Mendes Ferreira (UB), reeleito para comandar o Estado de Mato Grosso por mais 4 anos, que hipotecou apoio a reeleição de Jair Messias Bolsonaro (PL), e afirmou esperar que o presidente da República eleito para a próxima gestão, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), atue em cooperação com os Estados e Municípios para entregar resultados aos cidadãos brasileiros e mato-grossenses.

Nesta eleição, Mauro Mendes apoiou o atual presidente Jair Bolsonaro (PL), ajudando a aumentar a votação em Mato Grosso de 59% para 65%. Porém, não foi o suficiente para a sua reeleição.

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O governador mato-grossense, Mauro Mendes, em entrevista ao Jornal da Manhã, da Jovem Pan nacional, na manhã desta segunda-feira (31), defendeu que o presidente eleito tenha foco em compreender e solucionar os problemas do Brasil, e não em questões ideológicas de esquerda e direita.

O desafio é o presidente Lula ter a capacidade de fazer uma agenda para o Brasil e não uma agenda para setores específicos, não olhar muito para a esquerda nem para a direita, e sim para os problemas do Brasil, compreendendo os desafios que nós temos para tornar esse país o país do presente, e não o país do futuro, futuro que está distante de acontecer para a maioria dos brasileiros”.

Mendes destacou que a atual gestão do Governo do Estado construiu as condições para “caminhar com as próprias pernas”, mas que a parceria com o Governo Federal é importante para reforçar os investimentos em prol da população.

Fizemos aquilo que é necessário para cumprir o nosso papel com o cidadão, recuperamos a capacidade do Estado em investir, fechamos dois anos consecutivos investindo 15% da Receita Corrente Líquida e ano que vem vamos investir nesse mesmo patamar. O relacionamento com o Governo Federal é importante, mas não somos mais dependentes de verbas que possam ou não ser liberadas. Vamos continuar um ritmo acelerado de investimentos, crescendo o nosso PIB e cumprindo o nosso papel com os mato-grossenses”.

Para o governador, a sinergia entre o Poder Público Federal, Estadual e Municipal é necessária para beneficiar o cidadão, tendo em vista o cenário de crise econômica que já atinge partes do mundo e deve chegar também ao Brasil.

O cidadão quer que Governo Federal, Estados e municípios funcionem bem. Afinal, todos nós pagamos impostos para que o Poder Público preste serviço de qualidade. E quando você tem essa sinergia, você pode otimizar a aplicação do dinheiro público e dar um retorno melhor ao cidadão. Vamos dialogar, vamos cooperar, vamos respeitar democraticamente o resultado das urnas”.

De acordo com Mauro Mendes, a principal demanda para o Estado de Mato Grosso, continua sendo a Infraestrutura e o Governo Federal pode auxiliar a diminuir o gargalo.

Somos o maior produtor do país, respeitando o Código Florestal, e essa capacidade de produzir depende de mais Infraestrutura e precisamos do apoio do Governo Federal para melhorar ainda mais”.

Mauro Mendes também defendeu que o presidente eleito, Luiz Inácio “Lula” da Silva trabalhe para diminuir a polarização e, assim, pacificar o país.

O Lula quando foi presidente, pegou o mundo em um momento muito bom, com uma janela de crescimento, tudo dando certo no mundo. Diferente daquele momento, vamos pegar uma economia mundial que passa por um stress que terá consequências econômicas. E quando você tem dificuldade, você tem que aumentar a capacidade de conversa com a sociedade. Vamos cooperar com isso, afinal, quem quer o bem do Brasil não pode torcer pelo mal daqueles que foram eleitos. Torcer para o insucesso do presidente Lula seria torcer contra o Brasil, torcer para que nós percamos esse jogo, que vai trazer graves consequências para a maioria dos brasileiros. Vamos dialogar, vamos cooperar para que nós possamos juntos para dar os resultados que o Brasil precisa”, finalizou.

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Política

Entre Podemos e Republicanos, Flávia Moretti avalia futuro partidário após crise no PL

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A Prefeita de Várzea Grande, Flávia Petersen Moretti de Araújo, mais conhecida como Flávia Moretti, poderá escolher entre o Podemos e o Republicanos caso deixe o Partido Liberal (PL), segundo informações repassadas por uma fonte próxima à gestora municipal da Cidade Industrial, a definição sobre o futuro partidário da prefeita ganhou força diante da possibilidade de abertura de um processo interno na legenda e de eventual expulsão por divergências políticas relacionadas à sucessão do Governo de Mato Grosso.

A chefe do Executivo Municipal várzea-grandense, Flávia Moretti teria recebido convites de diferentes partidos nos últimos dias, em meio às especulações sobre sua permanência no PL. Neste momento, porém, as conversas estariam concentradas principalmente entre o Podemos e o Republicanos. A movimentação ocorre enquanto a prefeita acompanha os desdobramentos da crise interna e aguarda os próximos encaminhamentos da direção estadual da sigla à qual está filiada.

O impasse teve origem após Flávia Moretti manifestar publicamente apoio à reeleição do governador Otaviano Pivetta, do Republicanos, enquanto o Partido Liberal (PL) trabalha para consolidar a pré-candidatura do senador Wellington Fagundes ao Governo de Mato Grosso. O posicionamento da prefeita foi interpretado pela direção partidária como uma divergência em relação ao projeto político defendido pelo PL para as próximas eleições estaduais.

O presidente estadual do Partido Liberal, Ananias Filho, confirmou que Flávia Moretti e o Prefeito de Rondonópolis, Cláudio Ferreira, serão submetidos a procedimentos internos. De acordo com ele, os filiados que declararam apoio a candidatos de outras legendas serão formalmente notificados e terão prazo para apresentar defesa antes que qualquer decisão definitiva seja tomada pela Executiva Estadual.

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Segundo Ananias Filho, a direção estadual deverá reunir informações sobre a conduta dos prefeitos e instaurar procedimentos para analisar cada caso. Após essa etapa, os processos serão encaminhados a relatores, responsáveis por examinar as circunstâncias, avaliar os argumentos apresentados e ouvir as defesas dos envolvidos, seguindo as regras internas estabelecidas pela legenda.

Concluída a fase de análise, os relatores deverão elaborar pareceres e relatórios sobre os processos. A previsão informada pelo presidente estadual é de que uma decisão seja tomada em um período estimado entre 30 e 60 dias. Além da possibilidade de expulsão, os procedimentos poderão resultar na aplicação de outras medidas disciplinares, conforme a avaliação da executiva partidária.

Ao comentar o processo, Ananias Filho afirmou que a finalidade da apuração é examinar a conduta dos filiados antes da definição de qualquer punição.

Esse procedimento é para analisar a conduta deles e aí o relator faz o relatório. Eu, se fosse relator de algum caso, relatava pela expulsão”, declarou o dirigente, ao demonstrar sua posição pessoal sobre a eventual penalidade.

A crise também já provocou uma saída no interior do Estado. Em Campo Novo do Parecis, o prefeito Edilson Piaia decidiu deixar o Partido Liberal e formalizou o pedido de desfiliação da legenda. O episódio reforça o cenário de tensão provocado pelas divergências entre lideranças municipais e a estratégia eleitoral definida pela direção estadual do partido para a disputa pelo comando de Mato Grosso.

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Uma possível filiação de Flávia Moretti ao Republicanos encontra respaldo em declarações recentes do governador Otaviano Pivetta. O chefe do Executivo Estadual afirmou que prefeitos eventualmente expulsos de seus partidos em razão do apoio à sua candidatura serão recebidos pela legenda caso manifestem interesse em integrar o grupo político, ampliando as alternativas da prefeita em uma eventual saída do PL.

Acho que não há nenhum prefeito precisando de partido, mas os que quiserem serão bem-vindos. Eu vou convidar os bons prefeitos, as boas prefeitas”, declarou Pivetta.

Enquanto o PL conduz os procedimentos internos e a prefeita avalia as possibilidades de permanência ou mudança de legenda, o futuro partidário de Flávia Moretti permanece em aberto, com Podemos e Republicanos despontando, segundo a fonte ouvida, como os principais destinos em discussão.

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