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“TUDO PELO PODER DO PODER”

MDB e PT querem participação na Mesa Diretora da AL

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Um grupo de parlamentares se reuniram na noite de quarta-feira (11) com o deputado estadual Max Joel Russi do Partido Socialista Brasileiro (PSB), que apoiam seu projeto de candidatura ao cargo de presidente da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT), para discutir o convite feito pelo atual presidente da Casa de Leis, José Eduardo Botelho (UB), para repetir a “dobradinha” na Mesa Diretora.

Após o jantar com seus apoiadores, o deputado estadual Max Russi (PSB) decidiu manter seu projeto de candidatura à presidência da Assembleia Legislativa Mato-grossense para o próximo Biênio.

O candidato Max Russi, disse que vai continuar a fazer suas articulações junto aos demais companheiros de parlamento, e que vai manter o diálogo e que ainda não fechou as possibilidades de articulação com demais candidatos ao comando da Mesa Diretora daquela Casa de Leis.

Eu vou continuar com o meu projeto, vou continuar conversando com todos, nada está fechado ainda”.

Caso o deputado estadual Max Russi mantenha sua candidatura, haverá uma disputa interna entre ele e o deputado estadual Eduardo Botelho, que deve movimentar o Legislativo nas próximas semanas.

Ambos têm dito que contam com apoio de maioria dos deputados, cerca de 14. Com essa contagem dos parlamentares, a conta não fecha, já que a Assembleia Legislativa Mato-grossense conta apenas 24 cadeiras.

Com toda essa indefinição de candidaturas a presidência da Assembleia Legislativa Mato-grossense pela disputa entre Zé Botelho (UB) e Max Russi (PSB), fez acender uma luz verde pelas bandas do Partido dos Trabalhadores (PT), e do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), que decidissem criar um bloco com 6 deputados estaduais para participarem com cargos da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT).

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O objetivo, segundo os deputados estaduais dos partidos do PT e do MDB, é decidir coletivamente em quem o grupo vai votar para a nova presidência da Casa de Leis para o próximo Biênio.

A parlamentar emedebista Janaína Greyce Riva, disse que essa formação do grupo, e para que os demais partidos tenham participação na Mesa Diretora e também tenham vez e voz.

A ideia é que cada partido tenha um cargo na Mesa Diretora. O bloco é também uma resposta a essa disputa entre os dois candidatos que não querem abrir mão da disputa, e caso não haja disputa e Russi e Botelho, o bloco também pretende discutir espaço”.

Nos corredores palacianos, a informação é que a aliança entre o PT e o MDB, seria também uma forma de protesto pela continuidade da “dobradinha” que os dois candidatos, Max Russi e Zé Botelho, acumulam desde 2019, quando o atual presidente da Casa de Leis, Zé Eduardo Botelho (UB), foi reeleito pela primeira vez presidente do Poder Legislativo, tendo como primeiro-secretário o deputado do PSB, Max Russi.

O MDB na Assembleia Legislativa, tem a força dos deputados estaduais Janaína Greyce Riva, Dr. João José de Matos, Thiago Silva e Juca do Guaraná Filho. Já o Partido dos Trabalhadores (PT), conta com apenas dois parlamentares, Lúdio Cabral e Valdir Barranco.

A eleição para a Mesa Diretora ocorrerá no dia 1º de fevereiro, após a posse dos 24 deputados.

Zé Eduardo Botelho chegou de comentar que estava apenas aguardando a resposta de Max Russi sobre seu convite para continuar com a “dobradinha”, e acreditava que conseguiria chegar a um entendimento para ter uma chapa de consenso para a Mesa Diretora da Casa de Leis.

Da minha parte como da parte de Max, não tem nenhum apavoramento, estamos tranquilos e nós estamos muito bem alinhados. A minha esperança é que não aconteça disputa, que nós possamos entrar em um entendimento, porque a Assembleia vem dando resultado. Nunca aquela Casa teve uma aprovação em torno de 50%. Hoje, nós temos. É pequena? É, mas é grande para os Parlamentos. O retorno dos deputados à Assembleia foi de 82%, dos 22 que disputaram, 18 retornaram”.

MOVIMENTAÇÃO

Uma decisão recente do Supremo Tribunal Federal (STF), de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) sobre a Mesa Diretora da Assembleia do Estado do Paraná, beneficiou o mato-grossense Zé Botelho na busca pelo quarto mandato de presidente da Casa de Leis. A decisão afirma que a proibição de mais de uma recondução ao mesmo cargo não atinge as composições eleitas antes de janeiro de 2021.

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Zé Botelho, em 2021, chegou a ser afastado do cargo, após a Suprema Corte entender que seu terceiro mandato como presidente era inconstitucional. Porém, ele retornou à função no início de 2022, após nova reviravolta no julgamento. Nesse meio tempo, Max Russi assumiu a presidência da Assembleia Legislativa Mato-grossense, tendo Zé Eduardo Botelho como primeiro-secretário.

Em novembro, com a decisão recente do Supremo Tribunal Federal (STF), Zé Eduardo Botelho anunciou que desistiria do projeto devido a uma resposta dada pelo STF sobre a possibilidade de reeleição. Com isso, Max Russi começou a articular sua candidatura a presidente. Porém, dias depois, Zé Botelho voltou atrás devido ao novo entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) e relançou sua candidatura.

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Política

Invasão cibernética na Saúde alimenta embate político em Mato Grosso

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Um sofisticado incidente cibernético violou a infraestrutura tecnológica da Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso (SES-MT), deflagrando uma crise institucional que mobiliza o Poder Executivo e a Assembleia Legislativa Mato-grossense (AL/MT). O episódio, classificado tecnicamente como uma “invasão hacker”, desestabilizou a percepção de segurança dos sistemas governamentais e gerou imediata repercussão no cenário político local. O evento expõe a vulnerabilidade digital da administração pública frente a ameaças externas cada vez mais ousadas e coordenadas.

Os alvos diretos e indiretos dessa ação criminosa envolvem a própria Secretaria de Saúde, responsável pelo gerenciamento de dados assistenciais, e a Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (ALMT), que atua como órgão fiscalizador. O presidente do Parlamento Estadual, deputado Max Russi (Podemos), assumiu o protagonismo institucional ao externar profunda preocupação com o ocorrido, enquanto a equipe técnica da pasta de Saúde e os investigadores da Polícia Civil desdobram-se para mitigar os danos colaterais e identificar os autores do ataque.

As consequências imediatas do ataque cibernético resultaram no impacto restrito a um volume inferior a 1 Terabyte (TB) de informações do acervo digital da pasta, o qual acabou sendo integralmente recuperado por meio de sistemas de contingência e redundância. No entanto, o desdobramento mais crítico manifestou-se no plano político, manifestado pelo temor de que o apagão de dados pudesse inviabilizar o fornecimento de documentos essenciais para os trabalhos de fiscalização parlamentar em andamento na capital do estado.

O epicentro do incidente localiza-se nos servidores centrais da Secretaria de Saúde, situados no Centro Político Administrativo de Cuiabá, irradiando seus efeitos institucionais diretamente para o Palácio Paschoal Moreira Cabral, sede do Poder Legislativo Mato-grossense.

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A proximidade geográfica e administrativa dessas instituições amplificou o eco do debate sobre a eficiência da infraestrutura tecnológica pública estadual, transformando a capital mineira-mútua do Agronegócio em um palco de intensas cobranças governamentais.

A identificação original do ataque digital ocorreu em meados de março de 2026, porém o ápice do tensionamento institucional consolidou-se nesta quarta-feira, 3 de junho, durante uma sessão coletiva de imprensa convocada pelo presidente da Casa de Leis. O momento cronológico do anúncio revelou-se extremamente sensível, por coincidir exatamente com a fase de instalação e estruturação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) destinada a investigar a gestão da Saúde Pública no Estado.

A motivação presumida por trás da ação criminosa assume contornos ambíguos, dividindo-se entre a tentativa de extorsão financeira, prontamente rechaçada pelo Executivo, que negou qualquer pagamento de resgate, e a suspeita de sabotagem política. Parlamentares mais incisivos levantaram a hipótese de que a invasão visava ocultar passivos administrativos, embora a liderança do Legislativo tenda a encarar o episódio como uma nefasta coincidência oportunista que se aproveitou de fragilidades estruturais do sistema.

As justificativas técnicas apresentadas pela Secretaria de Saúde fundamentam-se na robustez de seus protocolos de segurança da informação, os quais permitiram o restabelecimento célere das atividades institucionais sem prejuízo ao atendimento da população. Por sua vez, a justificativa para a reação veemente do Parlamento baseia-se no dever constitucional de fiscalização, sustentando que qualquer instabilidade em bancos de dados governamentais representa uma ameaça direta à transparência e à estabilidade social.

O método operacional utilizado pelos criminosos consistiu na quebra de barreiras digitais de criptografia para acessar a rede interna da secretaria, seguido de uma suposta exigência financeira ilegal que acabou ignorada pelas autoridades. Do lado institucional, o método de resposta envolveu o acionamento imediato da Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos e Cibernéticos (DRCI) para subsidiar a investigação criminal, além do anúncio de auditorias nos sistemas redundantes do Estado.

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Os desdobramentos futuros desse imbróglio apontam para uma inevitável reformulação nas políticas de investimentos em segurança cibernética de Mato Grosso, com pressões para o fortalecimento da Empresa Pública de Tecnologia da Informação (MTI). Além disso, a Mesa Diretora do Legislativo garantiu que a comissão investigativa requisitará auditorias independentes para assegurar que nenhum dado relevante tenha sido permanentemente suprimido ou mascarado durante o período em que o sistema esteve vulnerável.

As perspectivas de encerramento do caso dependem agora do avanço do inquérito policial e da capacidade de o Estado demonstrar que seus mecanismos de salvaguarda digital são invioláveis contra futuras incursões. O presidente da Assembleia Legislativa assegurou que as investigações da CPI não sofrerão paralisações ou entraves técnicos, visto que os mecanismos de armazenamento externo garantirão o fluxo contínuo de provas, blindando o processo político contra interferências do crime virtual.

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