INÍCIO DE UM NOVO CICLO
Max Russi prepara migração para o Podemos e articula reorganização partidária visando às eleições de 2026 em Mato Grosso
O presidente da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT), deputado estadual Max Russi (PSB), confirmou que sua filiação ao partido Podemos está prevista para ocorrer no dia 7 de março, durante um ato político em Cuiabá. O movimento marca uma mudança estratégica no cenário partidário estadual e sinaliza o início de um novo ciclo de articulações com foco nas eleições estaduais e federais de 2026, envolvendo lideranças municipais, parlamentares e pré-candidatos.
Segundo o parlamentar, a cerimônia de filiação deverá reunir cerca de 15 prefeitos e aproximadamente 10 vice-prefeitos, além de dois deputados estaduais, Alberto Machado, o Beto Dois a Um e Fábio Tardin. A expectativa é de que o evento também formalize a entrada de um número expressivo de pré-candidatos a deputado estadual e federal, consolidando o Podemos como uma das principais apostas para a formação de chapas competitivas no próximo pleito.
Max Russi afirmou que, a partir de março, assumirá oficialmente a presidência estadual do Podemos e dará início ao processo de estruturação da legenda em Mato Grosso. O objetivo, segundo ele, é organizar o partido de forma sólida e ampliar sua presença nos municípios, criando condições políticas e administrativas para disputar espaços relevantes nas eleições de 2026, tanto no Legislativo quanto no Executivo.

O deputado destacou ainda que as conversas sobre possíveis composições partidárias com outras siglas devem começar formalmente após sua filiação. De acordo com Russi, esse diálogo será conduzido de maneira planejada, respeitando o calendário eleitoral e buscando alianças que fortaleçam o projeto político do Podemos no estado. Ele também afirmou ter indicado à direção nacional do PSB nomes interessados em assumir a condução da sigla em Mato Grosso após sua saída.
Além de sua própria filiação, Max Russi confirmou que diversas lideranças políticas o acompanharão na mudança partidária. Entre os nomes citados estão a Prefeita de Jaciara, Andréia Wagner, que é sua esposa, e a Prefeita de Cáceres, Eliene Liberato. Também foram mencionados a primeira-dama de Rondonópolis, Alessandra Ferreira, e os prefeitos Isaack Castelo Branco, de Tesouro, e Thiago Timo, de Torixoréu.
O parlamentar explicou que vereadores atualmente filiados ao PSB não poderão migrar para o Podemos neste momento, em razão das regras da legislação eleitoral e da ausência de liberação partidária. Segundo ele, esses filiados somente poderão efetivar a mudança durante a próxima janela partidária específica para vereadores, prevista para março de 2028.
Max Russi ressaltou que prefeitos, vice-prefeitos e deputados estaduais filiados ao PSB deverão aproveitar a janela partidária de março para integrar o novo grupo político sem risco de perda de mandato. Esse período, previsto em lei, permite que detentores de cargos eletivos mudem de partido dentro de prazos determinados, preservando a segurança jurídica dos mandatos.
Por fim, o deputado afirmou que o Podemos deverá apoiar a pré-candidatura do vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) ao Governo de Mato Grosso. A sinalização reforça o posicionamento estratégico da legenda no tabuleiro político estadual e antecipa o alinhamento que poderá orientar as alianças majoritárias e proporcionais na disputa eleitoral de 2026.
Política
MDB se posiciona como o pivô das articulações estratégicas na disputa pelo Governo de Mato Grosso
A movimentação nos bastidores políticos do Estado de Mato Grosso atingiu um novo patamar de intensidade nas últimas horas, impulsionada por intensas negociações de bastidores. O cenário eleitoral recente aponta para uma articulação avançada que visa consolidar uma robusta aliança partidária entre diferentes frentes. O foco central dessas tratativas é a estruturação definitiva das composições majoritárias que disputarão o comando do Poder Executivo Estadual nas próximas eleições, redesenhando o mapa de forças locais.
Esta complexa engenharia política está se desenvolvendo diretamente nos principais eixos de articulação partidária do Estado de Mato Grosso, englobando diretórios e escritórios estratégicos. A relevância geográfica do Estado, um dos motores econômicos do país, amplifica o impacto dessas decisões. As reuniões e acordos concentram-se na capital e irradiam influência para os colégios eleitorais mais importantes do interior mato-grossense, onde as bases partidárias acompanham atentamente os desdobramentos.
O processo de aproximação e fechamento de acordos ganhou força significativa nas últimas horas, um período considerado crucial devido à proximidade das Convenções Partidárias oficiais. O fator tempo atua como um catalisador para as lideranças políticas, que buscam definir suas posições e garantir vantagens competitivas antes do encerramento dos prazos legais. A urgência cronológica exige decisões rápidas e certeiras por parte dos articuladores, que trabalham contra o relógio.
Os protagonistas dessa movimentação são as lideranças e os integrantes do Movimento Democrático Brasileiro (MDB) e do Republicanos, que buscam uma composição sólida para as próximas disputas. Além dessas duas siglas, o União Brasil (UB), uma ala expressiva do Partido Liberal (PL) participam ativamente como defensores dessa ampla aliança. No centro da dinâmica institucional destaca-se também a deputada estadual Janaina Riva, atual presidente do diretório do MDB em Mato Grosso.
A principal motivação por trás dessa intensa articulação é a busca por maior viabilidade eleitoral e o fortalecimento de uma chapa majoritária que demonstre robustez e capilaridade política. O objetivo imediato das legendas envolvidas é garantir uma estrutura partidária pesada e com tempo de propaganda necessário para assegurar o êxito nas urnas.
Para o MDB, especificamente, o movimento representa a oportunidade de consolidar sua relevância histórica e ditar os rumos da sucessão estadual.
O arranjo político em desenvolvimento prevê que a chapa majoritária resultante dessa união seja oficialmente encabeçada pelo atual governador do estado, Otaviano Pivetta. A proposta central consiste em integrar formalmente o MDB e o Republicanos na estrutura de apoio direto à liderança do atual chefe do Executivo. A estratégia visa apresentar ao eleitorado uma frente ampla e de continuidade administrativa, unindo forças tradicionais e novas correntes do cenário político.
A viabilização desse acordo ocorre por meio de reuniões estratégicas, diálogos reservados e avaliações criteriosas de cenários por parte de um grupo de emedebistas entusiasmados com o projeto. Estes membros do partido têm endossado publicamente a aliança, atuando como pontes entre as diferentes siglas. O método adotado envolve a superação de arestas internas e a construção de consensos programáticos que possam justificar a coligação perante os filiados e os eleitores.
A necessidade de uma articulação tão profunda decorre do fato de que as três principais legendas aliadas, União Brasil, Republicanos e a ala dissidente do Partido Liberal (PL), ainda não fecharam suas chapas definitivas para a disputa ao Senado Federal.
Até o presente momento, o bloco conta com apenas um pré-candidato consolidado para a vaga senatorial. Essa lacuna na chapa majoritária cria a necessidade de preenchimento estratégico, transformando o espaço vago em uma valiosa moeda de troca nas negociações.
Um dos principais fatores de complexidade nesse processo reside na postura da deputada estadual Janaina Riva, que atualmente não nutre uma relação estreita com o governador Otaviano Pivetta. Apesar do distanciamento pessoal e político entre a presidente da sigla e o chefe do Executivo, o clamor interno do partido tem pesado a favor da coligação.
A parlamentar emedebista avalia minuciosamente o cenário para identificar qual caminho oferecerá a maior viabilidade para sua própria projeção e futura disputa ao Senado.
Como consequência direta dessas variáveis, o MDB converteu-se oficialmente na chamada “noiva da vez” do mercado político mato-grossense às vésperas das Convenções Partidárias. O posicionamento estratégico do partido confere a ele o “PODER” de definir os rumos das alianças majoritárias e o peso do apoio governamental.
O desfecho dessa aproximação consolidará o desenho das forças que disputarão o voto do eleitorado, estabelecendo as bases para o próximo ciclo político do Estado de Mato Grosso.
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