Política
Janaina critica administração do governo Pedro Taques
Única deputada eleita nesta legislatura da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, Janaina Riva (PSD) não passou seu primeiro ano como parlamentar remoendo a prisão deu seu pai, o ex-deputado estadual e ex-presidente do Legislativa mato-grossense José Geraldo Riva, acusado de ser o chefe de uma rede de corrupção em Mato Grosso.
Janaina não ficou também no ostracismo de uma novata na esfera política. Ao contrário, encerrou o primeiro ano de seu mandato com uma das principais surpresas da Casa de Leis, impondo suas posições, mostrando determinação na aprovação de projetos e sua principais característica: a oposição sistemática ao governo Pedro Taques (PSDB), mas que também aprova propostas do governo que vão ao encontro da população, principalmente na mais carente.
A posição de não se atrelar a tudo que o atual governo tenta impor em sua administração, fez com que Janaina Riva terminasse seu primeiro ano de mandato com uma posição intrigante dentro de seu partido: não é bem vista no PSD, hoje comandado pelo vice-governador Carlos Favaro, que não aceita na sigla oposição a Taques. Tanto que foi convidada a deixar o partido. Ela espera a abertura da janela partidária, a chamada fidelidade partidária, para decidir seu destino. Deve mesmo engrossar as fileiras do PMDB e manter seu papel de opositora ao atual governo.
Ainda aguardando a janela para a mudança de sigla partidária, Janaina aproveitou o recesso parlamentar para fazer uma avaliação de seu primeiro ano como deputada. Esta avaliação foi feita em seu perfil, na rede social, onde apresentou um balanço do que realizou bem como um completo posicionamento em relação ao primeiro ano do governo Pedro Taques.
Neste balanço, Janaina não poupou críticas ao tucano e disse que ele “tropeça nas próprias pernas ou prova do próprio veneno”.
Janaina comparou Taques a Fernando Collor de Mello, criticou a segurança onde coloca o Estado como um dos mais violentos o País; a Saúde; as Obras da Copa que não saíram do papel; os gastos com publicidade e com pessoal, pontuando que o Governado extrapolou a Lei de Responsabilidade Fiscal.
Veja a íntegra da análise feita pela parlamentar.
“O governador Pedro Taques caminha para finalizar um ano de governo "tropeçando nas próprias pernas", ou prova do próprio veneno. Desde quando foi candidato pela primeira vez, ao Senado, seu discurso foi milimetricamente planejado para agradar o grande público, que sempre se sentido lesado, tende a dar crédito aos "paladinos" a lá Collor de Melllo que aparecem de tempos em tempos. Mas para não dizer que não falei das flores, vamos aos fatos: arrecadação batendo recorde, ponto para o governador, neste quesito o estado está se "transformando" numa máquina muito eficiente, se dando ao desfrute inclusive de perdoar dívidas milionárias, como foi o caso da Unimed, e bater o recorde em gastos com publicidade. Nenhum outro governo, antes na história de MT, gastou tanto em propaganda como o atual, mais um ponto para o governo.
As obras das copas já foram lançadas e relançadas pelo menos quatro vezes, mas até agora não foi colocado nem um tijolo, ponto a menos. A segurança pública descambou de tal forma que hoje MT é, proporcionalmente, cinco vezes mais violento que estado de São Paulo. Mais um ponto a menos.
A Saúde, que já trocou de secretário, como no caso da Segurança Pública, entrou em estado de coma. Mais um ponto a menos. Ontem um idoso morreuna porta de PSF no distrito da Guia. E daí vocês podem falar: PSF não atende casos de urgência e emergência e também não é de competência do Estado. E é aí que eu entro pra justificar minha fala: eu apresentei uma emenda ao orçamento que realocava parte dos recursos milionários que o senhor governador gasta com propaganda institucional e destinava à saúde, reestruturação das farmácias de alto custo e pontos de atendimento, porém nem uma palha do Poder Executivo foi mexida para mobilizar sua base governista a votar a favor. E por quê? Porque é mais fácil fazer propaganda e dizer que está tudo lindo, manipular, do que resolver os problemas.
Devido a criação de secretarias que não passam de "cabidões" de emprego, o estado, mesmo batendo recorde de arrecadação, extrapolou a lei de responsabilidade fiscal, mais de seis mil cargos comissionados. Ponto a menos de novo, estão somando ai??
Como presente de natal propôs aos funcionários de carreiras redução de salários, demissões voluntárias e se recusa a sentar e debater democraticamente com os servidores, fora o fato de não ter dado o abono salarial garantido por lei, logo ele que é um legalista e tão bem conhece de leis. Agora também quer mudar o calendário de pagamento deixando os servidores dez dias no atraso. Mais dois pontos a menos neste caso. Somaram tudo ai?
Berrou aos quatros cantos que sua equipe seria estritamente "técnica". Quebrou a cara e agora admite publicamente lotear os cargos para agradar aliados. Mais um ponto a menos.
Na minha opinião termina com saldo bem negativo, e na de vocês?”
Política
Investimento milionário em redes sociais pressiona estratégias digitais ao Senado
O candidato ao Senado José Antonio Medeiros (PL) assumiu a liderança absoluta dos gastos com impulsionamento de conteúdo digital entre todos os concorrentes à vaga por Mato Grosso. De acordo com a prestação parcial de contas entregue à Justiça Eleitoral, a campanha do postulante liberou R$ 500 mil diretamente para a plataforma Facebook. O valor atesta o peso estratégico que o marketing nas redes sociais passou a exercer nas disputas estaduais contemporâneas.
O aporte volumoso efetuado pelo liberal José Medeiros ganha relevância quando confrontado com o seu orçamento global disponível para o pleito. O montante repassado à rede social corresponde a 19,7% dos R$ 2,53 milhões declarados pelo candidato até a data limite de 8 de setembro. Tal proporção confirma que a consolidação da presença virtual tornou-se uma das prioridades orçamentárias mais expressivas de sua equipe técnica de comunicação.
Em termos comparativos, o candidato do PL abriu ampla margem de vantagem em relação aos demais postulantes ao cargo parlamentar. O atual senador Carlos Fávaro (PSD) oficializou o repasse de R$ 255 mil à mesma empresa, enquanto o ex-governador Mauro Mendes (UB) registrou a destinação de R$ 175 mil para promover suas publicações no ambiente digital. As cifras ressaltam a heterogeneidade das estratégias adotadas pelos grupos políticos majoritários.
Outros concorrentes também formalizaram aportes expressivos voltados ao engajamento de seus eleitores nas redes. A candidata Janaina Riva (MDB) destinou R$ 150 mil à DLocal Brasil, operadora de pagamentos utilizada para gerenciar campanhas de publicidade digital. Já Pedro Taques (PSB) formalizou diretamente à plataforma a prestação de contas no valor de R$ 108 mil para alavancar sua projeção.

Apesar de encabeçar a lista no acumulado de despesas gerais da disputa pelo Senado, Margareth Buzetti (PP) adotou postura cautelosa no ambiente virtual. A candidata alocou R$ 57 mil no Facebook, número nitidamente inferior ao patamar fixado pela campanha de Medeiros. Essa discreta movimentação contrasta com o volume de investimentos de sua chapa em outras frentes de propaganda eleitoral.
Somadas as declarações de todos os pleiteantes, abrangendo os valores direcionados diretamente ao Facebook e a intermediação da DLocal, os gastos ultrapassam a marca de R$ 1,25 milhão no estado. Essa cifra global demonstra o forte direcionamento de recursos financeiros para o ecossistema digital no atual período do calendário eleitoral de Mato Grosso.
A relevância do montante mobilizado pela campanha de José Medeiros fica evidenciada na análise percentual do fluxo de caixa. Como praticamente um quinto das receitas declaradas por ele foi canalizado para o impulsionamento de mídia digital, a estratégia expõe uma aposta ostensiva no alcance das redes sociais para a conversão de votos e consolidação de sua imagem.

Os dados apurados têm como base o encerramento do prazo oficial da Justiça Eleitoral para o envio da prestação parcial de contas, ocorrido no domingo (13). O balanço público contempla detalhadamente todas as receitas arrecadadas e despesas contratadas pelas chapas desde a abertura formal da campanha até o dia 8 de setembro.
Esse cenário de fortes aportes no Estado de Mato Grosso espelha um movimento consistente e estruturado em escala nacional. Até a última sexta-feira (11), candidatos e agremiações partidárias de todo o país já haviam registrado o montante significativo de R$ 46,5 milhões junto à plataforma Facebook. A consolidação desses dados posiciona a gigante de tecnologia como a maior fornecedora individual de serviços para as campanhas eleitorais brasileiras.
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