A ENCRUZILHADA DO UNIÃO BRASIL
Hegemonia de Pivetta confronta as “Aspirações” de Jayme Campos
A crise política que se abate sobre o União Brasil (UB) em Mato Grosso, delineia um cenário de profunda fragmentação interna e incertezas institucionais. O epicentro do embate reside na colisão entre o projeto de continuidade do atual grupo governista e a histórica autonomia das lideranças tradicionais do Estado de Mato Grosso. Este fenômeno ocorre em um momento de transição crítica, no qual a abertura da “Janela Partidária” e a consequente reconfiguração das chapas para o pleito geral exigem definições pragmáticas que a sigla, até o presente momento, parece incapaz de pacificar sem traumas.
O imbróglio ganhou contornos de instabilidade pública após o surgimento de rumores, agora confirmados por movimentações de bastidores, acerca de um racha irreversível na base de apoio governamental. O elemento catalisador da discórdia é o desejo manifesto do Senador Jayme Campos de encabeçar a disputa pelo Palácio Paiaguás, contrapondo-se à estratégia de manutenção da aliança vigente. A tensão não se limita apenas à escolha de nomes, mas reflete uma disputa pelo controle do espólio político de uma das legendas mais robustas do Centro-Oeste brasileiro.
As movimentações atingiram o ápice de tensão na capital mato-grossense e em Brasília, onde as articulações ganharam caráter oficial. A cúpula regional do União Brasil (UB) enfrenta o desafio de equilibrar as forças internas perante o anúncio de que o ex-governador e influente cacique da legenda optou por formalizar apoio à candidatura de Otaviano Olavo Pivetta, atual governador filiado ao Republicanos. Essa decisão gerou um curto-circuito na hierarquia partidária, uma vez que isola as pretensões de Jayme Campos dentro de seu próprio território político original.
A motivação principal dessa ruptura reside na busca por legitimidade e na manutenção do “Poder Regional”. De um lado, o grupo que apoia Otaviano Pivetta fundamenta sua escolha na tese da continuidade administrativa e na estabilidade da coalizão que governa o estado.
De outro lado, Jayme Campos argumenta que sua trajetória e o peso do União Brasil (UB) exigem o protagonismo de uma candidatura própria, recusando a condição de coadjuvante em um projeto liderado por uma sigla externa, o que ele interpreta como um enfraquecimento da identidade partidária.
Para contornar o isolamento regional, o Senador Jayme Campos buscou respaldo diretamente na instância superior da legenda, em Brasília. O parlamentar afirmou ter recebido o aval explícito do presidente nacional do União Brasil, Antônio Rueda, para submeter seu nome ao crivo das convenções partidárias. Ao levar o conflito para a esfera federal, Jayme Campos busca neutralizar a influência local do grupo governista, tentando garantir que a decisão final sobre a candidatura ao Governo de Mato Grosso não seja tomada de forma unilateral pelos diretórios municipais ou estaduais sob influência alheia.
O método utilizado pelo senador para consolidar sua posição envolveu uma rodada de negociações de alto nível no Congresso Nacional. Além do diálogo com Antônio Rueda, o senador unista reuniu-se com o presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre, figura de proa do União Brasil no Estado do Amapá e principal fiador político do projeto de Jayme Campos.
Alcolumbre atua como o avalizador técnico e político junto à cúpula nacional, conferindo ao senador mato-grossense o peso necessário para desafiar as lideranças locais que já haviam selado o compromisso com o atual governador do estado.
Como consequência imediata dessa autorização concedida pela cúpula nacional, Jayme Campos já iniciou a estruturação prática de sua jornada eleitoral. O senador oficializou a montagem de sua coordenação de pré-campanha, designando o ex-secretário de Estado, César Miranda, para o comando das operações táticas e estratégicas. Esse movimento sinaliza ao mercado político que a candidatura não é apenas um balão de ensaio, mas um projeto em fase de implementação logística, visando a mobilização de bases e o convencimento de delegados partidários.
A justificativa de Jayme Campos para essa ofensiva é pautada pelo princípio da democracia interna e pela viabilidade eleitoral. Em suas declarações recentes, o senador enfatizou que a autonomia concedida por Antônio Rueda permitirá uma disputa franca dentro da Convenção do União Brasil (UB) em Mato Grosso. Ele sustenta que o partido deve escolher entre a manutenção de uma candidatura própria, com reais condições de vitória, ou a submissão a um nome externo. Para o senador, a dignidade da sigla passa obrigatoriamente pelo teste das urnas com um representante que carregue o DNA histórico do grupo.

No que tange à segurança institucional, Jayme Campos assegurou, baseado em suas conversas com o comando nacional, que não haverá intervenção externa no Diretório de Mato Grosso, respeitando-se as instâncias democráticas. Todavia, ele reconheceu a existência de uma complexidade adicional no calendário eleitoral de 2026: a necessidade de submeter os nomes e projetos aprovados na convenção do União Brasil ao escrutínio da Federação União Progressista. Este colegiado, que integra também o Partido Progressistas (PP), terá a palavra final sobre a unidade das candidaturas majoritárias.
Por fim, o desfecho desta crise política permanece em aberto, dependendo estritamente do equilíbrio de forças que se formará até o período das convenções oficiais. O cenário atual revela um União Brasil cindido entre a fidelidade institucional ao Governo Pivetta e o renascimento das aspirações pessoais de seus quadros mais tradicionais.
O resultado dessa queda de braço não definirá apenas o futuro político de Jayme Campos, mas ditará o peso real das Federações Partidárias e a capacidade de sobrevivência das hegemonias regionais frente às determinações das cúpulas nacionais em Brasília.
Política
Max Russi, o “Salvador da Pátria” na Terra de Rondon
Tá certo, tá certo que é só 15 de abril, mas o cenário na política mato-grossense tá pegando fogo xômano.
Na edição de hoje, os internautas do Blog do Valdemir, confere tudo o que tá rolando nos bastidores e corredores palacianos e muito mais.
Estão preparados? Então pode chegar.
Quartoooouuu… caros amigos e frequentadores do Boteco da Alameda, como sempre estamos abrindo as portas, com as informações que correm nos bastidores da “Casa Grande”, mostrando que os “Sinhozinhos”, não estão para brincadeira nesta eleição de 2026.
Mas…, enquanto a “água esquenta a moleira”, esse é ditado antigo, da época que Marechal Rondon cortava o sertão do meu “QUERIDO”, “LINDO”, e “MARAVILHOSO” Estado de Mato Grosso, para instalar as linhas de telégrafo.
Antes de seguir, o Boteco da Alameda quer saber: quando falamos “Capitão Jaymão”, quem é a primeira pessoa que vem na sua cabeça! Tá bom, tá bom…, vamos ao que interessa…
Segue o fluxo!

Como estávamos dizendo…
Que os “Coronéis da Política” discutem estratégias para saber, quem definitivamente será o candidato a majoritária, com pesquisas encomendadas, só para tentar ludibriar os eleitores, tem um “Guri Branquelo”, que está igual “piau” na ceva só “comendo pelas beiradas”.
Ou seja, até falando que não é candidato ao Palácio Paiaguás, o seu nome é um dos mais lembrados para sucessão do nosso amigo o “Homem de Ferro“.
Como foi dito, em uma edição anterior, tem gente querendo “limpar a barra”, tentando esconder a “capivara” debaixo do tapete.
O “Salvador da Pátria” conseguiu manter a maior chapa em toda Terra de Rondon, o Sassá Mutema diz: “esse é meu garoto”, “aprendeu direitinho com o papai”.
O Boteco da Alameda vai além, o “Salvador da Pátria” recebeu uma visitinha no rancho a margem do Rio Manso, do “Rei do Agro”, que foi igual “Milagre de São Francisco“, até os peixes pararam para ouvir… Depois disso, até as águas começaram a passar tranquilas por baixo da ponte, ou seja, o céu não é mais de brigadeiro.

Venhamos e convenhamos, o “Salvador da Pátria” segue os mesmos dilemas do “Rei do Agro”, em sua primeira campanha para assumir a cadeira número 01 da “Casa Grande”, aqui estamos retratando os momentos ocorridos em 2002.
Inicialmente, o “Rei do Agro” tinha cerca de 3% de intenções de votos nas pesquisas eleitorais daquele ano, sem dizer uma só palavra que seria candidato e não é que ele teve o “PODER” de fazer um “revirado”, e se eleger governador.
E aqui, o “Salvador da Pátria” segue o mesmo caminho, atualmente falando que não é candidato ao Governo do Estado, aparece com 6,4% das intenções de votos, pelo que vemos, ele está fazendo um verdadeiro “ensopadão”, e escolhendo os melhores temperos e ingredientes, e quem sabe sair como candidato do grupo. Por outro lado, o candidato do núcleo duro do Palácio Paiaguás não deslancha, parecendo que está com uma “âncora”, uma “poita” amarrado aos pés, ou será maldição…
Enquanto o café esfria …
Na Avenida Rubens de Mendonça, o clima político esquenta no Palácio Dante de Oliveira. De Emendas Parlamentares que constroem viadutos a estratégias silenciosas que pavimentam candidaturas de 2026 já está em plena movimentação.
E quem acha que é cedo, está prestes a ficar para trás.

O Boteco vai falar
Nos bastidores e corredores palacianos, quem tem olhos para enxergar percebe que, o “BRANQUELO”, o deputado estadual Max Russi não está apenas assistindo ao jogo, ele está mexendo as peças.
Não se trata de protagonismo vazio, mas de articulação sólida.
E o xadrez político não é sobre quem aparecer mais, e sim sobre quem move melhor.
2026 chegou… o jogo já começou.
Segue o fluxo!
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