FORA DO PALANQUE
“Eu e Neri fomos empurrado para fora do palanque de Mauro”
Entre idas e vindas, disse me disse, a eleição de 2 de outubro esta a todo o vapor. Mato Grosso terá um nome para concorrer como segunda, terceira ou quarta via nesta eleição? O nome, bom…, o nome seria desta vez a do Senador do Partido Social Democrático (PSD), Carlos Henrique Baqueta Fávaro, que admitiu que poderá, eu disse “PODERÁ” disputar o Governo do Estado de Mato Grosso.
Conforme o Senador do PSD, já existem apoio de diversos grupos políticos e setores sociais pedindo sua candidatura.
“Eu estou muito bem no Senado, aprovando vários projetos importantes para o Estado de Mato Grosso e para o Brasil. Agora, o futuro a Deus pertence. E eu posso sim ser candidato“.
Questionado se sua candidatura contra o governador do União Brasil (UB), Mauro Mendes, poderia ser interpretada como uma traição, o Senador Carlos Favaro afirmou que não e que seria ao contrário, já que teria sido “convidado” a sair do palanque.
“Eu e Neri fomos empurrado para fora do palanque de Mauro, quando ele mesmo disse que o Neri não teria espaço. E diante disso a gente decidiu procurar o nosso caminho. Não tem nenhum problema“.
Nesta sexta-feira (15), Carlos Fávaro, em uma entrevista concedida ao Jornal do Meio-Dia, da TV Vila Real da Record admitiu, pela primeira vez, que pode disputar o Governo de Mato Grosso, em uma aliança que envolveria seu partido o PSD, o PP, o MDB e a “Federação Partidária” formada pelo Partido dos Trabalhadores (PT), Partido Verde (PV) e Partido Comunista do Brasil (PCdoB).
“Eu gostaria, de forma particular e pessoal, de continuar cumprindo o meu mandato como senador da República. Agora, não dá pra negar que o desafio de poder ser o governador do Estado de Mato Grosso… Todo político que se engaja e ama esse Estado tem que ter essa vontade. Se for da vontade de Deus, e ao tempo de Deus, eu posso ser candidato a governador do Estado de Mato Grosso“, disse Fávaro que é um dos coordenadores da campanha do deputado federal Neri Geller (PP) ao Senado.
“Nós decidimos apoiar o presidente Lula porque a eleição nada mais é do que tocar no coração das pessoas a esperança de dias melhores. Aconteceu assim com Lula em 2002 e aconteceu com Bolsonaro em 2018. Agora, nós temos a oportunidade, além de tocar com propostas de um Governo que vai acontecer, e comparar os dois governos e, nesta comparação, é gritante a diferença de como foi melhor o Governo Lula para o povo brasileiro e para os mato-grossenses. Por isso, eu vou ser o coordenador e vamos ter Neri como nosso candidato ao Senado“. Completou.
O parlamentar observou que a conversa sobre a possível candidatura ao Governo foi “informal”, o que significa dizer que não há nada definido.
OS ATAQUES DO MDB
No âmbito da “Federação Partidária” de esquerda, o Prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), defende o nome do ex-prefeito da cidade de Rondonópolis, Percival Muniz, como opção para disputar o Palácio Paiaguás.
Nesta semana, os sindicatos rurais de Sinop e Tangará da Serra divulgaram notas de repúdio pelo apoio do Senador Carlos Fávaro e do deputado federal e pré-candidato ao Senado, Neri Geller, e ao ex-presidente Luiz Inácio “Lula” da Silva.
Os dois sindicatos são comandados por apoiadores do presidente Jair Messias Bolsonaro (PL).
Política
O triunfo da Seleção Brasileira e o alerta estrutural sobre a expansão das “Apostas Digitais”
Análise sobre o avanço do mercado de apostas online ganha centralidade no debate público após manifestações de lideranças parlamentares durante a Copa do Mundo de 2026.
A euforia coletiva provocada pelo desempenho da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026 passou a coexistir com uma profunda e necessária reflexão socioeconômica acerca dos impactos das plataformas de apostas digitais no cotidiano das famílias. O fenômeno da mercantilização do entretenimento esportivo, impulsionado pela onipresença de anúncios de jogos de azar de cota fixa, desperta debates que transcendem as quatro linhas dos estádios e adentram as esferas jurídica e econômica. Essa conjuntura expõe a necessidade de um equilíbrio regulatório em um momento em que a paixão nacional pelo futebol atinge o seu ápice sazonal.
A deputada federal e presidente do partido União Brasil (UB) em Cuiabá, Gisela Simona, consolidou-se como a principal voz política a pautar essa discussão no cenário mato-grossense e nacional, unindo sua experiência na defesa do consumidor à atividade legislativa. A parlamentar, cuja trajetória pública confere-lhe autoridade técnica para tratar de vulnerabilidades financeiras, posicionou-se de forma analítica e incisiva sobre o tema. Ela propõe que a celebração das vitórias esportivas não eclipse os severos riscos psicossociais associados ao crescimento desordenado desse mercado no ambiente virtual.
A manifestação oficial da parlamentar ocorreu logo após o encerramento da última partida da Seleção Brasileira contra a equipe do Haiti, realizada na última sexta-feira, dezenove de junho de 2026, estendendo-se por meio de debates em plataformas de áudio digitais no decorrer do fim de semana. O momento político foi escolhido estrategicamente, uma vez que o engajamento da população com o torneio mundial amplia drasticamente a exposição do público jovem e vulnerável às peças publicitárias de plataformas virtuais.
A temporalidade do alerta coincide com o auge do fluxo financeiro direcionado a esses aplicativos de prognósticos esportivos.
As reflexões e os desdobramentos dessa discussão concentram-se no município de Cuiabá e reverberam diretamente no Congresso Nacional, em Brasília, onde tramitam as principais propostas de fiscalização econômica do setor. O território mato-grossense atua como um importante microssistema de observação para os efeitos do endividamento familiar, servindo de base para a formulação de diretrizes que visam proteger a economia popular. A centralidade geográfica desse debate ilustra como os problemas decorrentes de práticas digitais abusivas afetam de forma homogênea diferentes regiões do território brasileiro.
O processo de conscientização e a busca por freios institucionais ocorrem por meio de pronunciamentos formais em redes sociais, entrevistas estruturadas e, fundamentalmente, por intermédio da tramitação do Projeto de Lei número 1561, de 2026, de autoria da própria deputada. Essa metodologia de enfrentamento busca responsabilizar juridicamente as corporações de tecnologia que gerenciam as apostas, exigindo o uso de algoritmos preditivos capazes de barrar comportamentos compulsivos.
A estratégia legislativa fundamenta-se na utilização dos dados cadastrais dos usuários para mitigar o superendividamento.
A urgência dessa intervenção política justifica-se pelo aumento alarmante de relatos de desestruturação financeira, perda de economias plurianuais e conflitos domésticos severos decorrentes do jogo patológico. O avanço indiscriminado das empresas de jogos de azar eletrônicos transformou o entretenimento em um problema de Saúde Pública e de estabilidade macroeconômica para milhares de lares brasileiros. Portanto, a discussão faz-se imperativa para evitar que a vulnerabilidade socioeconômica seja explorada por mecanismos de marketing agressivos que associam o esporte ao ganho financeiro fácil.
O objetivo precípuo das ações propostas pela liderança política consiste em salvaguardar a integridade emocional e patrimonial dos cidadãos, garantindo que o livre-arbítrio dos consumidores seja exercido sob o amparo de mecanismos transparentes de proteção. Busca-se estabelecer uma governança digital na qual as corporações financeiras e de apostas operem sob regras estritas de responsabilidade social, impedindo a ruína financeira de indivíduos vulneráveis. A finalidade última do debate é harmonizar o desenvolvimento tecnológico e o livre mercado com as garantias fundamentais da dignidade humana.

Os indicadores qualitativos colhidos durante os trinta e três meses de mandato da parlamentar revelam um cenário de dependência econômica em que as operações digitais utilizam identificadores como Cadastro de Pessoas Físicas e transações bancárias instantâneas. Essa rastreabilidade técnica prova que as empresas detêm pleno conhecimento dos perfis de consumo e da frequência das transações financeiras efetuadas pelos apostadores. Os dados demonstram que o mercado de jogos de cota fixa expande-se a taxas geométricas, demandando uma contrapartida regulatória imediata e proporcional por parte do Estado.
O embasamento técnico e institucional desta matéria jornalística apoia-se nas declarações públicas oficiais fornecidas por Gisela Simona em seus canais de comunicação e em podcast veiculado pela Umanos Editora. A autoridade de sua fala decorre de sua ampla experiência na gestão de órgãos de proteção ao consumidor e de sua atual atuação na Câmara dos Deputados.
Suas análises encontram eco em relatórios de assistentes sociais e economistas que apontam o crescimento do endividamento decorrente de condutas financeiras compulsivas no ciberespaço.
Como consequência direta dessas ações e do amadurecimento do debate público, espera-se uma aceleração na votação de marcos regulatórios que protejam de forma eficaz a sociedade brasileira contra os abusos do mercado de apostas. O desfecho dessa mobilização política poderá estabelecer novos padrões para a publicidade esportiva na televisão e na internet, assegurando que o futebol permaneça como um elemento de coesão cultural e lazer saudável.
O fortalecimento institucional impedirá que a paixão nacional seja convertida em vetor de vulnerabilidade social e severo prejuízo econômico nacional.
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