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RETA FINAL DA ELEIÇÃO CHEGANDO

“Eu ainda não sei em quem votar!” E agora ein?! E depois?

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Agora que já sabemos da importância de se envolver na política local e buscar construir uma transformação na nossa realidade, articulando com os vereadores, entre vários outros passos, podemos nos mover para a parte final: como escolher em quem votar? Como garantir minha cidadania e representatividade?

Em primeiro lugar, é importante identificar as prioridades do seu bairro e município. Perceba se o vereador que está fazendo campanha no seu bairro conhece as pessoas e entende as dores e demandas delas, ou se é aquele interesseiro que só aparece em período de campanha eleitoral e depois some.

Em seguida, lembre-se: o que o candidato ou candidata pode ou não te prometer.

– Terminar a obra de uma rua ou uma escola;
– Melhorar o serviço de coleta de resíduos do município;
– Implantar escola em tempo integral;
– Aumentar o número de vagas na rede de educação;
– Criar centros de arte e cultura;
– Reforçar o policiamento em certos bairros.

Se você ver ou ouvir algo do tipo, alerte os outros ao seu redor. Ele pode até negociar com a prefeitura para que essas menções sejam cumpridas mais rápido, mas não pode garantir! O verdadeiro papel do vereador é legislar, ou seja, criar e votar leis, fiscalizar o poder executivo e contas municipais e propor criação ou mudança nos tributos municipais.

Além disso, o dia a dia de um vereador inclui muitas negociações, então seria interessante verificar, além do seu conhecimento técnico em si, a capacidade de articulação e inteligência emocional do candidato(a):

– Como ele(a) se comporta como figura pública pessoalmente e nas redes sociais? Ele(a) realmente leva a política a sério como serviço público como responde a opiniões contrárias em debates,
– Seus valores morais em relação à questões coletivas, a população e ao partido,
– Se busca visitar e escutar as demandas populares fora do período eleitoral, se se mostra empático a demandas que não o afetam em si, buscando o melhor para toda a população…

Outro fator mega hiper importante de levar em consideração é a representatividade dos candidatos e candidatas, tanto no partido na hora das eleições para concorrer, quanto na Câmara Municipal, depois de eleitos. Como já vimos anteriormente, existe uma cota de candidaturas femininas nos partidos para as eleições, que muitas vezes são fraudadas com candidaturas fantasmas.

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Além disso, a cota de gênero só fala sobre concorrer, não garante representatividade na Câmara de fato, porque estas não precisam necessariamente serem eleitas. Dos vereadores eleitos, mais da metade são homens brancos entre 42 e 44 anos.

Precisamos garantir que nossas vozes sejam ouvidas e levadas em consideração nas decisões. Sendo plurais como somos, precisamos urgentemente de diversidade de gênero, sexualidade, raça, etnia e faixa etária nas Câmaras Municipais.

Assim, conheça bem os candidatos e candidatas e não tenha medo de usar seu voto para colocar dentro desse espaço uma pessoa e que realmente traga propostas que você acredite e queira ver sendo colocadas em prática!

E agora, José?
A festa acabou
A luz apagou
O povo sumiu
A noite esfriou
E agora, José?
E agora, você?
Você que é sem nome
Que zomba dos outros
Você que faz versos
Que ama, protesta?
E agora, José?

Composição: Paulo Diniz / Carlos Drummond de Andrade.

Agora que você já escolheu seu candidato para votar, é importante lembrar que o voto é o exercício mínimo da cidadania! Nossa participação tem que ir além, quebrando as correntes de uma cultura política pouco participativa. Depois de eleitos, os vereadores têm 4 anos para exercer seu mandato, e a Câmara Municipal deve garantir nossa participação nas articulações.

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Para isso, devemos monitorar os nossos atores políticos através de alguns mecanismos:

– Verifique se as ações do seu vereador de fato estão de acordo com o que foi proposto no plano de atuação;
– Também é importante observar se o(a) vereador(a) eleito te faz sentir chamado a participar desses espaços! Afinal, se realmente está atuando pelo povo, ele deve querer incluí-lo na tomada de decisões;
Use e abuse dos portais de transparência: você tem direito de acesso à informação, e os portais devem conter normalmente dados sobre os gastos dos vereadores, temos que ficar atentos(as) para que estes não sejam excessivos ou exclusivamente de uso pessoal. Por exemplo, se um vereador tem muito gasto com gasolina, precisamos buscar saber se esse transporte foi de fato utilizado para visitar comunidades e bairros da cidade, em atuação plena!
Atuação de base: muitas vezes algo como dar nome para ruas pode parecer uma pauta banal e não tão importante assim, mas é o contrário: garantir ruas de qualidade, nomeadas, patroladas e com saneamento básico no município inteiro é super importante para diminuir as diferenças entre as comunidades e o centro da cidade.

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Política

Câmara de Várzea Grande articula CPI para investigar sucateamento e irregularidades no Transporte Coletivo

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O sistema de transporte coletivo de Várzea Grande enfrenta uma iminente investigação legislativa após a consolidação do número necessário de assinaturas para a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara Municipal da Cidade Industrial. A iniciativa parlamentar visa apurar denúncias formais de descumprimento contratual e precarização dos serviços oferecidos à população.

A União Transporte, principal concessionária operadora do serviço no município, figura como o alvo central das investigações. A empresa, de propriedade do empresário Rômulo Botelho, irmão do deputado estadual José Eduardo Botelho (MDB), atua sob a gestão da Associação dos Transportadores Urbanos (MTU), entidade que congrega as cinco concessionárias do setor na Região Metropolitana.

A instauração do procedimento fiscalizatório ocorrerá formalmente na próxima terça-feira, dia 27 de maio, durante a Sessão Ordinária no Plenário da Casa de Leis. Nesta data, o requerimento será lido publicamente, ato que precede o sorteio técnico para a definição dos vereadores que assumirão as funções estratégicas de presidente e relator do bloco de inquérito.

O estopim para a mobilização do Poder Legislativo fundamenta-se em um robusto histórico de falhas operacionais graves, caracterizado pela circulação de uma frota visivelmente inferior à meta estipulada no contrato de concessão vigente.

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Somam-se a isso relatórios técnicos que apontam para a obsolescência dos veículos, severas deficiências nos mecanismos de acessibilidade universal e descumprimento crônico dos itinerários estabelecidos.

A decisão de criar a comissão parlamentar foi chancelada por um grupo suprapartidário composto por dez vereadores: Adilsinho, Bruno Rios, Caio Cordeiro, Carlinhos Figueiredo, Charles da Educação, Cleyton Nassarden, Jânio Calistro, Joaquim Antunes, Lucas Chapéu do Sol e Rosy Prado.

A convergência desses parlamentares reflete o desgaste político e social gerado pela insatisfação generalizada da comunidade com a infraestrutura urbana local.

Os parlamentares recorreram à prerrogativa constitucional da CPI devido à insuficiência das medidas administrativas anteriores e à necessidade de detalhar o fluxo financeiro e operacional da concessão. A suspeita de favorecimento e a falta de transparência na fiscalização dos contratos anteriores motivaram os representantes a buscar instrumentos jurídicos de maior poder coercitivo e de auditoria profunda.

O cenário de degradação atinge de forma direta e severa a Cidade Industrial, o maior polo socioeconômico de Várzea Grande, e espalha-se pelas periferias conectadas à capital. Os usuários do sistema enfrentam rotineiramente veículos obsoletos desprovidos de climatização sob temperaturas extremas, infiltrações estruturais durante o período chuvoso e abrigos públicos depredados e desprotegidos contra as intempéries climáticas.

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O agravamento da crise estrutural decorre, segundo analistas e lideranças comunitárias, do distanciamento geográfico e gerencial de parte dos grupos empresariais que controlam o setor, uma vez que diversas dessas organizações possuem matrizes fora do Estado de Mato Grosso.

Essa configuração societária dificulta o alinhamento das metas operacionais com as demandas reais e cotidianas da população várzea-grandense.

Os desdobramentos atuais conectam-se a fiscalizações prévias realizadas pelo Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE/MT) e pelo Ministério Público Estadual (MPE). O órgão ministerial, inclusive, interveio recentemente por meio de uma mesa técnica, estabelecendo um cronograma emergencial de obrigações estruturais para permitir a continuidade temporária e condicionada da prestação dos serviços pela empresa concessionária.

A expectativa da sociedade civil e dos movimentos sociais concentra-se na democratização das decisões regulatórias, com a exigência de audiências públicas frequentes e auditoria cidadã nos custos tarifários. Até que os trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) produzam efeitos práticos na gestão municipal, a rotina dos trabalhadores locais permanecerá sob o estigma dos atrasos crônicos, do desconforto térmico e do improviso logístico.

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