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Política

Divergências entre Executivo e Legislativo tem mais um round com declarações de Nininho

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O governador Pedro Taques (PSDB) disse que em nenhum momento tenha feito qualquer declaração que desmoralize a autonomia da Assembleia Legislativa, conforme questionou o deputado Ondanir Bortolini (PSD), o Nininho.

nininho-300-tvalNa última segunda-feira (19), quando questionado se estava sendo ameaçado pela Assembleia Legislativa para fazer os repasses devidos, sob o risco de a Mesa Diretora acionar a Justiça, Taques disse: “Eu tenho certeza que um homem como o Guilherme Maluf (presidente da Casa) e a Assembleia Legislativa não precisam ameaçar ninguém”. 

Taques afirma que sua declaração foi em referência ao respeito e à harmonia mantidos entre os poderes, "eu nunca disse que a Assembleia não aprova, que não ameaça. Isso é fuxico daqueles que querem desestabilizar uma relação, que é de independência e harmonia”. Taques reiterou o trabalho conjunto com o Legislativo e aproveitou para agradecer aos deputados o apoio durante sua gestão. 

Eu quero agradecer aos deputados estaduais a aprovação de  72 projetos de lei em dois anos. Nós apresentamos 82 projetos e a Assembleia aprovou 76. Não vamos deixar que os fuxiqueiros e que os mexeriqueiros possam estragar a relação de independência e harmonia que existe entre o Legislativo e o Executivo”, afirmou.

O governador destacou que a entrega das ambulâncias, nesta semana, para os municípios do Estado só foi possível graças à ação conjunta da Assembleia Legislativa e o Governo, "antigamente, o dinheiro era roubado. Hoje, o dinheiro é devolvido e o cidadão recebe esse dinheiro através da concretização de políticas públicas, como nós estamos vendo aqui”, finalizou.

Nininho reagiu ao Curtinhas "Instigado a reagir contra Taques". Afirmando por meio de assessoria, que tem autonomia e não precisa ser motivado por ninguém para se posicionar em relação ao governo estadual.

O parlamentar disse que está insatisfeito com o que chama de forma como os deputados estão sendo tratados pelo Palácio Paiaguás. Diz defender os colegas e o Legislativo e reforça a tese de que é favorável ao diálogo e cobra que o Executivo regularize os repasses. 

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Segundo Nininho, ordenador de despesas da Assembleia Legislativa, tanto ele quanto o presidente Guilherme Maluf foram notificados pelo Ministério Público Estadual (MPE) para tomar providências. Pontuando que a reação contra o governo representa o sentimento dos deputados. 

Entretanto o parlamentar voltou a criticar o governador Pedro Taques (PSDB) por conta de declarações que teriam sido feitas. Em nota, o parlamentar disse que Taques teve tempo para se retratar, mas não o fez, "já que o governador alega que a imprensa se equivocou ao divulgar a nota, eu esperava que, no mínimo, ele fizesse um pronunciamento se retratando, lembrando que a assessoria de imprensa do governo teve tempo suficiente para esclarecer a sua fala”, disse. 

Entenda o caso

A fala do governador, que foi criticada pelo deputado Nininho, foi dada por Taques na última segunda-feira (19), durante cerimônia de posse do presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT), desembargador Rui Ramos.

Na ocasião, um repórter questionou o governador sobre a possibilidade de a Mesa Diretora da Assembleia Legislativa acionar o Executivo para repassar cerca de R$ 80 milhões em duodécimo (repasses constitucionais) que estão em atraso. 

"A Assembleia ameaça acionar o Executivo na Justiça sobre o duodécimo", disse o jornalista.

"Nós conversamos com presidente Guilherme Maluf hoje, ele disse que isso não é verdade. Tenho certeza que um homem como o Guilherme Maluf e a Assembleia Legislativa não ameaçam ninguém, né”, respondeu Taques. 

Confira a íntegra da nota divulgada pela assessoria do deputado Nininho:

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O primeiro-secretário da Assembleia Legislativa (ALMT), deputado estadual Ondanir Bortolini (PSD), Nininho, fala sobre o motivo que o levou a cobrar esclarecimentos do governador Pedro Taques (PSDB), sobre uma declaração divulgada em nota no jornal A Gazeta, edição do dia 22 de dezembro.

Na nota o governador fala da falta de esforço para atender a demanda do Paiaguás, no que diz respeito à Reforma Tributária. Segundo Taques, “um homem como Guilherme Maluf e a Assembleia Legislativa não ameaçam ninguém”.

Nininho destaca que a Secretaria de Comunicação, teve oportunidade de falar sobre a nota veiculada em um jornal de ampla circulação. “Já que o governador alega que a imprensa se equivocou ao divulgar a nota, eu esperava que no mínimo ele fizesse um pronunciamento se retratando, lembrando que a assessoria de imprensa do governo, teve tempo suficiente para esclarecer a sua fala”, enfatizou Nininho.

Votamos mais de 20 projetos entre eles mensagens, PEC, decreto, etc, a maioria vieram em cima da hora. E ainda, votamos cerca de 30 projetos do legislativo”, esclareceu o primeiro-secretário. 

Segundo Nininho, ordenador de despesas da AL, tanto ele quanto o presidente Guilherme Maluf, foram notificados pelo MPE para tomar providências. “Não sou contra o pagamento do duodécimo, mas não sou a favor de jogar a culpa na Casa de Leis. Nós temos um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) a ser cumprido, estamos sujeitos a lei de responsabilidade fiscal. Eu sempre fui à favor do bom senso e do diálogo, e por   entender o momento de dificuldade que o estado enfrenta, sugeri que o excesso de arrecadação fosse incluído no TAC, e que seja feito um parcelamento dos repasses", concluiu Nininho.
 

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Como a “Casa10” opera a reeleição de Otaviano Pivetta

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A montagem de uma equipe de campanha eleitoral altamente eficiente constitui a engrenagem central que determina o sucesso ou o fracasso de qualquer projeto político nas urnas. No cenário contemporâneo, a viabilidade de uma candidatura exige a combinação exata entre o perfil do líder público, as demandas do eleitorado e a capacidade operacional do time encarregado de transformar diretrizes estratégicas em votos efetivos.

O grande desafio de um projeto majoritário reside na transição da teoria para a prática, visto que a simples existência de propostas inovadoras não assegura a vitória sem um contingente capacitado para executá-las. A seleção dos integrantes do comando de campanha requer um rigor cirúrgico, devendo harmonizar as exigências técnicas da gestão eleitoral com o capital político das forças partidárias e dos setores produtivos que sustentam o candidato.

Em um ambiente eleitoral caracterizado pela limitação do tempo de propaganda e pela escassez de recursos, uma coordenação bem estruturada assume a função primordial de maximizar cada investimento e otimizar a logística do pleito. Além da racionalização dos meios disponíveis, a gestão estratégica garante a coesão da mensagem política, mantendo a disciplina programática do comitê central e a eficiência nas abordagens diretas junto aos eleitores.

Na disputa majoritária em Mato Grosso, o pelotão de comando responsável por conduzir a campanha à reeleição do Republicanos, o governador Otaviano Pivetta, é composto por um grupo restrito de sete lideranças de alta influência. Este núcleo de decisão estratégica atua diretamente na articulação política, na consolidação do discurso governista e no alinhamento das ações prioritárias para o fortalecimento da candidatura no estado.

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O centro decisório das operações da candidatura majoritária está sediado na Casa 10, comitê estratégico do partido Republicanos instalado estrategicamente no bairro Quilombo, em Cuiabá. As dependências do comitê central abrigam o fluxo diário das deliberações técnicas e políticas que norteiam o plano de ação da chapa em âmbito estadual.

No cotidiano da Casa 10, os integrantes do comando executivo reúnem-se diariamente para traçar o planejamento tático, gerenciar eventuais crises de imagem, coordenar a distribuição dos materiais de propaganda e estruturar as agendas de viagens de Otaviano Pivetta pelos municípios mato-grossenses.

Adicionalmente, o grupo presta suporte técnico e político às candidaturas proporcionais que integram a coligação governista.

A liderança e a coordenação-geral desse comitê executivo foram confiadas ao ex-secretário estadual de Fazenda, Rogério Gallo, figura de expressivo peso técnico e político na administração pública estadual. Gallo ingressou no comando da campanha após ter se desincompatibilizado do cargo no Poder Executivo em março, ocasião em que esteve cotado para figurar como suplente ao Senado na chapa encabeçada por Mauro Mendes.

A formação desse núcleo diretivo ocorreu a partir da convergência de forças do Agronegócio, da Infraestrutura e da Gestão Pública local, reunidas para dar sustentação política ao projeto de reeleição de Otaviano Pivetta. A escolha dos nomes fundamentou-se na capacidade de articulação regional e no conhecimento aprofundado das demandas econômicas e sociais das diferentes regiões do estado de Mato Grosso.

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Completam a equipe de comando, sob a liderança direta de Rogério Gallo, os empresários Cidinho Santos, primeiro-suplente na chapa de Mauro Mendes ao Senado, e o executivo Eduardo Maciolli, ao lado de Luiz Antonio Pagot, ex-diretor do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) e ex-secretário de Infraestrutura na gestão de Blairo Maggi. O grupo conta ainda com a experiência política dos ex-prefeitos Adriano Pivetta, de Nova Mutum, irmão do governador, e Adilton Sachetti, de Rondonópolis, além do produtor rural Helmute Lawisch.

As atividades operacionais da Casa 10 desenrolam-se ao longo de todo o período eleitoral de 2026, estendendo-se até o encerramento do pleito em Mato Grosso. Durante este ciclo, a atuação coordenada da equipe busca assegurar a precisão no cumprimento das metas de campanha, consolidando o Comitê Central de Cuiabá como a base estratégica da candidatura do Republicanos.

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