Política
Democracia Cristã lança pré-candidatura de Roberto Barra ao Senado
O Diretório Estadual da Democracia Cristã (DC) lançou oficialmente, neste sábado (19), o nome do produtor rural Roberto Barra como pré-candidato ao Senado da Republica nas eleições deste ano. A decisão foi anunciada em reunião do partido junto aos membros da sigla e pré-candidatos, em Cuiabá.
Barra é produtor rural em Lucas do Rio Verde (332 Km de Cuiabá) e já foi vereador do município durante os anos de 2013 a 2016. Ele se filiou à Democracia Cristã neste ano, após convite da direção partidária, para viabilizar seu nome ao Senado.
De acordo com o presidente do partido, Aécio Rodrigues, o nome de Barra é consenso dentro da Democracia Cristã em razão de sua credibilidade e da forte atuação em entidades do agronegócio. “Estamos trabalhando para essa candidatura. Um nome que representa nosso grupo e vamos atuar para encaixá-lo em uma dessas duas vagas ao Senado. Levaremos o nome dele conjugado ao dos outros pré-candidatos“, disse.
Roberto Barra destacou a importância do espaço obtido na Democracia Cristã, onde espera representar uma renovação na política em um cenário de crise política e econômica causada pelos que ele chama de “políticos profissionais“.
“Vim para somar nesta empreitada, que não é fácil. A nossa sigla pode ser pequena, mas as pessoas são grandes. Partido inchado é o que mais tem em Mato Grosso e partidos inchados não significam partidos grandes“, afirmou o pré-candidato.
De acordo com Barra, o trabalho agora será fortalecer seu nome em Mato Grosso, especialmente na Baixada Cuiabana. “Quero visitar cada cidade, manter contato com os diretórios nas cidades. Eu sou produtor rural e sei das dificuldades do Estado. Sei que não vai ser fácil, mas as coisas difíceis têm um sabor melhor quando conquistadas“, afirmou.
Participaram do ato de lançamento os pré-candidatos a deputado estadual Laurindo da Guarda, João Pampeiro, Eliseu Nascimento e Leandro Felix, vice-prefeito de Nova Mutum. Também participaram os pré-candidatos a federal, cabo Doutor Laudicério, e Edite Rocha.
Política
Disputa interna no União Brasil e pressão sobre empréstimo bilionário sacodem a política de Mato Grosso
A estabilidade política em Mato Grosso enfrenta um período de intensa reconfiguração com o acirramento das tensões partidárias internas. A disputa pelo controle de narrativas e espaços de “PODER” dentro do União Brasil (UB) atinge o seu ápice, mobilizando as principais lideranças do estado em uma contenda que reverbera diretamente nas articulações para os próximos pleitos eleitorais.
O embate centralizado envolve diretamente o senador Jayme Campos e o ex-governador Mauro Mendes, ambos filiados ao mesmo partido, o União Brasil (UB). O desentendimento entre as duas personalidades públicas expõe fraturas ideológicas e estratégicas profundas na base governista, evidenciando que a aparente unidade da sigla caminha sobre um terreno de constante e complexa “DISPUTA” de forças.
O cenário de “CRISE POLÍTICA” manifesta-se de forma explícita no território mato-grossense, e os principais redutos eleitorais do interior tornam-se o palco geográfico das negociações. A relevância econômica e política do estado no cenário nacional amplifica o impacto de qualquer instabilidade institucional gerada por esse racha partidário.
As movimentações de bastidores e os confrontos públicos entre as lideranças estendem-se até o dia 4 de agosto, data limite que funciona como um marco decisivo. Esse cronograma rigoroso impõe uma urgência extrema às negociações, uma vez que as convenções partidárias e os prazos legais exigem definições céleres e estratégicas por parte dos articuladores envolvidos.
O estopim para a visibilidade pública dessa crise decorre diretamente da convocação de uma Convenção Partidária cujo formato surpreendeu os analistas de mercado. O edital prevê a duração de apenas uma hora para o encerramento dos trabalhos, com início estipulado para as 17 horas e término inflexível às 18 horas, um período considerado excessivamente exíguo para deliberações complexas.

A motivação por trás dessa “JANELA TEMPORAL” tão restrita visa, segundo interlocutores, limitar debates prolongados e acelerar decisões previamente coordenadas pelas cúpulas. Essa metodologia de gestão partidária busca mitigar desgastes públicos e evitar que dissidências internas ganhem contornos de maior publicidade, embora acabe por gerar o efeito inverso ao alimentar especulações.
A dinâmica conflituosa desenvolve-se por meio de declarações contundentes, reuniões de emergência e forte articulação junto aos deputados da base aliada. O senador Jayme Campos formalizou publicamente suas ressalvas à condução política atual, utilizando os canais de comunicação e as tribunas para demarcar sua posição de independência e contraposição às diretrizes da ala rival.
Oposição a contratação de um empréstimo financeiro no valor de R$ 1,5 bilhão
O descontentamento do senador expandiu-se também em direção à gestão do governador Otaviano Pivetta, do partido Republicanos. Jayme Campos posicionou-se como o primeiro opositor de peso a questionar frontalmente a proposta governamental que autoriza a contratação de um empréstimo financeiro no valor de R$ 1,5 bilhão.

O montante bilionário pleiteado pelo Poder Executivo encontra-se atualmente sob rigorosa análise técnica e política dos parlamentares na Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT). A oposição ao projeto fundamenta-se na necessidade de maior transparência sobre o impacto fiscal a longo prazo e sobre a real necessidade desse endividamento público na atual conjuntura.
Demonstrando plena convicção em seu capital político, o parlamentar federal argumenta que a proximidade do encerramento do mandato do atual gestor desaconselha a assunção de compromissos financeiros dessa magnitude.
A tese defendida sustenta que o fim de governo exige prudência administrativa, evitando que futuras gestões herdem passivos que possam comprometer os investimentos essenciais no Estado de Mato Grosso.
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