Search
Close this search box.

PREOCUPAÇÃO COM O EFEITO NEGATIVO DO BRT

Comerciantes preocupados com impactos do BRT na Avenida Couto Magalhães

Publicados

em

Comerciantes da região da Avenida Couto Magalhães, em Várzea Grande, cidade da região metropolitana de Cuiabá, expressam sérias preocupações em relação aos impactos das obras do Ônibus de Transporte Rápido (BRT). Essas preocupações são despertadas pelas lembranças dos efeitos negativos que as obras do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) causaram na Avenida da FEB entre 2012 e 2014, causando prejuízos significativos aos estabelecimentos comerciais locais.

Para abordar essas preocupações e buscar formas de minimizar os impactos das obras do BRT, comerciantes e vereadores do município participaram de uma Audiência Pública no dia 22 de agosto. Os empresários da Avenida Couto Magalhães pleiteiam que as obras não sejam realizadas na avenida, temendo sérios danos aos seus empreendimentos.

O posicionamento dos comerciantes encontra eco entre os parlamentares várzea-grandenses, que defendem que as obras do Ônibus de Transporte Rápido (BRT) não aconteçam na Avenida Couto Magalhães. Eles instam o Governo do Estado a promover um amplo diálogo com a população sobre esse assunto.

Um dos empresários, Guilherme Verdun, que teve um de seus negócios encerrados na Avenida João Ponce de Arruda devido às obras do antigo Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), criticou enfaticamente as obras do BRT. Ele compartilhou suas experiências, ressaltando o impacto negativo que as obras de transporte público tiveram nos empreendimentos locais.

Durante o encontro, o secretário adjunto de Gestão e Planejamento Metropolitano do Governo de Mato Grosso, Rafael Detoni, apresentou detalhes sobre as características e o planejamento operacional do BRT. O projeto envolve a criação de dois corredores, o primeiro ligando o Terminal André Maggi, em Várzea Grande, ao Terminal do CPA, e o segundo ligando o Terminal do Coxipó ao Centro de Cuiabá. O objetivo central dessas obras é a melhoria do transporte coletivo, que atende diariamente 250 mil pessoas em Cuiabá e Várzea Grande.

Leia Também:  Medeiros critica radicalismo e as ideias ultrapassadas da esquerda

Diante das preocupações dos comerciantes, a Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra) esclarece que a empresa responsável pelas obras segue o cronograma estabelecido no contrato para a implantação do BRT. O calendário prevê a conclusão das obras de construção das pistas de concreto na Avenida da FEB em outubro. As obras na Avenida Couto Magalhães devem iniciar em setembro e serem concluídas em novembro. A Sinfra reitera que todas as intervenções na cidade são realizadas em acordo com a Prefeitura de Várzea Grande.

O Senador Jayme Campos (UB), em uma reunião com comerciantes e representantes políticos, debateu a questão do licenciamento das obras do BRT na Avenida Couto Magalhães. Durante o encontro, o deputado estadual Júlio Campos (UB), enfatizou a relevância da atuação da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT), em prol do município. O prefeito várzea-grandensse, Kalil Baracat (MDB) destacou que as obras não receberão licença enquanto não houver um amplo debate sobre os impactos do projeto.

Falamos com o secretário Chefe da Casa Civil, Fábio Garcia (UB), e com o Prefeito de Várzea Grande, Kalil Baracat (MDB). Podemos assegurar que a obra não irá prosseguir enquanto todas as dúvidas não forem sanadas“, afirmou o Senador Jayme Campos.

A reivindicação dos comerciantes é clara: eles desejam que as obras do BRT evitem a Avenida Couto Magalhães e sigam o traçado original planejado para o modal, visto com menos ressalvas. A mudança na rota, anunciada no início de 2023 pelo governo estadual, é vista com preocupação, pois pode afetar gravemente todo o setor comercial, repetindo os problemas ocorridos na Avenida da FEB durante as obras do antigo VLT.

A Assembleia Legislativa, por meio da Bancada de Várzea Grande, com os deputados Júlio Campos, Eduardo Botelho e Fábio Tardim, pode ter uma força muito grande junto ao governo do Estado para que se resolva em definitivo o projeto do BRT aqui de Várzea Grande, já que o trecho de Cuiabá ainda está paralisado. O comerciante da região da Couto Magalhães não quer que a obra cause transtornos e prejudique o fluxo da avenida não só do ponto de vista comercial, mas também do ponto de vista da infraestrutura das redes de energia, telefonia e internet“, afirmou o deputado Júlio Campos.

O deputado federal Coronel Assis, os vereadores Rogerinho da Dacar, Rose Prado e o presidente da Câmara Municipal, Pedrinho Tolares também participaram da reunião, reforçando o compromisso de buscar soluções que atendam aos interesses dos comerciantes e da comunidade local.

Propaganda

Política

PL convoca convenção em Mato Grosso sob “Tensão e Racha” entre prefeitos

Publicados

em

O Partido Liberal (PL) de Mato Grosso enfrenta uma severa crise de alinhamento interno diante da expressiva resistência de seus principais prefeitos em declarar apoio à pré-candidatura do senador Wellington Fagundes ao Governo do Estado. Os gestores municipais Flávia Moretti, de Várzea Grande, Abilio Brunini, de Cuiabá, e Cláudio Ferreira, de Rondonópolis, sinalizam franca preferência política pela reeleição do atual governador, Otaviano Pivetta, filiado ao Republicanos.

O impasse reside no conflito de interesses regionais e nas alianças locais estabelecidas pelos mandatários, os quais divergem abertamente da estratégia centralizada da cúpula partidária mato-grossense. Essa dissonância estratégica gerou ruídos e atritos internos profundos, levando os prefeitos a buscarem canais de interlocução diretamente junto à Executiva Nacional da legenda em Brasília para mediar o severo dissídio.

Para mitigar o desconforto institucional e conter o esfacelamento de sua base, as lideranças municipais tentam articular soluções intermediárias que evitem uma ruptura definitiva com a agremiação.

Cenário Atual

Flávia Moretti: A Prefeita de Várzea Grande declarou que não garantiu o seu voto e vai se manter neutra até a realização das convenções partidárias. Ela e outros gestores buscaram alinhamentos na executiva nacional para lidar com esse impasse.

Abilio Brunini: O Prefeito de Cuiabá tem tentado evitar o desconforto defendendo um acordo geral onde o PL indicaria o vice na chapa de Pivetta.

Cláudio Ferreira: O Prefeito de Rondonópolis está fortemente inclinado em apoiar Pivetta, o que causou ruídos internos com a cúpula do PL no Estado.

O desfecho oficial para essa complexa queda de braço partidária ocorrerá no dia 5 de agosto de 2026, data limite estabelecida pelo calendário oficial da Justiça Eleitoral para a homologação das candidaturas. A escolha estratégica do último dia do prazo legal visa garantir tempo adicional para a maturação das negociações políticas e para a pacificação dos ânimos inflamados entre os correligionários.

Leia Também:  “É uma obra de 17,3 quilômetros que vai beneficiar 421 mil habitantes de 39 bairros da Capital”

O cenário geográfico e político desse embate concentra-se no Estado de Mato Grosso, uma região de expressiva relevância econômica no Agronegócio Nacional e onde o Partido Liberal (PL) detém uma base parlamentar robusta. A Convenção Estadual unificada, estruturada especificamente para congregar todas as forças regionais, servirá como o “Grande Tribunal Político” para a definição dos rumos majoritários e proporcionais da sigla.

O objetivo primordial da convocação compulsória feita pela liderança do Partido Liberal (PL) é sedimentar a união formal da legenda e assegurar que toda a densidade eleitoral dos prefeitos seja canalizada para o projeto majoritário próprio. O presidente estadual da sigla, Ananias Filho, preconiza a centralização de esforços e a “fidelidade partidária rígida” como pilares indispensáveis para a sobrevivência e o fortalecimento do partido nas urnas.

O evento político congregará, além dos três prefeitos rebeldes das maiores cidades do estado, deputados estaduais, deputados federais, vereadores e uma vasta rede de lideranças municipais e regionais da agremiação. A maciça presença do funcionalismo político partidário é vista pela presidência como uma demonstração pública indispensável de força e controle institucional perante o eleitorado e os adversários.

Leia Também:  15 creches em 14 municípios serão construídas em uma ação conjunta do TCE/MT e do Gaepe/MT

Embora se trate de uma deliberação de alta relevância, a Executiva Nacional do Partido Liberal (PL) adotará uma postura de distanciamento físico, conferindo ao encontro um caráter estritamente regional e isolado de interferências externas.

O dirigente Ananias Filho confirmou a ausência de convite formal ao presidente nacional da legenda, Valdemar Costa Neto, em virtude do envolvimento deste nas complexas articulações e convenções em outros estados da federação.

O reflexo dessa instabilidade interna reverbera diretamente no tabuleiro das forças políticas concorrentes em Mato Grosso, que monitoram atentamente a fragmentação do partido de oposição. A indefinição do PL tensiona o arco de alianças e altera substancialmente a correlação de forças na disputa pelo Palácio Paiaguás, influenciando as estratégias de agremiações de centro e de esquerda no território mato-grossense.

Diante do encerramento do cronograma de convenções pelo Partido Liberal (PL), os próximos dias serão marcados por intensa movimentação, iniciada pela Federação Brasil da Esperança em 25 de julho, seguida por União Brasil (UB), Progressistas, Podemos e o próprio Republicanos.

O desfecho dessa intrincada engrenagem eleitoral redefinirá por completo a governabilidade regional e os rumos das coalizões partidárias nos meses subsequentes.

Continue lendo

MAIS LIDAS DA SEMANA