ELEIÇÃO DE 2024 SERÁ POLARIZADA ENTRE DIREITA E ESQUERDA
Medeiros critica radicalismo e as ideias ultrapassadas da esquerda
É comum que dúvidas sejam levantadas sobre se um partido político insere-se no campo da esquerda ou da direita. Especialmente no caso brasileiro a resposta para esse problema é ainda mais complexa, dada a quantidade de legendas que competem nas eleições, atualmente 33 partidos. E algumas soluções são possíveis.
Há cientistas políticos que optam por perguntar para os parlamentares onde estes posicionam seus próprios partidos e os partidos dos adversários na escala esquerda-centro-direita. Outra opção frequente é analisar a composição social do partido, quem são seus quadros e o perfil dos seus eleitores. Partidos que tendem a ter entre seus eleitos empresários estão mais próximos da direita, ao passo que partidos que elegem mais trabalhadores estão mais perto da esquerda.
Há quem prefira analisar a votação dos deputados em matérias específicas que separam as posições de esquerda e direita. Partidos que apoiam privatizações e redução de impostos tendem a ser considerados dentro do espectro da direita. Já aqueles que votam em matérias que defendem o papel do Estado na regulação da economia estariam na esquerda.

Existe ainda quem olhe para como o partido se comporta na eleição, com quem faz alianças: se com mais parceiros de um lado do que de outro do espectro ideológico. Ou quem olhe para o que os partidos dizem de si mesmos através de seus manifestos ou programas de governo.
Ideias defendida pelo PT é ultrapassada
O deputado federal José Antonio Medeiros (PL), um dos líderes da direita no Estado de Mato Grosso, considera que a eleição municipal do próximo ano vai ser pautada pela discussão ideológica entre direita e esquerda, uma vez que as ideias defendidas pelo Partido dos Trabalhadores (PT) e seus aliados são ultrapassadas e estão levando países como a Venezuela, Argentina, Chile e agora o Brasil para o buraco econômico e social.
Para o parlamentar federal avaliou que a polarização será inevitável, principalmente em Mato Grosso, uma vez que o desgoverno do Partido dos Trabalhadores (PT) já está impactando de forma negativa a vida de todos os brasileiros.
“As ideias ultrapassadas da esquerda vão pautar o debate político nas próximas eleições, pois elas impactam diretamente na vida de todos nós. Mesmo as pessoas que não se identificam com uma ideologia específica não vão querer votar em candidatos alinhados com a esquerda. Portanto, ser um candidato de direita e que combata esse radicalismo ideológico pode sim contribuir e muito para a vitória de lideranças que disputarem o comando das prefeituras de Cuiabá, Rondonópolis, Várzea Grande e dos demais municípios“.
O parlamentar do Partido Liberal (PL) reforça que não se trata somente de uma onda bolsonarista, como muitos preferem chamar, que por si só já seria um trunfo e tanto para quem tivesse esse público ao lado, mas de um conceito alicerçado.
“Diferente da direita, a esquerda é uma ameaça real às liberdades, aos direitos constitucionais, ao direito de propriedade, à soberania e à família. A esquerda nos classifica de radicais devido a nossa luta contra essas ideias retrógradas e fracassadas que só massacram a população, principalmente a mais humilde“, frisou Medeiros.
Medeiros avaliou que a população de Cuiabá já sabe, por exemplo, qual o posicionamento do deputado federal Abilio Brunini (PL) como possível Prefeito da Capital, bem como os rondonopolitanos já têm noção do que seria Cláudio Ferreira (PTB) como eventual gestor municipal da cidade. Essa condição bem definida acelera a comunicação com a população.
“As pessoas repudiam políticos sem posicionamento, que ficam em cima do muro. Não precisa ser radical como a esquerda, mas é preciso ter posicionamento e coerência“.
“Ainda temos muito fresco na memória o que foi o Brasil com Bolsonaro e o que temos agora com Lula. No governo anterior tínhamos 23 ministérios, agora passaram para 37 e querem aumentar ainda mais. Ficamos no Brasil quatro anos sem ouvir falar em aumento de impostos e agora só o que se fala é isso. Não precisa ser de direita para repudiar essa atuação política, uma atuação que defende o aborto, a liberação das drogas, que é contra a família, a liberdade religiosa e econômica“, concluiu José Medeiros.
Política
PL convoca convenção em Mato Grosso sob “Tensão e Racha” entre prefeitos
O Partido Liberal (PL) de Mato Grosso enfrenta uma severa crise de alinhamento interno diante da expressiva resistência de seus principais prefeitos em declarar apoio à pré-candidatura do senador Wellington Fagundes ao Governo do Estado. Os gestores municipais Flávia Moretti, de Várzea Grande, Abilio Brunini, de Cuiabá, e Cláudio Ferreira, de Rondonópolis, sinalizam franca preferência política pela reeleição do atual governador, Otaviano Pivetta, filiado ao Republicanos.
O impasse reside no conflito de interesses regionais e nas alianças locais estabelecidas pelos mandatários, os quais divergem abertamente da estratégia centralizada da cúpula partidária mato-grossense. Essa dissonância estratégica gerou ruídos e atritos internos profundos, levando os prefeitos a buscarem canais de interlocução diretamente junto à Executiva Nacional da legenda em Brasília para mediar o severo dissídio.
Para mitigar o desconforto institucional e conter o esfacelamento de sua base, as lideranças municipais tentam articular soluções intermediárias que evitem uma ruptura definitiva com a agremiação.
Cenário Atual
Flávia Moretti: A Prefeita de Várzea Grande declarou que não garantiu o seu voto e vai se manter neutra até a realização das convenções partidárias. Ela e outros gestores buscaram alinhamentos na executiva nacional para lidar com esse impasse.
Abilio Brunini: O Prefeito de Cuiabá tem tentado evitar o desconforto defendendo um acordo geral onde o PL indicaria o vice na chapa de Pivetta.
Cláudio Ferreira: O Prefeito de Rondonópolis está fortemente inclinado em apoiar Pivetta, o que causou ruídos internos com a cúpula do PL no Estado.

O desfecho oficial para essa complexa queda de braço partidária ocorrerá no dia 5 de agosto de 2026, data limite estabelecida pelo calendário oficial da Justiça Eleitoral para a homologação das candidaturas. A escolha estratégica do último dia do prazo legal visa garantir tempo adicional para a maturação das negociações políticas e para a pacificação dos ânimos inflamados entre os correligionários.
O cenário geográfico e político desse embate concentra-se no Estado de Mato Grosso, uma região de expressiva relevância econômica no Agronegócio Nacional e onde o Partido Liberal (PL) detém uma base parlamentar robusta. A Convenção Estadual unificada, estruturada especificamente para congregar todas as forças regionais, servirá como o “Grande Tribunal Político” para a definição dos rumos majoritários e proporcionais da sigla.
O objetivo primordial da convocação compulsória feita pela liderança do Partido Liberal (PL) é sedimentar a união formal da legenda e assegurar que toda a densidade eleitoral dos prefeitos seja canalizada para o projeto majoritário próprio. O presidente estadual da sigla, Ananias Filho, preconiza a centralização de esforços e a “fidelidade partidária rígida” como pilares indispensáveis para a sobrevivência e o fortalecimento do partido nas urnas.
O evento político congregará, além dos três prefeitos rebeldes das maiores cidades do estado, deputados estaduais, deputados federais, vereadores e uma vasta rede de lideranças municipais e regionais da agremiação. A maciça presença do funcionalismo político partidário é vista pela presidência como uma demonstração pública indispensável de força e controle institucional perante o eleitorado e os adversários.
Embora se trate de uma deliberação de alta relevância, a Executiva Nacional do Partido Liberal (PL) adotará uma postura de distanciamento físico, conferindo ao encontro um caráter estritamente regional e isolado de interferências externas.
O dirigente Ananias Filho confirmou a ausência de convite formal ao presidente nacional da legenda, Valdemar Costa Neto, em virtude do envolvimento deste nas complexas articulações e convenções em outros estados da federação.
O reflexo dessa instabilidade interna reverbera diretamente no tabuleiro das forças políticas concorrentes em Mato Grosso, que monitoram atentamente a fragmentação do partido de oposição. A indefinição do PL tensiona o arco de alianças e altera substancialmente a correlação de forças na disputa pelo Palácio Paiaguás, influenciando as estratégias de agremiações de centro e de esquerda no território mato-grossense.
Diante do encerramento do cronograma de convenções pelo Partido Liberal (PL), os próximos dias serão marcados por intensa movimentação, iniciada pela Federação Brasil da Esperança em 25 de julho, seguida por União Brasil (UB), Progressistas, Podemos e o próprio Republicanos.
O desfecho dessa intrincada engrenagem eleitoral redefinirá por completo a governabilidade regional e os rumos das coalizões partidárias nos meses subsequentes.
-
Artigos4 dias atrásO momento de suplicar
-
Política6 dias atrásAliança por infraestrutura desencadeia polarização antecipada para 2026
-
Artigos1 dia atrásAo produtor rural, com respeito
-
Política5 dias atrásAlianças fluídas e fragmentação partidária desenham o cenário eleitoral mais imprevisível em duas décadas
-
ESPORTES5 dias atrásBrasil cai diante da Noruega e registra a pior campanha em Copas desde 1990
-
ECONOMIA6 dias atrásMato Grosso registra avanço significativo da atividade industrial nos últimos anos
-
Política2 dias atrásCorte de Contas rejeita denúncia contra Prefeito de Cuiabá por suposto uso de servidores em redes sociais
-
Artigos7 horas atrásUm apelo ao STF

