Política
“Cheque falso não pode fundamentar decisão do juízo, nem contabilizar gastos”
Acusada de abuso de poder econômico e campanha extemporânea, na realização das atividades ligadas ao processo eleitoral antes do prazo estabelecido por Lei.
O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) cassou por unanimidade no dia 10 de abril o mandato da Senadora eleita pelo Partido Social Liberal (PSL) sob a acusação de uso de “Caixa 2”, gastos que não foram declarados à Justiça Eleitoral na prestação de contas de sua campanha. E segundo informações, Selma Rosane Santos Arruda teria usado cerca de R$ 1,2 milhão na pré-campanha.
Foram a favor da cassação da Juíza aposentada e Senadora eleita Selma Rosane Santos Arruda:
Acompanhando o relator da ação, Pedro Sakamoto, a Magistrada Marilsen Andrade Adário, Ricardo Gomes de Almeida, Vanessa Curti Perenha Gasques, Luís Aparecido Bortolussi Júnior, Antônio Veloso Peleja Júnior e Jackson Coleta Coutinho. Ao todo foram 7 votos a favor da cassação da Senadora do Partido Social Liberal (PSL).
No ultimo dia 29 de abril, os advogados de defesa da Senadora eleita Selma Santos Arruda entrou com um pedido de embargos de declaração no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) questiona a cassação da parlamentar.
A grande expectativa dos advogados da Senadora Selma Arruda, é que o Colegiado do Tribunal Regional Eleitoral faça a analisa do recurso impetrado na ação de investigação judicial eleitoral. Caso o embargo seja negado, a Senadora ainda pode recorrer da decisão no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Em sua defesa, a Senadora do PSL diz que pessoas de má fé estão usando e aproveitando de imagens de alguns de seus cheques que estão no processo para efetuarem pagamentos junto a Caixa Econômica Federal (CEF) de R$ 29.987,36, que foi devolvido pelo “motivo 35”, que significa “cheque fraudado, emitido sem prévio controle”. O Tribunal Regional Eleitoral determinou que a Polícia Federal investigasse o caso.
De olho na vaga da Senadora do PSL, Selma Rosane Santos Arruda, esta o ex-vice-governador do Estado de Mato Grosso, e chefe do Escritório de Representação de Mato Grosso em Brasília, Carlos Henrique Baqueta Fávaro, líder do Partido Social Democrático (PSD) em Mato Grosso.
Carlos Fávaro ficou em terceiro lugar na disputa ano passado ao Senado da Republica com 435 mil votos. Além de nomes cogitados nos bastidores políticos como a do ex-governador de Mato Grosso, José Pedro Gonçalves Taques (PSDB), o ex-deputado federal Adilton Sachetti (PRB), também o nome do deputado federal Nelson Barbudo (PSL).
O cacique do Partido Democrata (DEM), Júlio José de Campos não descartou a possibilidade de colocar seu nome para ser apreciado dentro da legenda.
Política
Presidência do TCE/MT rechaça acusações de recebimento de “Emendas” e defende isenção em vistorias
O Conselheiro Sérgio Ricardo de Almeida, atual presidente do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE/MT), rebateu de forma veemente e categórica as acusações proferidas contra a corte orçamentária no parlamento estadual. A manifestação pública do magistrado preza pela defesa da integridade administrativa da instituição de controle externo, que se viu envolvida em uma contenda discursiva que reverberou imediatamente nos bastidores dos poderes constituídos em Mato Grosso.
O deputado estadual Chico Guarnieri, filiado ao Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), figura como o autor das denúncias e das movimentações que originaram o conflito institucional na esfera pública. O parlamentar utilizou a tribuna da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT) para vocalizar suas suspeitas e demandar providências fiscalizatórias rigorosas contra a conduta da corte de contas.
A manifestação do parlamentar consistiu no anúncio formal de sua intenção de articular a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) com o propósito específico de investigar a legalidade de fluxos financeiros. Além disso, o deputado questionou publicamente a lisura, a fidedignidade e as reais motivações técnicas que fundamentam as recentes e minuciosas fiscalizações de obras públicas que a Corte de Contas vem conduzindo em solo mato-grossense.
O cerne do questionamento parlamentar baseia-se em um suposto repasse financeiro de grande monta, estimado no valor substancial de R$ 20 milhões, o qual teria sido destinado diretamente ao Tribunal de Contas do Estado. Os indícios levantados pelo deputado apontavam para uma triangulação de recursos públicos federais que, conforme a tese apresentada, careceria de amparo legal e de transparência contábil adequada.
A suposta origem do montante financeiro sob suspeita estaria atrelada a uma Emenda Parlamentar de autoria do senador Wellington Fagundes, integrante dos quadros do Partido Liberal (PL). A acusação sugeria que o direcionamento dessa verba orçamentária federal possuiria propósitos alheios às funções institucionais ordinárias do órgão de controle, vinculando o recebimento do recurso a uma possível mitigação do rigor fiscalizador da corte.
A dinâmica orçamentária do Tribunal de Contas de Mato Grosso restringe-se exclusivamente aos duodécimos e repasses constitucionais que são devidamente programados e oriundos unicamente da fonte do Governo do Estado. Ao detalhar a engenharia financeira do setor público, o presidente do TCE/MT ressaltou a impossibilidade jurídica e técnica de a instituição absorver emendas parlamentares diretas de deputados federais ou de senadores da República.
A reação do conselheiro Sérgio Ricardo ocorreu de forma imediata e contundente nos espaços de interlocução com a imprensa e nas dependências oficiais da própria corte fiscalizatória, logo após a repercussão das declarações do deputado. A resposta célere teve como objetivo principal estancar a disseminação de narrativas desfavoráveis e esclarecer o que o tribunal classificou como um grave mal-entendido ou uma deliberada distorção dos fatos contábeis.
A motivação que impulsionou o pronunciamento defensivo do presidente do TCE/MT decorre da necessidade premente de preservar a imagem institucional da Corte de Contas perante a sociedade civil e o mercado financeiro. O magistrado justificou sua postura assertiva ao afirmar categoricamente que o Tribunal de Contas não se sujeitará a servir de palanque político gratuito para agentes públicos que buscam projeção eleitoral por meio de notícias falsas.

As insinuações de natureza política que foram rebatidas pelo conselheiro sugeriam que ele estaria utilizando o calendário de vistorias técnicas em obras de infraestrutura estadual como plataforma de autopromoção visando ao pleito eleitoral de 2026.
Em sua defesa, Sérgio Ricardo sustentou que as auditorias e visitas de campo representam atribuições eminentemente constitucionais e rotineiras do órgão, dissociadas de quaisquer pretensões partidárias futuras.
O desfecho deste embate sinaliza um acirramento nas relações políticas institucionais em Mato Grosso, exigindo que os parlamentares foquem nos próprios mandatos em vez de formularem denúncias desprovidas de comprovação documental.
O cenário projeta um monitoramento ainda mais rigoroso das contas públicas, uma vez que o Tribunal de Contas sinalizou que manterá seu cronograma técnico de fiscalizações de forma totalmente independente e imune às pressões político-partidárias locais.
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