PESQUISA MT DADOS
Cerca de 43% dos eleitores cuiabanos estão indecisos
A pesquisa realizada pelo Instituto MT Dados (modalidade espontânea), divulgada nesta segunda-feira (3) mostra que 43% dos eleitores cuiabanos podem votar em qualquer um dos candidatos cuiabanos.
Pesquisa espontânea
Na modalidade espontânea, quando os pré-candidatos não são listados, José Eduardo Botelho (UB), ainda mantém a liderança, com 25% das intenções. O deputado federal Abílio Brunini (PL), continua na vice-liderança, com 17%, o deputado estadual Lúdio Cabral (PT), segue na terceira posição, com 8%.
Os entrevistados pelo Instituto MT Dados que não sabem ou não quiseram responder à pesquisa somam 43%, enquanto nulos e brancos somam em 5%.
A relevância dessa indecisão é tão significativa que seria capaz de colocar o então pré-candidato, o deputado estadual Juca do Guaraná do MDB (que tem 2% das intenções de votos) no segundo turno da disputa do Palácio Alencastro.
Qualquer um dos protagonistas no pleito eleitoral que olhe para esse abundante número de eleitores que ainda não se definiu, terá uma avaliação de que é preciso um trabalho de convencimento.
Mas esse é um pleito atípico, diferente de tudo que já se viu aqui.
Repetir receitas e fórmulas para conquistar o eleitorado não é o caminho indicado.
O eleitor tem alguns motivos principais para estar indeciso. Geralmente a motivação é mesmo a dúvida entre candidatos, mas passa também por incerteza ou desconhecimento sobre propostas.
Também podemos somar a esse grupo os que estão indiferentes à política e que não encontraram razão nos discursos dos pré-candidatos, por isso ainda seguem com voto indefinido, estes acabam deixando de ir às urnas, ou até votam, mais influenciado de última hora pela indicação ou opinião de alguém próximo.
Segue o fluxo!

Ah, o Boteco vai falar!
Vamos colocar assim: esse cenário de 43% dos eleitores ainda não sabe em quem votar para a Prefeitura de Cuiabá, demonstra de que a população ainda não está preocupada com o pleito e sim com os problemas que vivenciam no dia a dia.
Isso mostra que os pré-candidatos interessados na cadeira número 1 do Palácio Alencastro esquecem que as pessoas não estão com a cabeça na eleição. Só eles se importam com esses números.
A população pensa na Saúde, Educação, Segurança e Emprego. Estão preocupados com o que muda a vida da cidade e a vida das pessoas.
Assim sendo, os possíveis candidatos precisam usar suas estratégias com afinco para os eleitores que não decidiram, ou que se mostram à vontade em mudar sua escolha.
Falar da importância de identificar o que eles querem e conquista-los surge como lugar-comum, mas são pontos que podem definir o resultado da disputa na Terra de Pascoal Moreira Cabral.

Voto útil
Embora os Institutos de Pesquisas apresentem números levemente divergentes nos últimos levantamentos sobre as intenções de votos para a Prefeitura de Cuiabá, todas as pesquisas com credibilidade apontam que a vitória de Edu Botelho (UB), em primeiro turno é uma possibilidade real.
Nesse contexto, cresce a importância do chamado “voto útil”, ou seja: aquele dado por um eleitor que não tinha o candidato como primeira preferência, mas que faz a escolha visando encerrar a disputa sem necessidade do segundo turno.
Segundo o Boteco da Alameda, o que se soma para crescer o movimento por este “voto útil” na disputa da Prefeitura de Cuiabá, é algo que existe há muito tempo, e tem relação com uma negação da política por grande parte da população.
Pega a visão: tem aquele eleitor que vê a política como perda de tempo, que diz “não quero sair de casa mais uma vez para votar“, isso não é novidade.
Em uma eleição há espaço para novas propostas, ideias, programas. Mas quando a campanha vai avançando, vai havendo diferenciação entre os que de fato tem viabilidade eleitoral e os que não têm.
É muito provável que quanto mais perto da reta final, votos em candidatos que não se viabilizam eleitoralmente tendem a migrar para outras candidaturas.
O Boteco da Alameda, aposta em um movimento de migração de votos nos últimos dias de campanha. Esta é uma eleição diferente de outras, e há muita coisa em jogo.
A pesquisa do Instituto MT Dados registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), foi realizada nos dias 28 a 31 de maio com 1.060 entrevistados. A margem de erro é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%.
Do Blog do Valdemir
Apenas uma observação: na espontânea uma pergunta é feita aos entrevistados e não é dada nenhuma alternativa para resposta. Estimulada uma lista é passada para os entrevistados escolherem alguma das alternativas.
Pega a visão
Há uma questão na modalidade de pesquisa estimulada que devemos nos atentar: é em relação a ordem das questões apresentadas para os entrevistados.
Política
Galvan denuncia “suposto” esquema de devolução de Emendas Parlamentares e cobra fiscalização
O debate sobre a destinação e a execução das Emendas Parlamentares voltou ao centro das discussões políticas em Mato Grosso após declarações do pré-candidato ao Senado Federal Antônio Galvan, do Avante. Segundo ele, o modelo atual de distribuição desses recursos tem gerado distorções que comprometem a aplicação do dinheiro público e enfraquecem investimentos considerados essenciais para a população.
A denúncia foi apresentada por Galvan durante manifestações públicas realizadas em 2026, período em que os gastos federais com emendas parlamentares ultrapassaram a marca de R$ 1,5 bilhão. De acordo com os dados mencionados pelo pré-candidato, o volume de recursos liberados neste ano já representa o dobro do registrado no mesmo período do ano anterior.
As declarações concentram-se principalmente em municípios do interior de Mato Grosso, onde, segundo o político, prefeitos e ex-prefeitos relataram situações envolvendo a liberação de recursos oriundos de Emendas Parlamentares. O assunto ganhou repercussão por envolver diretamente a gestão municipal e a aplicação de verbas destinadas a obras e serviços públicos.
Conforme relatado por Galvan, alguns gestores municipais estariam sendo pressionados a devolver parte dos valores recebidos por meio das emendas. A prática foi classificada por ele como “Lei do Retorno”, expressão utilizada para descrever uma suposta exigência de repasse de recursos a terceiros como condição para a liberação das verbas destinadas aos municípios.
Segundo o pré-candidato, os percentuais que seriam exigidos variariam entre 30% e 50% dos valores encaminhados pelas emendas parlamentares. Ainda de acordo com seu relato, haveria prefeitos que optaram por não receber determinados recursos justamente por não concordarem com as supostas condições impostas para a sua liberação.
Galvan afirmou que essa dinâmica acabaria gerando interpretações equivocadas perante a população. Conforme explicou, parlamentares poderiam divulgar que determinado gestor recusou recursos públicos, quando, na versão apresentada pelos prefeitos ouvidos por ele, a rejeição teria ocorrido em razão da exigência de devolução de parte dos valores originalmente destinados ao município.
Além das denúncias relacionadas aos repasses, o pré-candidato criticou o modelo de distribuição das Emendas Parlamentares. Para ele, a sistemática atual favoreceria práticas irregulares, reduziria a eficiência da aplicação dos recursos públicos e contribuiria para a execução de obras com qualidade inferior à prevista nos projetos financiados.
Outro ponto levantado por Galvan envolve a utilização de contratações em municípios do interior como estratégia de fortalecimento político-eleitoral. Sem citar nomes, ele afirmou que agentes políticos estariam ampliando suas bases de apoio por meio de estruturas financiadas com recursos públicos, especialmente em períodos que antecedem disputas eleitorais.
As declarações também incluíram questionamentos sobre a atuação dos órgãos responsáveis pela fiscalização e pelo controle dos gastos públicos. O pré-candidato defendeu maior acompanhamento das transferências realizadas por meio das Emendas Parlamentares e cobrou medidas que garantam transparência na destinação e na execução dos recursos federais.

Apesar da gravidade das acusações, Galvan não revelou a identidade dos parlamentares que, segundo ele, estariam envolvidos nas supostas irregularidades. O tema, entretanto, não é inédito no cenário político mato-grossense. Em março deste ano, o então Governador do Estado de Mato Grosso, Otaviano Pivetta, do partido Republicanos, também mencionou a existência da chamada “Lei do Retorno”, sem apresentar nomes.
Na ocasião, os senadores Jayme Campos do União Brasil (UB), e Wellington Fagundes do Partido Liberal (PL), defenderam que eventuais irregularidades fossem formalmente denunciadas às autoridades competentes para investigação e apuração dos fatos.
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