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NOVO ENSINO MÉDIO

Audiência Pública debate projeto para cada disciplina ter no mínimo duas aulas semanais

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O Novo Ensino Médio coloca o jovem no centro da vida escolar, de modo a promover uma aprendizagem com maior profundidade e que estimule o seu desenvolvimento integral, por meio do incentivo ao protagonismo, à autonomia e à responsabilidade do estudante por suas escolhas e seu futuro.

A partir da garantia de aprendizagens essenciais e comuns a todos, referenciadas na Base Nacional Comum Curricular (BNCC), e da oferta de itinerários formativos organizados e estruturados pedagogicamente, o estudante poderá escolher, entre diferentes percursos, a formação que mais se ajusta às suas aspirações e aptidões e ao seu projeto de vida.

O Novo Ensino Médio é resultado da alteração da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBI) por meio da Lei 13.415, de 16 de fevereiro de 2017. Entre as mudanças, estão aumento da carga horária, nova grade curricular e ensino voltado para a formação profissional.

A proposta inclui:

– menor número de aulas expositivas;
– maior participação dos alunos;
– aumento de projetos, atividades práticas, cursos e oficinas.

Com a unificação do currículo escolar em nível nacional, o Ministério da Educação (MEC) pretende alinhar a aprendizagem dos estudantes das redes pública e privada de todo o território nacional, diminuindo a defasagem do conteúdo e as desigualdades regionais e de percurso de formação.

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Nesta segunda-feira (18), a partir das 9h, a Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT), vai realizar uma Audiência Pública para debater a matriz curricular para o Ensino Fundamental e Ensino Médio na rede pública estadual de Educação de Mato Grosso.

O objetivo Audiência Pública é discutir o Projeto de Lei 552/21, de autoria do deputado estadual Lúdio Frank Mendes Cabral (PT), que propõe que cada disciplina tenha no mínimo duas aulas por semana.

Entre os palestrantes da Audiência Pública, estão os professores Alysson Cipriano, do Coletivo no Mínimo Duas Aulas; Daniel Fanta e Silvana Bittencourt, ambos do Mestrado em Sociologia da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT); João Custódio, da rede básica de ensino; e Gonçalo Barros, mestrando em Sociologia na UFMT.

Na Audiência Pública, serão debatidas também as mudanças promovidas pela Secretaria de Estado de Educação (Seduc) que tornaram algumas disciplinas optativas, o que pode trazer prejuízos à formação dos alunos da rede pública estadual.

Também devem participar da Audiência Pública representantes do Ministério Público, do Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep), da Seduc, do Conselho Estadual de Educação, de associações de estudantes e de docentes, além de professores, estudantes e familiares.

Apresentamos esse projeto para assegurar o mínimo de duas aulas por semana para todas as disciplinas do Ensino Fundamental e Médio nas escolas estaduais de Mato Grosso, de acordo com a Lei Federal de diretrizes e bases da educação. Dessa forma, disciplinas que hoje têm apenas uma aula por semana, como Inglês, Espanhol, Sociologia, Filosofia, Artes, entre outras, e que são tão importantes para a formação dos estudantes, passariam a ter pelo menos duas aulas semanais. Isso implica em alterações na grade de horários, entre outras mudanças, por isso é tão importante debater o projeto para recebermos sugestões para melhorar o texto“, disse Lúdio.

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Política

PL oficializa Flávio Bolsonaro como candidato à Presidência e inicia articulação nacional para a disputa de 2026

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Foi oficializado pelo Partido Liberal (PL), neste sábado (25), o nome da candidatura do Senador Flávio Bolsonaro à Presidência da República nas eleições de 2026. A confirmação ocorreu durante a convenção nacional da legenda, realizada em São Paulo, reunindo dirigentes, parlamentares, aliados e apoiadores. O evento marcou o início formal da estratégia eleitoral do partido para a sucessão presidencial e consolidou o nome do parlamentar como representante da legenda na disputa pelo Palácio do Planalto.

Filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro, Flávio Bolsonaro, concorrerá pela primeira vez ao cargo de presidente da República. O senador iniciou sua trajetória política como deputado estadual no Rio de Janeiro e exerce mandato no Senado Federal desde 2019, após ter sido eleito nas eleições de 2018. A convenção também reuniu familiares do candidato e lideranças políticas ligadas ao grupo bolsonarista, reforçando o discurso de unidade interna para o próximo pleito.

Um dos principais momentos do encontro foi a participação, por vídeo, da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Em sua mensagem, ela explicou que não compareceu presencialmente por estar acompanhando Jair Bolsonaro e destacou a importância da participação das mulheres na política. Ao dirigir-se ao senador, desejou êxito à candidatura e manifestou votos de proteção durante a campanha eleitoral, em um gesto interpretado como reaproximação pública entre ambos.

A manifestação de Michelle Bolsonaro ocorreu após um período de distanciamento provocado por divergências relacionadas às articulações políticas em diferentes estados. Dias antes da convenção, Flávio Bolsonaro havia divulgado um pedido público de desculpas e feito um convite para que a ex-primeira-dama integrasse a campanha. O gesto contribuiu para restabelecer a aproximação entre as principais lideranças do grupo político vinculado ao ex-presidente.

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Durante a convenção, os deputados Eduardo Bolsonaro e Carlos Bolsonaro também enviaram mensagens de apoio ao irmão. Eduardo defendeu a união das forças conservadoras em torno da candidatura do senador e afirmou que o grupo deverá concentrar esforços na construção de uma campanha competitiva. As manifestações reforçaram o discurso de coesão apresentado ao longo do evento.

Entre os convidados internacionais, destacou-se a presença do presidente da Argentina, Javier Milei. Em discurso proferido em espanhol, o Chefe de Estado Argentino afirmou que o resultado das eleições brasileiras poderá influenciar os rumos políticos da América Latina.

Milei também defendeu princípios liberais, criticou modelos econômicos que classificou como intervencionistas e encerrou sua participação repetindo a expressão que se tornou uma de suas marcas públicas:

Viva a liberdade, carajo“.

Embora a candidatura presidencial tenha sido oficialmente confirmada, o Partido Liberal ainda não definiu quem ocupará a vaga de candidato a vice-presidente. Flávio Bolsonaro já declarou, em ocasiões anteriores, que considera positiva a possibilidade de formar uma chapa com uma mulher, mas ressaltou que a escolha dependerá das negociações políticas conduzidas pela legenda com partidos aliados.

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Entre as alternativas analisadas pelo PL estão representantes de siglas que poderão integrar a coligação, incluindo integrantes do Republicanos e do Progressistas. Caso as negociações não avancem até o período previsto no calendário eleitoral, o partido poderá optar por uma composição exclusivamente formada por filiados da própria legenda, mantendo autonomia na construção da chapa presidencial.

Na preparação para a campanha, Flávio Bolsonaro apresentou propostas voltadas principalmente à segurança pública e às políticas destinadas às mulheres. Entre as medidas defendidas estão o endurecimento das ações de combate ao crime organizado, alterações na legislação penal e programas voltados ao incentivo do empreendedorismo feminino.

O senador também afirma que pretende atuar em favor da anistia de Jair Bolsonaro, que foi condenado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e responde a processos na Justiça.

Com a oficialização da candidatura de Flávio Bolsonaro, o Partido Liberal passa a integrar formalmente o grupo de legendas que já iniciaram a definição de seus candidatos à Presidência da República. A decisão ocorre em um cenário de reorganização da direita brasileira após o término do governo Jair Bolsonaro e amplia as movimentações para a formação de alianças, definição da chapa e consolidação das estratégias eleitorais que deverão orientar a disputa presidencial de 2026.

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